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Archive for 05/10/2016

Diocese de Lamego: abertura do ano pastoral 2016-2017

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Discípulos missionários com um coração que vê

Tal como anunciado, o primeiro dia de Outubro foi a data escolhida para a abertura do novo ano pastoral na diocese. Aconteceu na manhã de sábado, no Seminário Maior de Lamego, com a presença de muitos diocesanos, mas também com bastantes ausências.

O início do encontro estava marcado para as 9h30, mas antes da hora já muitos diocesanos tinham estacionado e entrado no Seminário. Para alguns tratava-se de um regresso, para outras de uma novidade. Apesar de estarmos em plena época de vindimas e de colheita das maçãs, foram muitos os fiéis leigos que marcaram presença, testemunhando a sua disponibilidade para escutar o Pastor e participar activamente nesta nova etapa, servindo a Igreja nas Comunidades, Grupos e Movimentos em que se integram.

Com a presença do nosso Bispo, D. António Couto, de Mons. Joaquim Rebelo, Vigário Geral, do Pe. João Carlos Morgado, Pró-Vigário Geral, do Cón. José Manuel Melo e Pe. Diamantino Alvaíde, dos Coordenadores da Pastoral, e de alguns párocos, a oração da manhã marcou o início do festivo encontro.

Após a oração, D. António Couto saudou todos, agradecendo e sublinhando a presença, o testemunho e o esforço evangelizador de cada um na vontade de seguir Jesus Cristo e de participar na edificação de uma Igreja que se quer “em saída”. Depois começou a apresentar a Carta Pastoral que escreveu e que, neste dia, colocou nas mãos de todos os diocesanos, sob a protecção de Nossa Senhora, cujo Centenário das Aparições em Fátima se celebrará em 2017. Ler mais…

À conversa com o Padre Diamantino Alvaíde

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O Padre Diamantino Alvaíde, ordenado há onze anos, é membro do nosso presbitério lamecense e, desde há um ano a esta parte, é pároco de Cabaços e Moimenta da Beira, onde reside. Depois de ter sido pároco, juntamente com o Padre Bráulio Carvalho, em várias paróquias das zonas pastorais da Meda e de Vila Nova de Foz Coa, foi enviado para Roma onde, no passado dia 17 de junho, apresentou e defendeu, com êxito, o seu trabalho académico de doutoramento. É com alegria que o felicitamos pelo caminho percorrido e pela etapa alcançada.

Um padre em Roma

  1. Em poucas palavras, como foi vivida esta experiência eclesial e académica em Roma?

Foi uma experiência essencialmente vivida de forma muito desprendida, bastante séria e com grande sentido de busca. Desprendida, porque deixei para trás, durante aqueles anos, aquilo que gostava – e gosto – imenso de fazer, que é estar no meio das pessoas, a desenvolver o trabalho pastoral de pároco. Séria, porque sentia o peso de uma grande responsabilidade que me tinha sido incumbida, sentia que tinha de “dar contas” disso, que precisava rentabilizar o tempo de estudo ao máximo, e isso perseguia-me. Sentido de busca, porque sabia que estava temporariamente numa cidade riquíssima de cultura, estava a ter uma oportunidade que muita gente gostaria de ter, e estava o mais próximo possível – no tempo e no espaço – das fontes do saber teológico. Foi verdadeiramente uma experiência extraordinária!

  1. A experiência pastoral, após a caminhada no Seminário e ordenação sacerdotal, foi importante para o que se seguiu?

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PRESBÍTEROS . ASSEMBLEIA | Editorial Voz de Lamego | 4 de outubro

29-1-2012

No passado dia 1 de outubro, no Seminário Maior de Lamego, a Diocese de Lamego viveu a Abertura do Ano Pastoral, com a apresentação da Carta Pastoral de D. António Couto, que fundamenta, justifica e enquadra o Plano Pastoral Diocesano e as linhas programáticas deste novo Plano de Pastoral. O Jornal Diocesano faz eco desta jornada, mas também da Visita Pastoral de D. António Couto a Vila Cova à Coelheira, a Abertura solene do ano letivo nos dois Seminários, de Resende e de Lamego, entrevista ao Pe. Diamantino Alvaíde, com outras notícias e reflexões.

O nosso Diretor, em vésperas da Assembleia do Clero, a 5 de outubro, no Seminário Maior, reflete sobre as razões desta Assembleia e o que está na base da sua convocação e realização.

PRESBÍTEROS . ASSEMBLEIA

Aproveitando o feriado reposto, o clero diocesano vai viver a sua assembleia anual no próximo dia 05 de Outubro, sob o mote “Análise do nosso ministério pastoral na diocese”, tal como comunicado na missiva endereçada aos sacerdotes.

Cooperadores dos Bispos “no ministério e múnus de ensinar, santificar e apascentar o Povo de Deus” (PO 7), os presbíteros assumem-se como “educadores da fé” (PO 6) e sabem que o mundo “exige sacerdotes radical e integralmente imersos no mistério de Cristo, e capazes de realizar novo estilo de vida pastoral, caracterizado por profunda comunhão com o Papa, os Bispos e entre si próprios, e por fecunda colaboração com os leigos” (PDV 18).

Conscientes da missão confiada, no decorrer do ano, vários são os momentos em que os presbíteros se encontram, entre si e com os fiéis leigos, seja a nível diocesano, arciprestal ou paroquial, para rezar, meditar e dialogar, tendo como finalidade sentir e servir a Igreja.

A assembleia do clero é um pouco diferente, já que surge como oportunidade para os sacerdotes dialogarem entre si sobre assuntos que lhes dizem respeito. Não se trata de promover qualquer “clerocentrismo”, mas antes de proporcionar a partilha de situações que favorecem ou dificultam o exercício da missão confiada no meio do Povo de Deus. Habituados a falar do Outro aos outros (pregação) e dos outros ao Outro (oração), nem sempre é fácil ou cómodo falar de si e das alegrias e tristezas que os habitam na relação com os fiéis leigos, o bispo e o presbitério.

Tal assembleia surge como oportunidade para dar vez e voz a todos, sem intermediários ou distâncias, cabendo a cada um dizer e dizer-se, assumindo e partilhando análises, críticas e propostas que podem contribuir para o bem do presbitério e, consequentemente, para a vida diocesana.

in Voz de Lamego, ano 86/45, n.º 4381, 4 de outubro de 2016