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Um Mosteiro em festa Canto Cisterciense em S. João de Tarouca

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Tradições antigas, recriações modernas de vidas entregues à oração, à meditação, ao trabalho, pensamento em Deus, mãos na terra onde era preciso viver… Não é um simples resumo da vida monástica em S. João de Tarouca ao longo de alguns séculos, talvez um olhar curioso pelo que se leu, ouviu e pôde verificar na história da vida num Mosteiro.

Aprendi que os Monges chegaram a Portugal com a ideia primeira de ajudar nas Cruzadas, mas acedendo ao pedido que o nosso primeiro Rei lhes fez por intermédio de um Bispo do Porto, D. João Peculiar; o Porto era lugar de abastecimento dos navios dos Cruzados e, entretanto, outra perspectiva lhes era proposta: ajudar Portugal no seu povoamento, no seu desenvolvimento para o qual era muito importante o conhecimento trazido dos Países mais a Norte da Europa.

O local para a construção dos Mosteiros não era escolhido ao acaso: terreno fértil, um curso de água eram imprescindíveis para a sua localização; e se havia dificuldades na escolha, até um raio podia ajudar… Bem, com tudo se faz História e que o digam os dois Mosteiros construídos tão perto um do outro, S. João de Tarouca e Salzedas.

O dia 10 de Setembro foi de festa para o de S. João de Tarouca; para fazer festa juntaram-se a Direcção Regional de Cultura do Norte, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, o Museu de Lamego assegurou, se assim podemos dizer, a parte prática do acontecimento, o Grupo Musical que fez viagem até S. João, um grupo de cinquenta pessoas aceitou o convite para um «visita especializada» ao Mosteiro na tarde desse dia e deliciou-se com um chá no Horto Monástico, recebendo ainda um cartão de livre acesso à Rede de Monumentos Vale do Varosa e Museu de Lamego. Da Rede de Monumentos Vale do Varosa falaremos noutra semana, se houver oportunidade, tempo e espaço no jornal.

Se para a tarde se fazia uma «proposta irrecusável», para a noite havia outra proposta que foi classificada por um assistente que estava ao meu lado de «maravilha»; ocupados todos os lugares da bancada do corpo da igreja, mais lugares estavam ocupados para além do espaço reservado ao grupo musical que nos «ofereceu» o canto das Vésperas da festa de S. Bernardo, depois de uma explicação por um dos seus membros:

Foi procurada uma apresentação com todas as partes que compunham a recitação cantada das Vésperas, a oração da tarde, e os assistentes não desistiram nem se mostraram incomodados pelo canto em latim, antes acompanharam todo o desenrolar da «celebração», com nome e desenvolvimento na oração de Monges, Sacerdotes e outros Consagrados dos dois sexos, que não rejeitam um contacto mais seguro com o Senhor Deus.

Os célebres «Livros de Horas» de Reis, e outros, outra coisa não eram senão livros de orações que se iam distribuindo pelas diversas «horas» do dia, daqui tirando o seu título ou nome. Em S. João de Tarouca pudemos participar de uma dessas celebrações, ali trazidas pelo esforço e colaboração das várias Entidades comprometidas com o projecto e sua realização. Por isso mereceram a salva de palmas final e merecem os parabéns pela tarde e noite oferecidas aos que aceitaram o convite para a sua participação. Confiantes, esperamos novas iniciativas.

P.e Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 86/42, n.º 4378, 13 de setembro de 2016

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