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CUIDAR A CRIAÇÃO |Editorial Voz de Lamego | 6 de setembro

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A edição desta semana da Voz de Lamego destaca a Canonização da Madre Teresa de Calcutá, no passado dia 4 de setembro; as Festas dos Remédios, e o cuidado com a criação, entre outros temas e reflexões.

O Editorial, com o Pe. Joaquim Dionísio, convoca-nos para este cuidado pelos irmãos e pelo mundo inteiro

CUIDAR A CRIAÇÃO

O relato bíblico oferecido pelo livro do Génesis contém um “diálogo” entre o Criador e Caim. À pergunta divina “Onde está o teu irmão Abel?”, aquele respondeu: “Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?” (Gn 4, 9).

A tentativa de desresponsabilização por parte de Caim é condenada por Deus. Afinal, somos responsáveis pelo outro. Não para o controlar, mas para salvaguardar e promover a sua dignidade e igualdade.

Com a recente Exortação Laudato Si, o Papa Francisco procurou alertar a humanidade para a responsabilidade de todos diante da criação. Afinal, somos todos guardas do mundo.

Nesse sentido, desde o primeiro dia de setembro e até ao próximo dia 4 de outubro (memória de S. Francisco de Assis), o Papa convida para a iniciativa “Tempo em prol da Criação”, cuja mensagem divulgamos nesta edição.

A formação concretizada e a informação divulgada nesta área têm contribuído para a diminuição do número daqueles que pouco se espantam com os dados conhecidos ou irresponsavelmente questionam: “Serei eu porventura guarda do mundo?”.

É verdade que a questão ecológica não é uma prioridade para quem luta diariamente pela sobrevivência, aparecendo, primeiramente, como preocupação dos países desenvolvidos, os mesmos que, muitas vezes, estragam as terras dos mais pobres em busca de riquezas.

Vemos então que é impossível dissociar a preocupação pelo outro da preocupação pelo mundo. A busca de um mundo menos exposto às consequências da poluição exige a procura do bem comum e da promoção de todo o ser humano.

Por estes dias, e sempre, por mais insignificante que possa parecer o gesto ou a palavra, não deixemos de procurar assumir a responsabilidade pela “casa comum”, vencendo o comodismo fácil do “sempre se fez assim” ou desculpabilizando-se com a máxima “os outros também fazem”.

in Voz de Lamego, ano 86/41, n.º 4377, 6 de setembro de 2016

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