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JUBILEU DA MISERICÓRDIA | DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA

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O Ano da Misericórdia, iniciado no dia 08 de dezembro de 2015, será encerrado no final do presente ano litúrgico, na Solenidade de Cristo Rei do Universo que, este ano, acontece no dia 20 de novembro.

Ao longo de muitas semanas deste ano jubilar fomos mantendo esta coluna, com o intuito de informar e motivar os nossos leitores à reflexão e à ação. Na verdade, meditar ajuda a crescer e cumprir o dever possibilita o testemunho. Dito de outra maneira, contemplar a misericórdia de Deus e acolhe-la como dom leva a assumir o dever de a protagonizar.

Apesar das evidentes limitações, por aqui foram passando referências ao ensinamento e prática eclesiais, bem como alguns dados que poderão ajudar a perceber melhor a centralidade da misericórdia divina.

Por outro lado, e entre o muito que aqui se poderia colocar, parece oportuno dedicarmos algum tempo e espaço para nos aproximarmos da Doutrina Social da Igreja (DSI), descobrindo que a Igreja tem um pensamento próprio, inspirado no Evangelho e amadurecido ao longo dos anos, sobre a vida em sociedade e a busca do bem comum. Por exemplo, todos saberão que existe um Catecismo da Igreja Católica, mas importa saber também que existe o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (2004) que, nas suas 600 páginas, muito pode ajudar a concretizar a tal misericórdia que recebemos como dom.

O cristão testemunha a salvação do Senhor, que age na história, servindo a pessoa e a sociedade. Para ajudar o crescimento integral de cada homem, promove, segundo as suas possibilidades, a solidariedade a vários níveis, desde a família às comunidades particulares, à comunidade política e até à comunidade internacional. Através da DSI, recebe da Palavra de Deus motivações e orientações para o seu empenhamento, de maneira a contribuir eficazmente na edificação social baseada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade.

Porque terá o cristão de se comprometer e empenhar no serviço ao outro? Porque o próprio Cristo deu a sua vida por todos os homens. A solidariedade é constitutiva do ser cristão. Crer em Deus, que faz aliança com a humanidade, conduz o crente a adotar uma coerência de vida que experimenta na maneira de relacionar-se com os outros.

Na sua primeira Carta, S. João escreve: “E nós recebemos dele este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu irmão” (4, 21). Dando a comer aos que têm fome, de beber aos que têm sede, acolhendo os estrangeiros, visitando os doentes, visitando os presos… os discípulos de Jesus respondem ao mandamento do Mestre: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40).

O ensinamento social da Igreja enraíza-se na mensagem bíblica e, em particular, no Evangelho. Milhões de homens e mulheres, ao longo dos séculos, assumiram a defesa da pessoa humana no domínio da saúde, da economia, da política e da vida social.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/40, n.º 4376, 30 de agosto de 2016

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