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Archive for Agosto, 2016

JMJ 2016 | Testemunho | Marta Magno: construir pontes e não muros

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No passado dia 17 de Julho, 104 jovens partiram de Lamego em peregrinação rumo a Cracóvia, para marcar presença na Jornada Mundial da Juventude e na pré-jornada. Oriundos de diferentes cidades: de Lamego, de Tarouca, de Vila Real, de Viseu, de Porto Santo (arquipélago da Madeira) e S. Miguel (arquipélago dos Açores), sairam do conforto das suas casas para se encontrarem com o Papa e estarem juntos em oração. Em Cracóvia, a Jornada contou com cerca de 2 milhões de jovens e foi marcada por momentos inesquecíveis de encontro e comunhão com Deus.

Chegados à Polónia no dia 20, fomos amavelmente acolhidos e distribuídos por 3 paróquias. Neste ponto tenho que admitir que nunca pensei ser tão bem acolhida. Foi a minha primeira Jornada e estava com algum receio porque parti sem saber muito bem para onde ia e o que ia encontrar, e assim como eu outros jovens sentiam o mesmo, a verdade é que as pessoas abriram-nos a porta e trataram-nos como se fossemos filhos, netos, irmãos, verdadeiros membros da família. Em conversa uns com os outros, comentámos que o nosso encontro com Deus tinha começado precisamente no interior daquelas casas, com aquelas famílias que agora são também um bocadinho nossas. Ler mais…

Nomeações de D. António Couto para o ano pastoral 2016-2017

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NOTA DA VIGARARIA GERAL

DIOCESE DE LAMEGO

A Vigararia Geral da Diocese de Lamego informa que o Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo da Diocese, procedeu às seguintes alterações nos ofícios eclesiásticos:

  • DISPENSAR o Rev. Pe. José Alves de Amorim da Paroquialidade de S. João Baptista de Quintela da Lapa, na zona pastoral de Sernancelhe, mantendo os restantes encargos pastorais e NOMEAR, como Pároco, o Rev. Pe. Tiago André Bernardino Cardoso, até à presente data, Vigário Paroquial.

Relativamente aos ofícios da Cúria Diocesana:

  • TRANSFERIR, para a Comissão para a Missão e Nova Evangelização, o Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Duarte Freire de Andrade de Sousa Lara da Comissão Diocesana para a Missão e Nova Evangelização, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Cón. Manuel Jorge Leal Domingues do Serviço Diocesano para as Obras Missionárias Pontifícias, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Bráulio Manuel Félix Carvalho de Director do Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens e nomeá-lo como Responsável do Serviço Diocesano dos Convívios Fraternos, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Francisco de Almeida Marques de Presidente da Comissão para a Educação Cristã e Doutrina da Fé, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Paulo Jorge Pereira Alves de Presidente da Comissão Diocesana para o Laicado e Família e de Director do Departamento Diocesano da Pastoral Familiar.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Vasco de Oliveira Pedrinho de Director do Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional e reconduzi-lo como Formador do Seminário Maior de Lamego, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • RECONDUZIR o Rev. Pe. Joaquim Proença Dionísio como Reitor do Seminário Maior de Lamego e como Director do Jornal Voz de Lamego, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • RECONDUZIR Rev. Cón. Manuel Jorge Leal Domingues como Administrador do Jornal Voz de Lamego, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • RECONDUZIR o Rev. Pe. Hermínio Manuel Lopes como Designer Gráfico do Jornal Voz de Lamego,mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Diamantino José Alvaíde Duarte como Presidente da Comissão Diocesana para a Missão e Nova Evangelização, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Fabrício António Pinheiro Correia como Responsável do Serviço Diocesano das Obras Missionárias Pontifícias, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Luís Rafael Teles Azevedo como Director do Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Manuel Pereira Gonçalves como Presidente da Comissão Diocesana para a Educação Cristã e Doutrina da Fé, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Adriano Filipe Assis como Presidente da Comissão Diocesana para o Laicado e Família, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Sr. Eduardo Augusto Rodrigues de Seixas e a sua esposa a Sra. D. Maria Natália Leandro Rodrigues de Seixas, como Directores do Departamento Diocesano da Pastoral Familiar.

  • NOMEAR o Rev. Pe. José Miguel Loureiro Almeida como Director do Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. José Fernando Duarte Mendes como Director do Departamento Diocesano da Pastoral da Saúde e das Pessoas com Deficiência, mantendo os restantes encargos pastorais.

Todas estas nomeações são feitas por um período de três anos.Os restantes titulares de ofícios da Cúria Diocesana que não são nomeados nesta Nota são reconduzidos nos seus cargos, também por um triénio.

A Diocese agradece a disponibilidade generosa de todos os sacerdotes e a sua inestimável dedicação aos vários ofícios eclesiais, aos quais entregam a sua vida sacerdotal.

Lamego, 4 de Agosto de 2016, dia litúrgico de S. João Maria Vianney

Mons. Joaquim Dias Rebelo,

Vigário Geral da Diocese de Lamego

MATERNIDADE E GRATIDÃO | Editorial Voz de Lamego | 9 de agosto

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A Jornada Mundial da Juventude, realizada em Cracóvia, na Polónia, continua a merecer destaque na edição desta semana na Voz de Lamego. Porém, além dos artigos de opinião-reflexão, variadas notícias da Igreja, na diocese e no mundo, e da região. Destaque também para as Bodas de Ouro Sacerdotais do Pe. José Augusto Alves de Sousa, Sacerdote Jesuíta (sj), natural da Paróquia de São Tiago de Magueija. Outro destaque: as festas dos Remédios.

O Jornal diocesano publica a Nota da Vigararia Geral com as NOMEAÇÕES e DISPENSAS de D. António Couto, Bispo de Lamego, para o ano pastoral de 2016-2017.

Para Editorial, o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, lembrando a presença massiva de emigrantes evoca a figura de Maria, como Mãe de Jesus e nossa Mãe, com muitas comunidades da diocese e do país a acorrerem aos braços e ao colo de Nossa Senhora, quando se aproxima a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, invocando-A com diversos títulos…

MATERNIDADE E GRATIDÃO

O ritmo de verão é também marcado pelas festas, aproveitando o calor, a presença dos migrantes e a nova vida que parece tomar conta das nossas aldeias. Celebrações, procissões, foguetes e bandas multiplicam-se por essas paróquias fora, congregando familiares e amigos, patrocinando convívios comunitários, motivando a marcação de férias e congregando o esforço de tantos para celebrar a alegria da vida.

E porque muitas destas festas são motivadas pela devoção mariana e nos aproximamos da Assunção de Nossa Senhora, sem qualquer originalidade, poderíamos perguntar: o que faz “correr” para Maria? O que leva a invocá-la sob tantos títulos? Porque não cessam os fiéis de lhe dirigir pedidos, mesmo sabendo que não faz milagres? Sem ter escrito qualquer tratado, o que leva a querer aprender com ela? Porque será tão edificante o seu testemunho e eloquente o seu silêncio?

As respostas, mais ou menos elaboradas, poderão variar, mas talvez se aproximem num ponto: todos veem em Maria uma Mãe! E qualquer mãe, independentemente das suas forças, da sua idade, do seu saber, da sua experiência, da sua presença ou ausência será sempre sinónimo de “colo”. E falar de colo é fazer referência à segurança, à proximidade afectiva, ao conforto, ao calor, à compreensão, à vida, ao acolhimento sem reservas, ao lugar que nunca nos será tirado…

Acompanha-nos o episódio de Caná. Com tanta gente presente e capaz de prover à falta de vinho, foi Maria a escolhida.

Tal como naquelas bodas, os olhares de muitos voltam-se para Maria e sossegam diante do colo acolhedor.

Nos dias quentes e festivos de agosto, como em tantos dias do ano, às vezes frios e húmidos, os corações crentes contemplam Maria e agradecem a solicitude maternal e a singular intercessão junto d’Aquele que tudo pode.

in Voz de Lamego, ano 86/39, n.º 4375, 9 de agosto de 2016

Família Franciscana Portuguesa Tau da Misericórdia

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Em pleno Ano Jubilar da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco e a celebração dos 800 anos do Perdão de Assis, a Família Franciscana Portuguesa pensou num TAU da Misericórdia com a finalidade de percorrer as Fraternidades Franciscanas em Portugal.

Este símbolo foi entregue solenemente pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, no dia 25 de abril de 2016  no 3.º Capítulo das Esteiras, ocorrido em Alenquer

No dia 21 de julho as Irmãs franciscanas foram buscar o TAU, aos irmãos franciscanos.

E permaneceu no Santuário  Nossa Senhora dos Remédios até sábado.

Foi com muita alegria que as Irmãs e seus colaboradores acolheram o TAU, nele está escrito

TU ÉS MISERICÓRDIA!

 

Ir. Olinda, in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

JUBILEU DA MISERICÓRDIA | OBRA DA RUA

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Nesta rápida e incompleta viagem por algumas instituições, ligadas à Igreja, que se dedicam a fazer o bem, não há oportunidade para referir tudo nem para apresentar todos. Mas há algumas que estão por aí, orientadas pela caridade ao próximo e a quem as notícias nem sempre prestam a devida homenagem e gratidão. Neste particular, podemos falar hoje da Obra da Rua, fundada pelo Padre Américo.

Diante das necessidades observadas, a sua acção levou ao aparecimento da Obra da Rua, com o objectivo de preservar e apoiar a instituição familiar pobre de recursos, mediante a visita e o auxílio domiciliário. No que respeita ao problema da habitação apareceu o Património dos Pobres e para os sem família, apareceram as Casas do Gaiato, destinadas a rapazes em risco, e o Calvário, para os doentes incuráveis.

A Obra da Rua adoptou, como instrumento educativo, a vida familiar: “Obra de Rapazes, para Rapazes, pelos Rapazes”. Em Portugal há diversas Casas do Gaiato, bem como em Angola e Moçambique.

Tal com o referido, o fundador foi o Padre Américo (Américo Monteiro de Aguiar) que, apesar de natural da diocese do Porto, é acolhido no Seminário Coimbra, diocese onde foi ordenado Presbítero em 28 de Julho de 1929. Em março de 1932 é encarregado da Sopa dos Pobres, em Coimbra, e dedica-se ao apostolado da caridade, nomeadamente nas miseráveis habitações de algumas famílias. De 1935 a 1939 organiza Colónias de Campo e, em 07 de Janeiro de 1940, institui a Obra da Rua com a fundação da primeira Casa do Gaiato, em Miranda do Corvo. Alguns anos depois, em 1951, institui o Património dos Pobres, para ajudar na resolução do problema habitacional dos pobres. A última realização deste homem preocupado com os outros foi o Calvário, para doentes incuráveis e abandonados.

Faleceu no hospital de St. António, Porto, a 16 de Julho de 1956, em consequência dum acidente de automóvel em S. Martinho do Campo, Valongo, e o seu corpo foi sepultado na capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa.

A Obra da Rua continua a sua missão, sempre bem descrita no pequeno jornal “O Gaiato”, onde se descreve a vida destas casas e não faltam notícias dos muitos que ali são acolhidos e amparados. Ao longo destes anos, quanto bem não foi assim testemunhado? Quantos jovens não tiveram aqui a oportunidade de vida, de formação, de promoção que outros lhes negaram? E como agradecer devidamente a presença e acção de tantos e tantos que, de maneira discreta e educativa, doaram as suas vidas a esta instituição?

Na nossa diocese, inspirado por Padre Américo, quem se não lembra ainda da presença e obra do Cón. Duarte Júnior?

À nossa volta não faltam exemplos de pessoas e instituições que não cessam de protagonizar obras de misericórdia.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

Semana Nacional das Migrações | Mensagem

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O rosto da criança interrompe a rotina do nosso quotidiano e interpela-nos. Evoca, a infinidade de crianças desaparecidas, e outro tanto de menores desacompanhados.

O rosto da família recorda-nos tantas famílias que buscam legítimas condições de vida, proteção, concretização de sonhos, sonegados pelo egocentrismo, pela lentidão burocrática aliada à falta de decisão política, por medos e suspeitas intoleráveis, que agravam o drama de milhares de migrantes e refugiados, que nos espaços a que estão confinados interpelam as sociedades e os Estados. Ler mais…

Homenagem pública ao padre assassinado: Père Jacques Hamel

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O assassinato, em França, do Padre às mãos de dois terroristas disfarçados de crentes, abalou muita gente e motivou muitas declarações, homenagens e iniciativas. Numa destas, o arcebispo de Rouen, Dominique Lebrun, proferiu algumas palavras que vale a pena reter.

“Porque estamos aqui? Por causa da morte de um homem? Por causa da loucura mortífera de dois homens? Estamos aqui por causa da nossa recusa de tudo o que consideramos inadmissível!

Sabeis que os crentes gritam para Deus: Porquê? Porque deixas o mal invadir, submergir os corações humanos ao ponto de os transformar em monstros bárbaros? (…)

O Pe. Jacques Hamel morreu “paramentado”. Morreu quando celebrava a Eucaristia com um casal e três religiosas. Que mal fazia? Nenhum. Il fazia o que qualquer padre faz com amor: proclamar a morte de Jesus para anunciar a sua ressurreição, a vitória sobre a  morte, sobre o pecado. Isto faz-se em todas as Missas. Fazemo-lo com um pouco de pão, um pouco de vinho, símbolo da partilha e da alegria para todos. Para nós, católicos, é mais que um símbolo. É o próprio gesto de Jesus, na véspera da sua morte, quando se sabia condenado. Jesus queria doar a sua vida por amor, estar presente, acompanhar a história do mundo que se debate contra o mal, tornar-se alimento para a nossa vida. Ele queria que nós refizéssemos o seu gesto para que o amor invada o mundo, de forma doce e segura.

Uma Missa com cinco pessoas ou com centenas de milhar tem o mesmo valor, o mesmo sentido: dizer que o amor é o verdadeiro futuro da humanidade e não o ódio. A morte do Pe. Jacques assemelha-se à morte de Jesus. Como a morte de todos os mártires da verdade, da justiça, da paz, da fé. (…)

Na história da humanidade, os dez mandamentos marcam uma etapa decisiva no reconhecimento da dignidade humana. Não será importante recordar tal ensinamento para a nossa vida comum, para a educação, para um verdadeiro projecto social? Permitam-me recordar essas palavras comuns às tradições religiosas judaicas, muçulmanas e cristãs:

– Adorarás um só Deus

– Respeitarás o nome de Deus

– Respeitarás o dia consagrado ao Senhor

– Honrarás pai e mãe

– Não matarás

– Não cometerás adultério

– Não roubarás

– Não mentirás

– Não desejarás a mulher do próximo

– Não cobiçarás os bens do outro. (…)

Adorar a Deus é recusar servir-se do seu nome para matar, para roubar, para mentir, para trapacear. Matar o inocente é uma blasfémia contra Deus. O único poder que Deus delega ao crente é o de acreditar no perdão, na misericórdia infinita de Deus”. (…), 

in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

Pelas Altas Terras Beirãs: Ecos da Bareira

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A paróquia de Santa Catarina de Barreira, diocese de Lamego, está em movimento.

Há muitos, muitos anos que a nossa igreja estava meio adormecida e a necessitar de uma profunda reforma.

Como havia infiltrações, colocou-se um telhado novo, melhorou-se um pouco a sacristia e colocaram-se portas laterais novas.

No interior, o revestimento e o chão de madeira estavam envelhecidos, os mosaicos partidos e remendados…

Com a chegada do Senhor Padre José Fonseca à nossa aldeia e a comparação com as outras igrejas da sua responsabilidade pastoral, tomou-se consciência do estado lastimoso em que se encontrava esta igreja e da urgente necessidade de obras de beneficiação.

Partilhou os seus sonhos, preocupações e receios com os Barreirenses e daí nasceu uma nova motivação.

Juntaram-se vontades religiosas, sociais e políticas e a obra fez-se.

As pedras centenares que serviram de sepulturas aos nossos antepassados viram novamente a luz do Sol, as paredes salitradas e barrentas foram lavadas devolvendo a frescura e beleza originais do granito. Junto à pia baptismal foi colocado um belíssimo painel de azulejos pintado pelo mestre Manuel Miranda. O coro lúgubre ficou mais leve e arejado. Os ultrapassados confessionários deram origem a vitrinas que albergam algumas alfaias e utensílios religiosos que fazem parte da nossa história. Com muita pena nossa devido ao péssimo estado a que chegou, não foi possível restaurar a porta principal.

A parte eléctrica e o som também foram melhorados.

Agora, entra-se e sentimo-nos acolhidos por uma luz suave e convidativa ao recolhimento e oração elevando o pensamento para Deus agradecendo a todos os que de alguma forma contribuíram para a renovação desta igreja, destacando os reverendos Padres José Fonseca e Bernardo Gago e o Senhor Presidente da Câmara, Professor Anselmo Antunes.

Esta fase está concluída mas… os altares clamam uma nova pintura e o exterior aguarda a sua vez…

Com a boa vontade dos homens e a graça de Deus lá chegaremos.

in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

JMJ2016: Igreja em saída e Evangelho escrito com obras de misericórdia

29/07/2016- Way of the Cross with youth © Mazur/catholicnews.org.uk

O Papa celebrou missa com sacerdotes, religiosos,  consagrados e seminaristas, no âmbito da JMJ 2016, e pediu que a Igreja “esteja em saída, vá pelo mundo” e preencham o Evangelho com obras de misericórdia. “Jesus envia. Ele, desde o início, deseja que a Igreja esteja em saída, vá pelo mundo”, disse na sua homilia, no Santuário dedicado a São João Paulo II.

Francisco citou o evangelho da passagem depois da Páscoa, em que os apóstolos ainda se encontravam fechados com medo. “Impressiona o contraste: enquanto os discípulos fechavam as portas com medo, Jesus envia-os em missão; quer que abram as portas e saiam para espalhar o perdão e a paz de Deus, com a força do Espírito Santo. Este chamamento é também para nós”, apontou.

O Papa recordou ainda as palavras de São João Paulo II, fundador das JMJ, “abri as portas”, num convite a não ter medo. “Na nossa vida de sacerdotes e pessoas consagradas, pode haver muitas vezes a tentação de permanecer um pouco fechados, por medo ou comodidade, em nós mesmos e nos nossos setores. E, no entanto, a direção indicada por Jesus é de sentido único: sair de nós mesmos”, foi o desafio deixado a todos os presentes.

Na passagem do evangelho surge ainda um “discípulo nomeado”, Tomé, que segundo o Papa Francisco, dá a todos um “grande presente”, “deixa-nos mais perto de Deus, porque Deus não Se esconde de quem O procura”.

Francisco afirmou ainda que com a transmissão do Espírito Santo aos seus Apóstolos, Jesus deixou a sua misericórdia. “Poder-se-ia dizer que o Evangelho, livro vivo da misericórdia de Deus que devemos ler e reler continuamente, ainda tem páginas em branco no final: permanece um livro aberto, que somos chamados a escrever com o mesmo estilo, isto é, cumprindo obras de misericórdia”. “Como são as páginas do livro de cada um de vós? Estão escritas todos os dias? Estão escritas a meias? Estão em branco?”, questionou.

No fim da celebração o Papa ofereceu ao Santuário de São João Paulo II um crucifixo e seguiu para ir confessar cinco jovens, em representação de todos os continentes.

in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

JMJ 2016: Papa pede aos jovens que rejeitem «doping» do sucesso

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«Tu és importante», disse Francisco aos participantes na Missa final da festa mundial da juventude católica.

O Papa Francisco presidiu hoje na Polónia à Missa final da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016 e desafiou os jovens católicos a acreditar numa “humanidade nova”, sem ceder às aparências ou ao egoísmo. “Não vos deixeis anestesiar a alma, mas apostai no amor belo, que requer também a renúncia e um ‘não’ forte ao doping do sucesso a todo o custo e à droga de pensar só em si mesmo, nas próprias comodidades”, realçou, na homilia da celebração que, segundo a organização, reuniu mais de 1,5 milhões de participantes no ‘Campus da Misericórdia’, um espaço ao ar livre situado 15 km a sul de Cracóvia.

Francisco partiu de um episódio narrado no Evangelho, em que um homem chamado Zaqueu sobe a uma árvore para ver Jesus e acaba por recebê-lo em sua casa, convertendo-se. “O encontro com Jesus muda a sua vida, como sucedeu ou pode sucede cada dia com cada um de nós”, observou.

O Papa defendeu que os jovens católicos devem saber viver sem tristeza nem pensamentos negativos sobre si próprios, fugindo das “liturgias mundanas do aparecer, da maquilhagem da alma”.

“Tu és importante! E Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale mesmo nada a roupa que vestes ou o telemóvel que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável”, apontou.

A intervenção falou da tristeza como um “um vírus que infecta e bloqueia tudo” e apresentou o “segredo da alegria”: “Não apagar a boa curiosidade, mas colocar-se em jogo, porque a vida não se deve fechar numa gaveta”. “Perante Jesus, não se pode ficar sentado à espera de braços cruzados; a Ele que nos dá a vida, não se pode responder com um pensamento ou com uma simples SMS”, prosseguiu o Papa.

Francisco afirmou depois que a fé na misericórdia e numa humanidade nova, “que não aceita o ódio entre os povos, não vê as fronteiras dos países como barreiras”, pode levar a que muitos se riam dos jovens católicos e os vejam como “sonhadores”, mas pediu-lhes que “não desanimem”.

O Papa realçou depois a importância da Confissão na vida espiritual dos católicos. “Fiai-vos na recordação de Deus: a sua memória não é um disco rígido que grava e armazena todos os nossos dados, mas um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal”, recomendou.

No final da JMJ 2016, iniciada na terça-feira, Francisco disse que este evento deve continuar agora na casa de cada um. “Rezemos em silêncio, fazendo memória, agradecendo ao Senhor que aqui nos quis e encontrou”, concluiu.

in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016