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MATERNIDADE E GRATIDÃO | Editorial Voz de Lamego | 9 de agosto

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A Jornada Mundial da Juventude, realizada em Cracóvia, na Polónia, continua a merecer destaque na edição desta semana na Voz de Lamego. Porém, além dos artigos de opinião-reflexão, variadas notícias da Igreja, na diocese e no mundo, e da região. Destaque também para as Bodas de Ouro Sacerdotais do Pe. José Augusto Alves de Sousa, Sacerdote Jesuíta (sj), natural da Paróquia de São Tiago de Magueija. Outro destaque: as festas dos Remédios.

O Jornal diocesano publica a Nota da Vigararia Geral com as NOMEAÇÕES e DISPENSAS de D. António Couto, Bispo de Lamego, para o ano pastoral de 2016-2017.

Para Editorial, o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, lembrando a presença massiva de emigrantes evoca a figura de Maria, como Mãe de Jesus e nossa Mãe, com muitas comunidades da diocese e do país a acorrerem aos braços e ao colo de Nossa Senhora, quando se aproxima a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, invocando-A com diversos títulos…

MATERNIDADE E GRATIDÃO

O ritmo de verão é também marcado pelas festas, aproveitando o calor, a presença dos migrantes e a nova vida que parece tomar conta das nossas aldeias. Celebrações, procissões, foguetes e bandas multiplicam-se por essas paróquias fora, congregando familiares e amigos, patrocinando convívios comunitários, motivando a marcação de férias e congregando o esforço de tantos para celebrar a alegria da vida.

E porque muitas destas festas são motivadas pela devoção mariana e nos aproximamos da Assunção de Nossa Senhora, sem qualquer originalidade, poderíamos perguntar: o que faz “correr” para Maria? O que leva a invocá-la sob tantos títulos? Porque não cessam os fiéis de lhe dirigir pedidos, mesmo sabendo que não faz milagres? Sem ter escrito qualquer tratado, o que leva a querer aprender com ela? Porque será tão edificante o seu testemunho e eloquente o seu silêncio?

As respostas, mais ou menos elaboradas, poderão variar, mas talvez se aproximem num ponto: todos veem em Maria uma Mãe! E qualquer mãe, independentemente das suas forças, da sua idade, do seu saber, da sua experiência, da sua presença ou ausência será sempre sinónimo de “colo”. E falar de colo é fazer referência à segurança, à proximidade afectiva, ao conforto, ao calor, à compreensão, à vida, ao acolhimento sem reservas, ao lugar que nunca nos será tirado…

Acompanha-nos o episódio de Caná. Com tanta gente presente e capaz de prover à falta de vinho, foi Maria a escolhida.

Tal como naquelas bodas, os olhares de muitos voltam-se para Maria e sossegam diante do colo acolhedor.

Nos dias quentes e festivos de agosto, como em tantos dias do ano, às vezes frios e húmidos, os corações crentes contemplam Maria e agradecem a solicitude maternal e a singular intercessão junto d’Aquele que tudo pode.

in Voz de Lamego, ano 86/39, n.º 4375, 9 de agosto de 2016

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