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JUBILEU DA MISERICÓRDIA | OBRA DA RUA

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Nesta rápida e incompleta viagem por algumas instituições, ligadas à Igreja, que se dedicam a fazer o bem, não há oportunidade para referir tudo nem para apresentar todos. Mas há algumas que estão por aí, orientadas pela caridade ao próximo e a quem as notícias nem sempre prestam a devida homenagem e gratidão. Neste particular, podemos falar hoje da Obra da Rua, fundada pelo Padre Américo.

Diante das necessidades observadas, a sua acção levou ao aparecimento da Obra da Rua, com o objectivo de preservar e apoiar a instituição familiar pobre de recursos, mediante a visita e o auxílio domiciliário. No que respeita ao problema da habitação apareceu o Património dos Pobres e para os sem família, apareceram as Casas do Gaiato, destinadas a rapazes em risco, e o Calvário, para os doentes incuráveis.

A Obra da Rua adoptou, como instrumento educativo, a vida familiar: “Obra de Rapazes, para Rapazes, pelos Rapazes”. Em Portugal há diversas Casas do Gaiato, bem como em Angola e Moçambique.

Tal com o referido, o fundador foi o Padre Américo (Américo Monteiro de Aguiar) que, apesar de natural da diocese do Porto, é acolhido no Seminário Coimbra, diocese onde foi ordenado Presbítero em 28 de Julho de 1929. Em março de 1932 é encarregado da Sopa dos Pobres, em Coimbra, e dedica-se ao apostolado da caridade, nomeadamente nas miseráveis habitações de algumas famílias. De 1935 a 1939 organiza Colónias de Campo e, em 07 de Janeiro de 1940, institui a Obra da Rua com a fundação da primeira Casa do Gaiato, em Miranda do Corvo. Alguns anos depois, em 1951, institui o Património dos Pobres, para ajudar na resolução do problema habitacional dos pobres. A última realização deste homem preocupado com os outros foi o Calvário, para doentes incuráveis e abandonados.

Faleceu no hospital de St. António, Porto, a 16 de Julho de 1956, em consequência dum acidente de automóvel em S. Martinho do Campo, Valongo, e o seu corpo foi sepultado na capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa.

A Obra da Rua continua a sua missão, sempre bem descrita no pequeno jornal “O Gaiato”, onde se descreve a vida destas casas e não faltam notícias dos muitos que ali são acolhidos e amparados. Ao longo destes anos, quanto bem não foi assim testemunhado? Quantos jovens não tiveram aqui a oportunidade de vida, de formação, de promoção que outros lhes negaram? E como agradecer devidamente a presença e acção de tantos e tantos que, de maneira discreta e educativa, doaram as suas vidas a esta instituição?

Na nossa diocese, inspirado por Padre Américo, quem se não lembra ainda da presença e obra do Cón. Duarte Júnior?

À nossa volta não faltam exemplos de pessoas e instituições que não cessam de protagonizar obras de misericórdia.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

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