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Archive for Julho, 2016

ESTRADA – CAMINHO | Editorial Voz de Lamego | 26 de julho de 2016

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A edição da Voz de Lamego destaca, como entrada, a abertura do Vale do Varosa, inserida na Rede de Monumentos, e à participação dos jovens da Diocese de Lamego nas JMJ 2016, Mas muitos outros motivos para ler o Jornal da Diocese, com reflexões, artigos de opinião, com notícias da diocese e da região. Destaque para os passeios paroquiais, para a celebração do Crisma em Ervedosa do Douro, para a Visita Pastoral de D. António Couto em Ferreirim e Macieira, na Zona Pastoral de Sernancelhe. Ma iniciemos o nosso caminho pelo Editorial do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio:

ESTRADA – CAMINHO

A mais recente revista “Cáritas” traz-nos uma entrevista à escritora portuguesa Lídia Jorge. Numa das respostas, a propósito de uma sua peça de teatro, em que dois jovens assumem protagonismo, a escritora afirma que “os jovens são naturalmente migrantes e nómadas, através de estradas muito largas, mas não conseguem encontrar caminho”.

A afirmação pode aplicar-se a tantos jovens que, apesar da formação adquirida e da informação disponível, nem sempre conseguem ter, profissionalmente, a sua vez nesta sociedade competitiva e veloz.

Mas a afirmação também pode levar-nos a pensar na imensidão de possibilidades (estrada larga) e na realização pessoal (caminho). Isto é, assumir-se migrante e nómada pode não ser suficiente. Porque, mais importante do que a largura da estrada, é encontrar o caminho. E este pode ser mais estreito, apresentar curvas, ser exigente…

A experiência, a observação ou as notícias mostram-nos que, nas estradas largas, transitam pessoas cheias de capacidades, com percursos conseguidos, sem grandes privações, apoiados nas suas opções… Mas não é invisível, em muitos, um certo descontentamento e insatisfação reveladores de algum vazio e causas de uma alegria ausente.

Por outro lado, todos os dias há pessoas que surpreendem pela opção tomada e pelo caminho seguido, demonstrando vontade e decisão. Talvez lhes fosse mais fácil e cómodo continuar na estrada larga, mas sentem que só a escolha do caminho os realizará.

A vida concede oportunidades para repensar a via percorrida, proporcionando meios e ocasiões para reajustes, os tais pormenores que podem fazer a diferença.

E, apesar das ajudas e contributos possíveis, cabe a cada um a responsabilidade de encontrar o caminho no meio da estrada larga.

No final, o importante até nem será a distância que se percorreu, mas a intensidade com que se caminhou.

in Voz de Lamego, ano 86/37, n.º 4373, 26 de julho de 2016

Sacerdotes da Diocese no XI CLERICUS CUP

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Nos dias 4,5 e 6 de Julho realizou – se a XI Clericus Cup, organizada pela Diocese da Guarda, na Vila de Penamacor. Em competição estavam 8 equipas, representativas de várias Dioceses Portuguesas.

A Diocese de Lamego assinalou a sua presença, sendo representada pelos Padres Amadeu Castro, José Filipe, Luís António, Tiago Cardoso, Jorge Henrique, Ricardo Barroco. Os Sacerdotes relembraram o elemento da equipa e irmão Padre Manuel João, para o qual Deus tinha outra agenda, parafraseando as palavras do Sr. Bispo da diocese da Guarda, D. Manuel Felício, na Eucaristia.

Mais importante que a classificação obtida, é a amizade e fraternidade que se solidifica entre os participantes, realçando a união e o convívio sadio entre os padres.

A XI Clericus Cup foi vencida pela Diocese de Viana do Castelo!

Pe. Filipe Pereira, in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016

 

JUBILEU DA MISERICÓRDIA: Santas Casas da Misericórdia

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Como o próprio nome indica, estamos diante de um edifício humano com portas abertas para acolher e cuidar e que, por causa do bem praticado, recebeu a denominação de “Santa Casa”.

Na nossa diocese existem Santas Casas da Misericórdia em, praticamente, todas as sedes de concelho e são sinónimo de instituição particular de solidariedade social. A maior ou menor dimensão de cada uma, bem como a visibilidade onde existe e intervém virão dos serviços prestados, do património gerido, dos locais de trabalho criados, da participação na vida local… Algumas já contam centenas de anos e outras apenas algumas dezenas. Mas sempre com o mesmo objectivo: contribuir para o bem comum.

A instituição remonta à fundação, em 1498, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, por frei Miguel Contreiras, com o apoio da rainha D. Leonor. A instituição surgiu da remodelação da Confraria de Caridade Nossa Senhora da Piedade, destinada a enterrar os mortos, visitar os presos, acompanhar os condenados. Curiosamente, tal fundação acontece no mesmo ano em que Vasco da Gama chegou à Índia. Se este contribui para dar “novos mundos ao mundo”, a Santa Casa visava apoiar a vida num mundo nem sempre justo e atento.

A Rainha D. Leonor, viúva de D. João II, dedicou-se aos doentes, pobres, órfãos, prisioneiros e artistas, e patrocinou a fundação da Santa Casa, instituindo aquilo que hoje se diria ser a primeira ONG (Organização Não Governamental). A criação de Santas Casas por todo o reino constituiu o principal instrumento de acção social da coroa portuguesa, tornando-se, em muitas regiões, sinónimo de amparo, cuidados, casa aberta para cuidar da saúde ou para abrigo e asilo, cuja inspiração se encontra nas Obras de Misericórdia.

Em 1975, as Misericórdias foram espoliadas de um dos eixos principais da sua actividade, a hospitalar. Mas a vida continuou e a adaptação foi acontecendo, chegando-se a um modelo de cooperação que permite o seu contributo para aquilo que se designa por “Estado social”. De acordo com dados existentes, as Misericórdias, em Portugal, apoiam directa e diariamente, cerca de 150.000 pessoas através de serviços vários que abrangem crianças, jovens, idosos, pessoas portadoras de deficiência, vítimas de violência e maus tratos, etc.

A Santa Casa de Misericórdia é uma Irmandade que tem como missão o serviço das catorze obras de misericórdia que surgiu para suprir lacunas. É verdade que alguns dos nossos políticos nem sempre convivem pacificamente com isto, mas a verdade é que tais estruturas se mantêm porque são úteis e necessárias.

As Misericórdias são de erecção canónica (criadas por Decreto do Bispo diocesano), com excepção da de Lisboa, a única estatal.

Importa também deixar uma palavra a todos quantos se esforçam por gerir de forma eficiente tais instituições, promovendo a prática das Obras de Misericórdia e tudo fazendo para que continuem no tempo a cumprir a missão que lhes deu origem.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016

VI Verão é Missão em Vila da Ponte

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Realizou-se no passado dia 16 de julho, em Vila da Ponte, mais um Verão é Missão onde os jovens da diocese de Lamego foram convidados a refletir sobre o tema “Caminhando sobre as águas” (Mt 14, 29).

Foi em torno desta passagem bíblica, na qual Jesus aparece aos discípulos caminhando sobre as águas, que o Verão é Missão foi construído, mas sem nunca esquecer o ano que vivemos e as atividades que se avizinham. Assim sendo, o dia começou cedo e com uma atividade dinâmica, cheia de misericórdia: “Misericordizando Bué”. Esta atividade serviu para integrar os jovens no espírito daqueles que começam a partir para as JMJ em Cracóvia, mas principalmente para refletir e aprender um pouco sobre as obras de misericórdia que todos somos chamados a realizar.  Todo o trabalho realizado neste primeiro workshop viria mais tarde neste dia a dar origem ao “GPS da Misericórdia”, um grande poste informativo onde todos os que por ele passarem poderão aprender sobre o caminho da misericórdia.

Em seguida, os jovens foram convidados a fazer uma caminhada missionária durante a qual foram passeando pelos 5 continentes. Em cada um foram incitados a parar, analisar e até representar parte da passagem bíblica que deu origem ao tema deste encontro. Houve, durante o caminho, tempo para conviver, partilhar emoções e conhecer melhor os jovens presentes e, acima de tudo tempo para apreciar a bela paisagem natural em redor e sentir-nos em sintonia.

Chegados ao topo, à Senhora das Necessidades, foi tempo de “agarrar a boia”, salvar Pedro e perceber que Jesus estará sempre lá para nós, com uma mão estendida, mesmo naqueles momentos em que duvidamos. Em seguida, foi tempo de almoço partilhado entre todos, como irmãos.

Ao início da tarde todos os jovens foram desafiados para um “Quintatlo Missionário”, com cinco jogos e cinco equipas, ao qual todos aderiram e deram o seu melhor, para no final perceberam que na realidade os últimos são sempre os primeiros.

Para terminar o plano de atividades deste dia preenchido faltava apenas aquilo que é essencial, e assim assistimos em conjunto, na capela da Senhora das Necessidades, a uma eucaristia muito especial, dirigida em particular a estes jovens dinâmicos e corajosos. Para terminar refrescados naquele que foi um quente dia de Verão (que também é Missão) nada melhor do que um convívio com direito a banhos na maravilhosa praia fluvial de Vila da Ponte.

Resta agora apenas agradecer ao grupo de Jovens sem Fronteiras de Vila da Ponte todo o trabalho, dedicação e acolhimento que fizeram deste um dia em que o Verão foi mesmo sinónimo de Missão.

Cátia Santos, in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016

Apontamento Social: Dar a vida pelo próximo

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Qualquer cristão, pouco, muito ou até nada praticante, conhece este mandamento : AMAI-VOS COMO EU VOS AMEI. E Jesus amou-nos ao ponto de dar a vida por nós. Mas, achamos nós , não temos que chegar a esse ponto… a mãe dará a vida pelo seu filho, um filho pelo pai, enfim… mas por um desconhecido , um amigo, um colega… não pensamos ter que chegar a tanto, basta amar q.b., mas sem exageros, pensamos cá dentro !

A cultura militar é, neste ponto, semelhante ao cristianismo – nunca se deixa um camarada para trás, nunca se nega auxílio, seja qual for a situação.

Mas perante o pânico, o medo da morte, quantos seriam realmente capazes de enfrentar o perigo e tentar ajudar o outro pondo em perigo a própria vida ?

O Saramago e o Novais foram-no. E por isso perderam a vida.

A anestesia coletiva causada pelo brilhante desempenho da nossa seleção fez com que o grave acidente ocorrido com o C 130 da Força Aérea não tivesse tanto impacto como teria noutra altura qualquer; pouco se sabia e os pormenores iam chegando aos bocadinhos. Os 3 mortos e dois feridos ( um dos quais já faleceu entretanto) chocaram toda a gente. Ler mais…

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Paróquia de Souselo no Museu Diocesano

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No passado sábado, 16 de Julho, o Museu Diocesano de Lamego acolheu o Sr. Pe António de Almeida Morgado, juntamente com um grupo de cerca de 60 pessoas da Paróquia de Souselo para desfrutarem de uma visita guiada, com a nova estagiária do Museu Diocesano, Letícia Branco, às três exposições que o compõem.

Primeiramente, visitaram a exposição “Oração e Misericórdia” sendo que esta está dividida em 3 módulos: Paramentaria (com os principais paramentos que se usam na liturgia e que mostram as diferentes funções litúrgicas), Oração (composta por objetos litúrgicos com que se celebra na Igreja) e Misericórdia (constituída por santos que praticaram o evangelho nas suas vidas).

Em seguida tiveram a oportunidade de conhecer a exposição temporária de Ana Teixeira, pintora e fotógrafa natural de Lamego, intitulada, “Romarias aqui no coração da vida”,com temas de várias Romarias que esta foi fazendo ao longo da sua vida, tais como “Festa de Nossa Senhora dos Remédios”, “Senhor da Boa Morte”, “Nossa Senhora do Almurtão”, “Romaria a Cavalo”, entre outras.

Para finalizar a visita ao Museu Diocesano de Lamego, desfrutaram de uma visita guiada à exposição“Iconóstase”, com peças doadas por Mons. Arnaldo Cardoso. Esta exposição é composta por ícones, provenientes de vários países que integravam a antiga União Soviética, sendo que os temas dos ícones incidem sobretudo sobre a Trindade, a Virgem, os Anjos e os Santos. O motivo mais presente nesta exposição é o Pantocrator (omnipotente), representando Cristo e pretendendo combater a heresia ariana segundo a qual o Filho seria inferior ao Pai.

Após a visita ao Museu, seguiram para a Sé de Lamego para poderem ver a continuação da exposição “Oração e Misericórdia” que se encontra no coro alto, onde se encontram as 14 Obras de Misericórdia, pinturas incorporadas no cadeiral, de estilo barroco, do século XVIII.

Letícia Branco, in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016

O Secretariado Nacional de Educação Cristã reuniu, em Fátima

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O Secretariado Nacional de Educação Cristã reuniu, em Fátima, nos dias 8 e 9 de Julho com os Secretariados Diocesanos de Educação Cristã. O SDER LAMEGO fez-se representar através da equipa do Secretariado, os professores João Ferraz, Mário Rodrigues, Albino Pinto e Simão Carvalho.

Na presença de D. António Moiteiro, fez-se uma reflexão sobre a vivência de Cristo ressuscitado, uma reflexão necessária nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. “O professor é aquele que já deve ter feito uma reflexão de Deus” (D. António Moiteiro), ou seja, já deve ter feito uma reflexão sobre Deus porque, nas aulas, tornam-se nas primeiras testemunhas de fé dos alunos. Por isso, os professores de EMRC têm de ir crescendo na fé para a transmitir aos alunos, proporcionando momentos de vivência de fé através do alargamento do encontro para além da aula através de encontros como o grupo de jovens ou o encontro em Taizê onde se aprofunda a fé.

Quais são os desafios para os professores de EMRC? Não podemos esquecer que os professores de EMRC têm de ser anunciadores da fé em Cristo, um complemento à catequese e à vivência da fé. D. António Moiteiro referiu que “ninguém pode viver a fé sem uma vivência comunitária“, por isso, é fundamental aproximar as aulas de EMRC da paróquia e a paróquia das aulas de EMRC com o intuito de fazer com que os jovens se sintam integrados na paróquia. Podemos dar um exemplo: o crisma. O Crisma não deve ser o bilhete de saída mas a forma de integrarmos estes jovens nas paróquias. Para isso, temos de os envolver e de lhes dar um papel ativo na paróquia para que os jovens se sintam integrados e úteis. É fundamental existir uma articulação entre os Secretariados da Juventude e da Educação Cristã porque ambas têm uma dimensão kerigmática e evangelizadora, tem de haver uma ligação, uma articulação e um trabalho conjunto.

E fica a mensagem: “A alma que anda no amor não cansa nem se cansa“. Após a mensagem cantada pelos professores de EMRC, a reunião prosseguiu com as referências e inquietações de todas as dioceses. O SDER Lamego referiu a realização do encontro para os alunos de Secundário, o qual se realizou em Lamego e foi um sucesso. Além disso, foram dinamizadas outras atividades enriquecedoras para os alunos. O III Encontro Diocesano para alunos de EMRC este ano também foi realizado na cidade de Lamego. O Secretariado referiu que o número de escolas participantes tem vindo a aumentar. Esperamos brevemente conseguir mobilizar mais escolas.

No próximo ano letivo, o SDER Lamego vai promover mais atividades em conjunto como o IV Torneio de Futebol inter-escolas de EMRC e o fim-de-semana  em Rilhadas, uma oferta organizacional do Secretariado para todas as escolas da diocese, uma partilha benéfica, uma resposta em benefício dos alunos e da disciplina. Além disso, pela primeira vez vai realizar-se o primeiro encontro-convívio para professores de EMRC da diocese e respetivas famílias ainda no mês de julho.

Surge a proposta de atividades para o próximo ano letivo (2016/2017): Semana Nacional da Educação Cristã; Dez milhões de estrelas; Fórum de EMRC para os professores; Semana de EMRC; VII Encontro Nacional de alunos de EMRC do Secundário; XVII Encontro Nacional de Alunos de EMRC do 1º ciclo; e aulas sobre a narrativa dos acontecimentos de Fátima.

Aproveitou-se esta reunião para fazer um balanço das atividades de âmbito nacional realizadas no presente ano letivo.

Nos 100 anos dos acontecimentos de Fátima, surge a proposta de englobar a narrativa dos acontecimentos de Fátima nas aulas de EMRC no próximo ano letivo. Esta proposta ainda está a ser desenvolvida e aprofundada.

Num momento de partilha entre todos os Secretariados Diocesanos, foram debatidos temas em comum que podem ser solucionados em conjunto: várias ideias, uma só voz.

São estas reuniões que ajudam a construir uma disciplina mais dinâmica e mais próxima dos alunos, uma disciplina com sentido onde emergem os valores cristãos e que se torna numa marca viva na vida dos alunos.

Professor Mário Rodrigues (SDER Lamego)

in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016