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Paróquias Unidas em Laços de Catequese

catequese-fabrício

Paróquias de Travanca, Fornelos e Moimenta, da Zona Pastoral de Cinfães

Neste final de ano catequético, eis algumas palavras de análise, reflexão, avaliação, sentimento e até de sensibilização. Pois bem: Está à vista de toda a comunidade paroquial, mesmo até à mais céptica, que o êxito e o sucesso estiveram de mãos dadas. Catequistas, que deram o seu melhor a par de um sacerdote atento, embora nem sempre fosse fácil perceber isso, porque grande parte das vezes ao dar a ideia de distante, transmitia sim e em simultâneo a maior das confianças nos seus intervenientes. Obrigada Sr. Pe. Fabrício Pinheiro.

Não obstante, faltar-se-ia à verdade se não tivessem existido um e outro pequeno pormenor menos favorável (fases imaturas, jovens, adolescentes…) mas de solução imediata dada a colaboração do nosso pároco que de forma fácil, clara, audível e segura responde oportunamente visto que estamos na presença de alguém cuja determinação lhe é tão peculiar.

Várias foram as iniciativas, as atividades tomadas ao longo deste percurso e já oportunamente referenciadas; porém algo mais houve a acrescentar nesta paróquia de Travanca: o renascer da JAM (Juventude Alegria de Maria), consequentemente, as comemorações no mês de Maria… mais tarde, já em junho, a realização de uma Missa Campal acompanhada de almoço no mesmo espaço, em parceria com a Câmara Municipal e Cinfães e a Junta de Freguesia de Travanca, tendo o propósito, o objetivo, de sensibilizar e apelar à unidade, à comunhão de todos os Travanquenses.

Enfim, desde a festa do Acolhimento (1ºAno) à festa do Envio (10º Ano) até hoje, este passeio/convívio aqui e agora no Santuário de Nossa Senhora da Ouvida-Castro Daire, acompanhados pelas paróquias de Fornelos e Moimenta, poder-se-á concluir que melhor, só se doravante, porque para quem iniciou tarefa, este ano, diga-se em abono da verdade, que foram superadas as expectativas e deste modo, todos, mesmo todos, sem excepção, ficámos a saber mais, mais ricos, mais valorizados… porém e no léxico da palavra “CA TE QUE SE” diga-se que esta educação de foro católico, não diz meramente respeito ao catequista e ao sacerdote. Cabe aqui um lugar muito importante à família: quando a criança ou jovem solicita aos pais apoio, ajuda em algumas situações, jamais deverão ser-lhes recusadas porque, se o(a) catequista assim o entendeu, não é por essa razão que perde o estatuto de catequista. Educar na fé é muito muito mais do que uma roupa nova no dia da 1ª Comunhão e nós movemo-nos pela primeira (a fé) e não pela segunda (fato novo), pois a educação cristã é tarefa prioritária a qualquer comunidade. É dela que depende o conhecimento acerca de Jesus e a relação connosco. A catequese é bem mais que o almoço convívio no 3º e 6º anos. Ela é o lugar do encontro com a realidade da fé que cuida da parte espiritual, tantas vezes deixada de lado e que para alguns, muitos infelizmente, só é reconhecida no impacto do toque dos sinos aquando de finados «ai… quem morreu?!».

Que fique claro: todos somos responsáveis por esta transmissão da fé, da presença de Deus connosco e aqui. Aqui onde estamos hoje ou onde estivermos amanhã, porque se assim não for, desculpem a pergunta: Que é que nos move cada vez que vamos assistir à Eucaristia?…se ainda estou com um pé dentro e outro fora da Igreja e já um olhar diz a outro(s): Não te suporto!. Estejamos atentos: tanto trabalho dá em fazer esse olhar como a fazer um sorriso!!! Caímos, ou não caímos em contrassenso?

Será que somos cristãos defaz de conta ou da verdade?

Na certeza porém de que ainda há muito por fazer, graças aos incrédulos, graças aos que prometem não mudar, os irreversíveis, graças aos que se deixam nortear pela inverdade, que entendem que o melhor de tudo é manterem-se aparentemente fiéis à Igreja, às regras paroquiais, nomeadamente ao sacerdote, mas indiferentes, alheios ao seu próximo. Errados a meu ver. A perfeição é inatingível ao homem em si, mas nada, mesmo nada o impede de se tornar melhor.

Catequisar, é portanto além do que já foi equacionado, muito frutificante. Um privilégio, uma honra, uma bênção…

Vejamos: Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama… descobriram caminhos marítimos… a nós, enquanto Igreja, cabe-nos (re)descobrir o caminho para o porto secreto de cada coração.

MG, in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016

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