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JUBILEU DA MISERICÓRDIA | CENTROS SOCIAIS PAROQUIAIS

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A Igreja sempre esteve atenta aos mais necessitados, promovendo colectas para concretizar a ajuda possível. Nesse sentido, sempre se ocupou em “organizar a caridade”, estando presente, apelando à partilha, promovendo a ajuda…

Ao longo dos séculos, beneficiando da inspiração de homens e mulheres, quantas obras não nasceram para acolher, acompanhar, ensinar, cuidar, promover? É verdade que tais iniciativas só se concretizaram graças ao esforço de muitos, mas foi sempre a paixão inspirada e mobilizadora de alguns que se revelou decisiva. Também por aqui se vê o dedo de Deus que, como Pai, se torna presente nos dons que distribui em benefício de todos.

Entre muitos exemplos possíveis fazemos referência a uma fórmula recente e conhecida das nossas comunidades: os Centros Sociais Paroquiais.

A disseminação destes Centros para apoiar as nossas populações (centros de dia, de noite, de convívio, de cuidados continuados, serviço de apoio domiciliário, lares residenciais, creches, pré-escolar, etc) veio permitir uma maior qualidade de vida (alimentação, cuidados de saúde, de higiene pessoal e habitacional, tratamento de roupa, visitas, acompanhamento personalizado…) e revelaram-se um apoio às famílias e aos mais necessitados. Por outro lado, tais estruturas permitiram fixar alguma população, através dos empregos criados.

É verdade que alguns edifícios foram levantados com o apoio de dinheiros públicos; é verdade que tais obras sociais recebem ajudas estatais (acordos de cooperação); é verdade que os seus utentes (a terminologia oficial é “clientes”) contribuem com alguma coisa, longe dos gastos reais… Mas o aparecimento destas estruturas resultou do esforço e dedicação de muitos às suas gentes e às suas terras. E, mais uma vez, a Igreja esteve presente. Quantas viagens aos serviços de tutela, reuniões nem sempre produtivas, contactos contínuos, pedidos constantes, noites mal dormidas? Quantas vezes foi grande a persistência para não desistir e enorme a criatividade para encontrar soluções?

A existência desta rede permitiu “democratizar” o acesso a melhores condições de vida a toda a população. Sobretudo neste interior nem sempre lembrado e visitado nos intervalos das eleições! E também por aqui se cumpre o princípio da subsidiariedade, tão caro à Doutrina Social da Igreja, permitindo a articulação de todos e a possibilidade de agir e concretizar localmente.

O Estado, que somos todos nós, beneficia com tais instituições, na medida em que o apoio é prestado de forma eficiente e com custos que qualquer centralismo encareceria. Porque há muito trabalho voluntário em causa e muito bairrismo que teimará em manter algo que lhes é próximo.

Os Centros existentes prestam um serviço de qualidade, valioso e oportuno, graças à proximidade efectiva e afectiva. É verdade que a diminuição da população terá consequências, levando à extinção de alguns, à fusão de outros ou a parcerias que possibilitem a sua continuidade.

No Ano da Misericórdia, aqui fica uma palavra de reconhecimento pelo esforço de muitos no levantar e manter de tais Centros, mas também de gratidão pelo bem que vão fazendo em favor dos mais carenciados e menos protegidos. Também por aqui se concretiza a misericórdia.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/35, n.º 4371, 12 de julho de 2016

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