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Paróquia da Meda: Jesus em ação de misericórdia

Conferência Ano da Misericórdia 005

Na tarde do passado dia 19 de junho decorreu no salão polivalente do Patronato da paróquia da Meda, um momento de formação e reflexão, com uma conferência subordinada ao tema “Jesus em ação de misericórdia”, brilhantemente proferida pelo nosso bispo, D. António Couto. Esta atividade arciprestal teve como objetivo primordial ajudar-nos a conhecer melhor a misericórdia do Pai, revelada nos gestos e palavras de Jesus, para posteriormente, por imitação, podermos experimentar e viver melhor esta mesma Misericórdia, não só neste tempo de jubileu mas todos os dias da nossa vida.

Indo de encontro à temática do Evangelho do dia, do XII domingo do tempo comum, que nos convidava a tomar a cruz, a olhá-la e aceitá-la com amor, começamos este encontro por interpretar o cântico: “Ninguém te ama como Eu”.

Ao dar início à sua sábia exposição, D. António Couto referindo-se à raiz hebraica da palavra misericórdia- rahªmîm-, afirmou que Deus tem um ventre de misericórdia e assim como uma mãe não deixa de olhar e de estar ligada ao seu filho, assim Deus não Se esquece de cada um de nós, seus filhos (Is. 49,15-16). Reforçou esta certeza afirmando que como uma criança não pode viver sem mãe, também nós não podemos viver sem Deus: “estamos tão ligados a Deus que nenhum de nós se pode afastar d’Ele, nem Deus se pode afastar de nós”.

Ao longo da sua reflexão/meditação, D. António teve como ponto de partida esta convicção que nunca podemos esconder, de que Jesus é o rosto visível da misericórdia do Pai, aludindo a 3 passagens dos evangelhos para confirmar esta certeza:  Mc 6,30-37- Jesus e as multidões; Lc 7,11-16 – a viúva de Naim; e Lc. 15,1-32 – a parábola da misericórdia.

Referindo-se de um modo especial a esta última passagem, elucidou-nos e fez-nos refletir sobre a beleza e a profundidade das palavras e frases desta única parábola da misericórdia, enquadrando cada um de nós nesta mesma história. À semelhança do filho mais novo e do filho mais velho, para os quais o pai não era visto por eles como um Pai, mas como um patrão, muitas vezes nós olhamos para Deus e relacionamo-nos com Ele da mesma forma. D. António Couto salientou que “nós somos estes filhos que se perdem dentro de casa (como o filho mais velho) pois somos frequentadores da igreja, mas acabamos por não ter uma relação pessoal com Deus”. Salientou ainda que o filho mais velho é igual aos fariseus/escribas que Jesus quis ensinar e corrigir, mas também é igual a cada um de nós, que nos comportamos de igual modo.

Para finalizar esta conferência, D. António deixou-nos esta questão como uma inquietação: “Então o filho mais velho entrou ou não entrou no banquete?”

Para o nosso bispo, o autor sagrado não diz, de uma forma propositada, se o filho mais velho entrou ou não neste banquete, pois a história do texto é contada para nós e por isso somos nós próprios que temos de dar uma resposta, decidindo entrar ou não, na casa de um Pai que é Misericórdia.

No final da conferência as crianças/adolescentes da catequese da paróquia da Meda, seus pais e catequistas, encenaram o hino do Jubileu da Misericórdia e terminamos este momento com a recitação da letra deste hino jubilar em jeito de oração final.

O senhor bispo quis também encontrar-se com o grupo de crismandos da Meda, que irão receber o sacramento da confirmação em meados de julho e que estiveram presentes na conferência, lançando-lhes o desafio de se comprometerem a ser no mundo e na igreja, profetas da misericórdia e arautos da Boa-Nova de Jesus.

Este belo momento de reflexão e de encontro encerrou com um lanche aberto a toda a comunidade, com a convicção de que não podemos, nem queremos recusar este permanente convite que Deus nos faz, de entrar e participar no banquete que Ele tem preparado para cada um de nós.

Que cada um de nós, quer durante, quer depois da celebração deste Jubileu da Misericórdia, saibamos ser no nosso mundo transparência de Deus, esforçando-nos por ser “Misericordiosos como o Pai”.

Pe. Basílio Firmino, in Voz de Lamego, ano 86/34, n.º 4370, 5 de julho de 2016

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