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Dia da Família Diocesana. Proximidade entre irmãos, à volta de Deus

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Proximidade e ternura entre irmãos e à volta de Deus

Tal como agendado no plano anual, o último sábado de Junho foi o dia escolhido para a vivência do Dia da Família Diocesana. Aconteceu no Santuário de Nossa Senhora da Lapa e congregou muitas centenas de diocesanos que, à volta do seu bispo, expressaram a sua fé e testemunharam a alegria de uma pertença.

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Uma iniciativa que começa

Pelo segundo ano consecutivo, a nossa diocese decidiu convidar todos os diocesanos a viverem um dia diferente, celebrando a fé e experimentando a proximidade diocesana. É verdade que, habitualmente, tal pertença festiva era assinalada na Solenidade de Cristo Rei do Universo, muito por força da presença dos diversos Movimentos e Grupos, com destaque para a Acção Católica Rural. Mas com a diminuição dos seus membros, a presença de diocesanos foi diminuindo. Com vontade de assinalar festivamente a data, foram fixadas para esse dia as possíveis Ordenações diaconais, na esperança de conseguir maior participação. Mas há anos em que, infelizmente, não há candidatos a essa Ordenação.

Por outro lado, novembro já mostra o inverno, com os dias mais curtos e o frio a afastar participantes.

Assim, a escolha do último sábado de Junho, com o tempo mais quente e luminoso, pareceu ser uma boa ocasião para juntar os diocesanos, dando ao dia um tom festivo e de final de ano pastoral que sempre são de louvar. É verdade que, por estes dias, há festas populares que movimentam muitas paróquias e ocupam muitos diocesanos, há passeios paroquiais… mas este pode ser também um dia a inscrever no plano anual das nossas paróquias.


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Caminhar com Maria

No âmbito do ano jubilar em curso, este dia diocesano decorreu sob o signo da Misericórdia divina, convidando todos a caminhar sob o tema: “Com Maria, Peregrinos da Misericórdia”.

As paróquias foram convidadas a trazerem o seu estandarte, como forma de identificação, mas também para ilustrarem a diversidade diocesana. Registe-se que, das 223 paróquias que formam o nosso espaço, compareceram cerca de sessenta e da centena de párocos que as servem estiveram presentes cerca de três dezenas. Embora a divulgação tenha sido atempada, comunidades houve que não foram avisadas do encontro nem motivadas à participação.

Apesar dos números saberem a pouco, louva-se a maior participação deste ano, comparativamente ao ano passado, e sai reforçada a ideia de que ainda há um caminho a percorrer na inscrição e vivência deste dia na vida das nossas comunidades.

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A caminhada inicial, rumo à porta santa existente naquele Santuário, partiu do espaço para as celebrações campais. Lenta e decididamente, os estandartes e bandeiras avançaram e foram acompanhados pelos peregrinos que cantavam e rezavam. A meio do percurso, um jogral formado por jovens motivou à reflexão, deixando questões e propostas e, já diante da Porta Santa, a leitura evangélica sobre o Bom Pastor que permite a passagem, a entrada e o regresso a todos quantos se deixam tocar pela Sua misericórdia.

A multidão foi passando a porta daquele espaço dedicado a Nossa Senhora da Lapa, dirigindo-se depois para o edifício do antigo colégio. No átrio central, o Santíssimo foi sendo adorado e louvado por diferentes grupos, enquanto muitos peregrinos celebraram a Reconciliação.

A manhã ficou concluída com o almoço e a pausa que se seguiu serviu também para o convívio entre grupos, uma nova passagem pelo Santuário, pelo comprar do tradicional pão da Lapa e dos saborosos queijos.

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À volta da Mesa de Deus

A caminhada processional para a Eucaristia, pelas 15h, deu início ao programa da tarde. Os Acólitos, que foram expressamente convidados a estarem presentes, transportaram as bandeiras e o percurso da manhã foi inversamente percorrido, levando todos ao recinto campal, onde D. António Couto presidiu à celebração eucarística, já com a presença de D. Jacinto Botelho.

O sol motivou a procura das sombras existentes, mas a dispersão não ocasionou ruídos ou menor participação.

Na homília, o nosso bispo expressou a alegria sentida perante tantos que vieram de longe e de perto para experimentar e testemunhar a proximidade, a ternura e a amizade à volta da Mesa de Deus que a todos congrega e a todos se oferece por pura graça. Falou de laços familiares que unem e que fazem com que a vida de cada um faça parte da vida de todos. Porque há um Deus que chama para uma família alargada, num caminho novo apresentado pelo Evangelho e percorrido de maneira fraterna e livre.

Apresentou Maria como o exemplo da ternura e da misericórdia divinas, a partir da imagem de Nossa Senhora da Lapa ali colocada: a forma terna com que segura, embala e olha o filho ilustra bem a maneira como Deus nos mantém de pé, se ocupa de nós e se preocupa connosco.

E porque Deus é assim connosco, e porque grande é este dom, todos somos convidados a assumir, livre e responsavelmente, o dever de testemunhar afecto, ternura, bondade, beleza e proximidade diante dos outros. Em particular diante dos doentes e marginalizados. A ternura, vivida sem pressas, expressa-se pela vontade de aconchegar o outro, num gesto que se estende a quem precisa, apesar da sua fragilidade.

E concluiu expressando o desejo de que o Dia da Família Diocesana contribua para solidificar uma pertença comum e para criar laços de ternura que se estendem e mostram afecto e misericórdia.

O cortejo das oferendas trouxe ao altar dons provenientes das diferentes zonas pastorais. E após a comunhão, enquanto se entoava o Hino da Misericórdia, um grupo de jovens da paróquia da Meda executou uma coreografia ilustrativa da misericórdia divina. De salientar ainda a presença do Grupo Coral da paróquia de Tabuaço na animação da Eucaristia.

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Notas finais

A primeira palavra deve ser, como não poderia deixar de ser, para todos quantos aceitaram o convite e marcaram presença. Jovens e menos jovens, bem fisicamente ou com algumas limitações, a participação das diferentes paróquias enriqueceu todos e mostrou uma Igreja viva e presente, com destaque para os nossos acólitos.

A participação de tantos foi motivo de alegria para todos, nomeadamente para o Arciprestado que assumiu a responsabilidade de organizar e preparar este dia. Com a presença e acção do Coordenador da Pastoral da diocese, Cón. José Manuel Melo, o arciprestado de Moimenta da Beira-Sernancelhe-Tabuaço esforçou-se e conseguiu preparar tudo para que todos fossem acolhidos, participassem activamente e se sentissem em família e em casa (materiais de apoio, almoço, som, orientação, etc).

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Também o Santuário de Nossa Senhora da Lapa mostrou, mais uma vez, ter condições únicas para dias destes, graças também ao esforço desmedido de todos quantos ali vivem a sua missão diariamente.

A rotatividade de espaços e de responsáveis pela organização permitirá dar visibilidade às diferentes realidades geográficas e humanas que nos formam. Já foi em Lamego, agora foi na Lapa e no próximo ano será noutro local, a escolher pelo Conselho Diocesano de Pastoral.

Até lá, aceitemos o convite do nosso bispo para viver com alegria a nossa fé e testemunharmos sem reserva a nossa pertença à Igreja presente na nossa diocese.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

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