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Bodas de Prata Sacerdotais do Pe. Agostinho Ramalho

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Saudação inicial do Pároco, Pe. Hermínio Lopes

Ao iniciarmos esta Eucaristia pertence-me como Pároco de S. Sebastião de Bigorne dizer uma palavra de acolhimento, de homenagem e de reconhecimento.

Congrega-nos um distinto e amigo sacerdote que aqui nasceu em 1964, daqui partiu para o Seminário, lá se formou e aqui celebrou, há 25 anos, a “sua missa nova”, precisamente em junho de 1991. Celebrar as Bodas de Prata Sacerdotais é um privilégio que constitui sempre uma bela e nobre oportunidade de alegria.

Quero interpretar em uníssono os sentimentos de todos, a quem saúdo. Hoje é dia de festa. Aceitamos o convite que o Sr. Padre Agostinho Ramalho nos dirigiu e aqui, com ele, queremos louvar e agradecer ao Senhor da Messe por estes 25 anos de serviço bondoso, nobre e proveitoso. Ser sacerdote é ser servidor de Cristo na pessoa dos mais pobres e humildes. Foi nessa linha de serviço que o P. Agostinho sempre procurou testemunhar e viver na simplicidade, na retidão e na caridade.

Todos nós sacerdotes, aqui presentes, somos convidados a ser Igreja que acolhe as lágrimas dos que choram, que ampara os que vacilam, que levanta os que perdem a coragem, que corrige as injustiças, que ouve os silenciados pela vida e que oferece razões de esperança às crianças, aos jovens e às famílias!

Pe. Agostinho, saúdo-o com grande afecto e premente dedicação. Parabéns! A sua festa é também a nossa festa!

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Palavras do Pe. Agostinho Ramalho

CANTAREI ETERNAMENTE A MISERICÓRDIA DO SENHOR

Estamos em acção de graças.  Este é o momento de dizer: Bem haja – Obrigado Senhor.  Obrigado a Deus e obrigado a todos vós. Cantamos, aclamamos e bendizemos o Deus da vida e do amor. Este Deus bom e cheio de Misericórdia, de amor por todos nós. Obrigado Senhor.

Ex.mos e Revr.mos senhores Bispos, D. António Couto, digníssimo Bispo da nossa diocese de Lamego; D. Jacinto, digníssimo Bispo emérito da nossa diocese, caríssimos colegas no sacerdócio, seminarista Diogo, minha mãe, irmãos  e todos os familiares, minhas amigas e meus amigos – todos vós irmãos em Cristo Senhor.

Em jeito de agradecimento e de acção de graças, quero convosco louvar o Senhor por este dia feliz para mim e para vós, que me acompanhais ao longo destes vinte e cinco anos de sacerdócio.

Agradeço a Deus o dom da vida, que concedeu aos meus pais (meu saudoso pai,  já na glória de Deus), a possibilidade de poder viver, crescer e ser um dos escolhidos para trabalhar na Messe do Senhor. A mãe é sempre mãe e está sempre com os olhos bem atentos ao que os filhos fazem. Agradeço do fundo do coração à minha mãe, todo o carinho, sacrifício e empenho, na sua oração, por mim e pelos meus irmãos e essa atenção por cada um de nós.

Celebrar 25 anos de sacerdócio é de facto gratificante, porque os amigos e irmãos que estamos hoje aqui, alguns não estávamos há vinte e cinco anos atrás. Outros amigos já partiram, mas sei que pedem por mim, junto do Pai.

Depois de uma experiência maravilhosa na diocese de Bragança, trabalhando no Seminário de Vinhais e três paróquias dispersas e distantes da Vila, com o Bispo de então (D. José Rafael ), fui nomeado pároco por Sua Excelência Reverendíssima D. António de Castro Xavier Monteiro, pároco de São Cipriano, Freigil , Meiomães e Ovadas do Concelho de Resende e estudava na UCP (Braga).

A pedido do Sr. Arcebispo D. António, juntamente com os seus adjuntos (D. António Francisco dos Santos (então Vice- Reitor do Seminário de Lamego) e Dr. João André) vim para o Seminário de Lamego em Setembro de 1992. Disse sempre que tinha sido ordenado sacerdote para estar no povo e com o povo e não ser só administrador e ecónomo.

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Em cada dia sinto cada vez mais, o amor de Deus em mim. E isto porque amo o próximo. Gosto muito do divertimento, mas também sei mergulhar no silêncio onde encontro sempre a voz de Deus que não me abandona.

Todos vós, começando pelos senhores Bispos, colegas no sacerdócio, Procurador da República, juízes desembargadores e conselheiros, advogados, médicos, engenheiros e professores, Presidentes de Câmara, presidentes de Junta, comandantes da PSP, da GNR, do CTIOE, dos Bombeiros, técnicos,  Chefes e agentes, grupos e confrarias, empresários e camponeses, sabeis que sou igual para todos e a todos respeito, no seu devido lugar e na forma de ser.

Muitas coisas me alegram ao longo destes anos, mas o que mais sinto é a misericórdia infinita de Deus. Digo sempre que Deus perdoa-nos se nos aproximarmos d’Ele e lhe pedirmos perdão. É o sacramento da reconciliação, e posso dizer que o faço regularmente. Também estou sempre pronto a perdoar a quem me ofende, basta para isso, pedirem-me desculpa, aproximarem-se de mim, porque tudo pedrou-o. Tenho experiências maravilhosas no saber perdoar. Alegro-me quando vejo e sinto a sinceridade das pessoas que brota do coração e não da ocasião e da exteriorização.

Nesta Igreja de Jesus Cristo somos todos convidados, por Ele, a viver a alegria da vida no amor aos irmãos.

O que me custa mais ver e sentir, ao longo destes vinte e cinco anos, é a falsidade com que nos tratamos como cristãos.

Senti, em terras transmontanas, a falta de Deus. As pessoas tinham necessidade de ouvir Deus, de celebrar Deus (por meio da Eucaristia e do sacramento da Penitência); Sinto, em nossas terras,  excesso de deuses e o colocar Deus em segundo plano, depois de… O ser Igreja viva, não é só nos momentos de festa mas em cada dia, no trabalho, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, nos momentos bons e nos momentos menos bons.

A Igreja tem a missão de ser Mãe e tratar a todos com a mesma verdade, o mesmo amor e sinceridade, sem fazer acepção de pessoas!…

Desde Bragança até ao Algarve, concretamente da paróquia de Montouto/Casares até Albufeira, encontrei sempre o rosto de Cristo em cada um de vós e de outros não presentes. Louvo a Deus por tudo, agradeço-lhe do fundo do coração.

Quero agradecer à minha mãe por tudo, nomeadamente pela fé que ela tem; aos meus irmãos e toda a família tudo quanto me têm oferecido.

Agradeço ao Senhor Bispo, Dom António Couto, o ter conseguido tempo, do seu pouco tempo disponível, para estar connosco – bem haja;

Agradeço ao sr. D. Jacinto  a sua presença pela amizade que nos une e que de certeza recorda o meu pai; agradeço a todos vós colegas e amigos que vieste da nossa diocese e  de longe, Albufeira -(Algarve), Riachos -(Santarém), Beja, e outros que não puderam estar devido a trabalhos pastorais; agradeço de um modo especial ao meu pároco, amigo Pe. Hermínio por tudo.

Agradeço à Câmara Municipal de Lamego, à  EDS, ao CTIOE, à Junta de União de Freguesias Bigorne, Magueija  e Pretarouca , à Associação de Compartes de Bigorne, à junta de União de Freguesias de Cepões, Meijinhos e Melcões, ao grupo coral de Lalim (Lazarim e Cepões), ao grupo Aldeia Verde de Lazarim, a todos quantos trabalharam(e trabalham) e se dedicaram para esta festa, que iniciou com a Eucaristia e que vai continuar para sempre,

Agradeço a todos do fundo do coração.

Que Maria Santíssima, Santa Maria Maior, Senhora do Rosário nos abençoe e  São Miguel e São Sebastião  nos protejam.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016

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