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JUBILEU DA MISERICÓRDIA | Rezar a Deus por vivos e defuntos

rezar_vivos_defuntosA última obra de misericórdia espiritual convida o cristão à oração de intercessão, rogando a Deus por vivos e defuntos.

Tal como afirma o Catecismo: “Interceder, pedir a favor de outrem, é, desde Abraão, próprio de um coração conforme com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa na de Cristo: é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora não olha aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros (Fil 2, 4), indo até rezar pelos que lhe fazem mal” (CIC 2635).

A oração, que supõe a fé e liberta da aridez a vida do crente, faz parte da vida do cristão e pode ser apresentada como um diálogo de amor que surge do apelo de Deus e da resposta do homem. Pode apresentar-se sob formas diferentes segundo o tempo, o lugar, as ocupações e preocupações de cada um, a formação e as experiências vividas; pode ser espontânea ou preparada, pessoal ou comunitária; pode usar palavras comuns, fórmulas aprendidas ou passagens da Escritura…

Mas rezar não é fácil: o aborrecimento, a preguiça ou a repetição podem torná-la difícil. A dificuldade aumenta diante do aparente “silêncio” de Deus e da “ausência” divina. Acresce ainda que, com frequência, o diálogo com Deus é feito de silêncio, o que não é muito gratificante. Mas, como nos lembra Sta. Teresa de Ávila, é no silêncio que nos tornamos disponíveis, nos abandonamos com confiança e nos aproximamos de Deus. Repetir uma oração, meditá-la, saboreá-la, vibrar com ela, é deixar-se guiar e entrar no mistério do diálogo entre Deus e o homem.

Quantas orações não se elevam ao Senhor por tantas vozes que, a todas as horas do dia, em casa ou na rua, diante do sacrário ou de alguma imagem, numa igreja ou numa capela se confiam ao Senhor e imploram a intercessão de Maria e dos santos? À nossa volta, em todo o mundo, a todas as horas do dia, os crentes rezam (falam) a Deus para suplicar, agradecer, louvar, desabafar, interceder, escutar…

Numa homilia, em Nápoles (2007), Bento XVI disse: “A força que silenciosamente e sem clamores muda o mundo e o transforma no Reino de Deus, é a fé, e a expressão da fé é a oração”. Não somos ilhas isoladas ou indiferentes, mas peregrinos do além que caminham com e em comunhão com os irmãos, quer os que vão connosco quer os que já estão em Deus.

A oração elevada a Deus não é expressão de fatalismo nem de inércia (a oração não dispensa o crente de agir em busca da justiça e da verdade), e muito menos uma evasão da realidade, mas é a força da esperança, expressão da fé no poder de Deus, que é amor e não nos abandona.

Rezar pelos outros é uma forma de lhes mostrar o bem que lhes queremos, tê-los presentes, integrá-los no nosso presente. Ao mesmo tempo, a oração contribui para a nossa conversão.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/26, n.º 4365, 31 de maio de 2016

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