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ORDENAÇÃO DIACONAL | Editorial Voz de Lamego | 17 de maio

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O destaque de primeira página da edição da Voz de Lamego para esta semana vai para a Semana da Vida, que decorre de 15 a 22 de maio, sob a temática: CUIDAR DA VIDA. A TERRA É A NOSSA CASA, numa ligação próxima sobre a Carta Encíclica de Francisco, Laudato Si’.

Mas outros assuntos se podem encontrar no interior do jornal, além das reflexões-interpelações dos habituais colonistas, ainda a ressonância da Visita Pastoral de D. António Couto à Ponte do Abade, Crisma na Sé de Lamego, 1.ª Comunhão na Paróquia de Almacave, Bênção das Obras de restauro da Igreja de Vale de Figueira, na Zona Pastoral de Tabuaço, 6.º Ano do Seminário e as atividades pastorais pelas quais se prepararam para o sacerdócio.

Um dos temas que o Papa Francisco colocou na agenda da Igreja é a possibilidade de ordenação diaconal das Mulheres. Além da notícia reproduzida, da Agência Ecclesia, o nosso Diretor, Pe, Joaquim Dionísio, lança algumas pistas para o debate-reflexão, enquadrando o diaconado feminino:

ORDENAÇÃO DIACONAL

No âmbito do desejado protagonismo feminino na vida da Igreja, o Papa Francisco aproveitou o recente encontro com religiosas de todo o mundo para anunciar a criação de um grupo de trabalho que reflicta sobre a possível ordenação diaconal das mulheres.

O tema é delicado e complexo, mas o Papa reconheceu ser o momento de colocar a questão e lançar o debate. Tal convite sinodal revela vontade de esclarecer posições e ensinamentos, bem como o querer cultivar da pluralidade na participação eclesial.

A figura do diácono é de instituição apostólica e, progressivamente (até finais do primeiro milénio), destaca-se no conjunto dos ministérios eclesiais. Mas importa referir que, no Novo Testamento, o termo “diakonos” é bastante genérico e usa-se para caracterizar diversos serviços ou ministérios na Igreja, aparecendo como imagem do servidor humilde, de que Cristo é o exemplo. O diácono protagoniza a atitude esperada de todo o Povo de Deus, já que a Igreja não existe senão para servir.

Atualmente, o diácono permanente  é visto como alguém que cumpre certos serviços eclesiais ou está integrado no serviço pastoral. Isto é, pode assumir um serviço mais sectorial e diocesano ou pode integrar-se numa paróquia e ser considerado como “um pastor com competências limitadas”. O seu ministério (serviço) não está ligado à presidência da comunidade, como o dos pastores, nem ao seu fundamento estrutural, mas à própria maneira de ser da Igreja, como um serviço eclesial da caridade fraterna.

O debate será longo e alargado e talvez a grande questão diga respeito à sacramentalidade de tal ordenação: em que medida esta participação ministerial no sacerdócio de Cristo, na sua dimensão de serviço, está ligada ao mesmo sacerdócio, mas na dimensão propriamente sacerdotal? Será que os obstáculos colocados a propósito da ordenação de mulheres ao presbiterado não valerão para o diaconado?

in Voz de Lamego, ano 86/24, n.º 4363, 17 de maio de 2016

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