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Archive for 29/04/2016

D. António Couto em Visita Pastoral à Paróquia das Arnas

ArnasUma semana intensa, que já “cheira” a saudade!

E foi, assim, começou intensa, com o frenesim da visita pastoral de D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego, à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Arnas, entre, visitas emocionantes e emocionadas aos idosos e doentes, convívio com os paroquianos na Junta de Freguesia, visita às Capelas mais significativas dos diversos Lugares da paróquia, onde se realizaram orações e celebração eucarística. Também, ao longo de três dias, fomos convidados a reflectir, a graça da visita do “nosso” Pastor na Igreja, o Bispo D. António da Rocha Couto, nessa que era a semana do Bom pastor, através das homilias/sermões proferidas pelo Sr. Pe. Diamantino Alvaíde.

Com os raios de sol a brilhar, como bênçãos Deus, lançadas com a intervenção do Espírito Santo sobre todos, chegou o dia mais esperado, com o qual encerramos a sua Visita Pastoral, a Celebração do Sacramento da Confirmação.

O Sr. Bispo, D. António Couto, acompanhado pelo Sr. Vigário Geral, Pe. Joaquim Rebelo, foram acolhidos pelo nosso “Pastor”, Pe. Aniceto Morgado e todos os paroquianos, fazendo um prenúncio do que se iria viver na Igreja, a descida do Espírito Santo sobres os Jovens que se iam Confirmar na Fé, foram entregues, ao Sr. Bispo, duas pombas brancas, símbolo do Espírito Santo.

Ao som do cântico, improvisado, “Bendito, bendito o que vem em nome do Senhor” iniciou-se a procissão até ao interior da Igreja.

A Cerimónia, propriamente dita, da Celebração do Sacramento da Confirmação, dos Jovens: Alexandra Augusto Silva, Ana Patrícia Marques Meireles Massa, Márcia Maria Nobre dos Santos Silva, Marco Bruno Capelas Santos, Patrícia Maria Nobre dos Santos Silva, iniciou-se com uma procissão solene na igreja, presidida pelo Sr. Bispo, Vigário Geral e Pároco, precedidos dos crismandos, seus pais e respectivos padrinhos, ao som do hino de entrada “ Já se ouvem nossos passos a chegar… Jesus Cristo nos congrega e faz irmãos…”. A que se seguiu o acolhimento e agradecimento ao Sr. Bispo D. António, pela dádiva que nos trouxe com a sua presença pessoal e espiritual, nestes três dias de visita Pastoral, lida por uma das jovens crismandas, em representação de todos.

Após, uma belíssima homilia, proferida pelo Sr. Bispo D. António, que nos convidou a viver o, e, no Amor de Cristo, pois, nesse Amor, está a vida, Seguiu-se o momento alto da celebração, o rito da Confirmação ou Crisma, com a renovação das Promessas do Baptismo. E, como dizia o texto inicial de acolhimento “…Vamos ser Confirmados na Fé e receber o dom do Espírito Santo. Ao vir Crismar-nos, é toda a Paróquia que se sente (Re)Confirmada na verdadeira Fé Cristã…”

Desta Celebração, destacamos, também, o Ofertório Solene, no qual participaram todos os jovens crismados e algumas das crianças da catequese, levando ao altar, simbolicamente os frutos da terra, correspondendo aos frutos do Espírito Santo, que são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja, inspirada num excerto da Carta aos Gálatas (Gal.5,22-23) enumera doze: Caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fé ou fidelidade, modéstia, temperança e castidade” (Catecismos da Igreja Católica, 1832).

Resta-nos dizer, um BEM-HAJA, ao Sr. Dom António, por ter vindo, ao nosso encontro, e citando o texto “… Com o Bispo, é a Igreja, que nos acolhe, reconhece e envia em missão”.

 

Teresa Seixas, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

Diário da Visita Pastoral de D. António comunidades de Arnas e Cunha

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Dia 19 de abril

Pelas 15h30, o Pastor da Diocese deu inicio à visita pastoral privilegiando os doentes e idosos da comunidade; neste primeiro dia deslocou-se ao Lugar e ao Soitinho. A curiosidade em conhecer  o senhor bispo era enorme e o contentamento transparecia no rosto de cada pessoa. Alguns receberam a Santa Unção, que é “uma carícia de Deus” para os seus filhos e filhas que vivem em situações de fragilidade. Todos ficavam admirados com a sua simplicidade e o afeto que comunicava. Junto da capela de São João, uma jóia do nosso património religioso,  concentrou-se um bom grupo de paroquianos; fez-se uma oração e apreciou-se o seu recheio artístico. De seguida dirigimo-nos para a sede da junta de freguesia, onde já se encontravam maior número de pessoas para um diálogo aberto com o pastor da diocese. O presidente de junta, Luis Nobre,  abriu a sessão para dar as boas-vindas a D. António e agradecer a sua presença entre nós. Depois o pároco apresentou em resumo a  biografia  do prelado e passou-lhe a palavra para ouvirmos com atenção e interesse a explicação do seu lema episcopal: “Vejo um ramo de amendoeira” (Jr. 1, 11). Teve ainda para com todos sentimentos de gratidão e encorajamento. No final do encontro foi servido um apetitoso lanche animado com o som de duas concertinas.

Dia 20 de abril

Continuou a visita aos doentes e idosos da Quinta dos Pisões e Paulo Lopes. Uma das idosas expressou assim o seu contentamento: “sinto-me tão feliz, parece que tenho uma flor no meu coração!” Seguidamente dirigimo-nos para a capela do Divino Espírito Santo, onde houve um momento de partilha de vida e de oração. Este dia terminou da melhor maneira com a Santa Missa celebrada na pequena e bela capela de Nossa Senhora das Vitórias que não pôde conter todos e obrigou algumas pessoas a ficar de fora.

Dia 22 de abril

Foi a vez da comunidade de São Facundo da Cunha acolher a presença  de D. António Couto. A primeira atividade  começou com a visita aos doentes, mais concretamente pela casa do sr. Horácio que fica mesmo junto à estrada.  Ali se juntou um grupo de familiares e amigos que o acolheram calorosamente. Depois de conversarmos sobre diversos assuntos, foi administrada a santa unção aos dois casais presentes, o casal que nos recebeu, (HORÁCIO e FAUSTINA) e outro casal vizinho (ALBERTO e ESTER). Feitas as despedidas, subimos a estrada que nos leva até à povoação e visitamos mais um casal de idosos (ALEXANDRE e MARIA). Também aqui nos receberam com grande alegria. Depois de alguns momentos de conversa foi dado o sacramento da cura e da ternura de Deus.

Junto da Igreja havia um bom grupo de paroquianos que aguardavam a chegado do pastor diocesano para o saudarem. De seguida fez-se a visita às duas capelas: Santo Antão e Santo Amaro, apreciamos a sua beleza, rezamos, passamos pelo cemitério paroquial, onde recordamos todos os fiéis defuntos, regressando depois à Igreja para uma oração comunitária. Por volta das 18h concentrámo-nos na antiga escola primária, agora centro de convívio, dando oportunidade a um diálogo mais informal e partilha de experiências missionárias. Tudo terminou com um lanche bem preparado pela comunidade. Foi mais um dia para louvar e agradecer ao nosso BOM DEUS.

Durante a semana, pelas 21h, houve um tríduo de pregação em cada uma das comunidade feita pelo Pe. Diamantino Alvaíde, pároco de Moimenta da Beira que, de forma simples, mas profunda, nos falou da missão do pastor  e da nossa corresponsabilidade na Igreja.

Pe. Aniceto Morgado, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

“Querido Papa Francisco” – O papa responde às crianças

papa12569672Todo o livro tem uma história, a sua história. E o livro a que me vou referir tem uma história muito original, especial, se preferirmos assim dizer.

Tem a sua origem em cartas escritas por crianças ao Santo Padre, o Papa Francisco. Foram crianças de vários países que escreveram ao Papa e ele responde a algumas delas, uma vez que não pode responder a todas.

Acaba de chegar às livrarias, à «nossa» também; abre com dois pequenos textos, procurando no primeiro abrir a possibilidade de dialogar com o Papa e apresentando no segundo uma pequena biografia do Santo Padre; e Franciscus (nome em latim) diz: «obrigado por me enviarem as vossas cartas. Enche-me de alegria lê-las todas».

A edição portuguesa abre com a carta do João, que assim escreveu:

«Querido Papa Francisco

Quando o vi na Praça de S. Pedro senti uma grande alegria porque olhou para mim. O que sente quando olha para as crianças à sua volta? Obrigado pela sua atenção.

Um abraço do João»

Como o João, de que não sabemos a terra de naturalidade e/ou residência, houve mais crianças portuguesas que escreveram ao Papa. Temos connosco a sua resposta à carta da Ana Jeni, da cidade da Meda, que não escondia o seu contentamento por escrever a Francisco e receber uma resposta, assinada por Mons. Peter B. Wells, um Assessor do Papa para estes e outros assuntos.

A história da Ana Jeni põe diante de nós uma criança muito alegre por ser acólita, por ter vindo a Lamego e «servir» numa Eucaristia na Sé e que sonhou poder exercer esse serviço noutra Eucaristia em plena Praça de S. Pedro, em Roma. Aqui, a sua vontade ia esbarrar, como esbarrou, numa organização em que tudo se prepara e nada se improvisa; e não é uma criança que chegaria de Portugal e logo entrava em funções numa Eucaristia com o Papa. Eu mesmo explicava isso à sua tia-avó, mas descobria nela uma vontade forte de que isso podia ser uma realidade, conhecendo eu como pude conhecer, como tudo se processava nas celebrações papais.

Certamente ficou triste a Ana Jeni, mas não fique triste com o Santo Padre, pois não foi ele que fez a escolha das cartas a publicar; e como deve ter sido difícil a Antonio Spadaro, SJ e Diretor de La Civiltà Cattolica, escolher uma por País, para formar o volume adaptado a crianças, incluindo no espaço de duas páginas, a carta com o original na língua de cada um, a tradução em português para a edição na nossa língua, mas certamente seguindo o mesmo esquema para a edição nas diversas línguas.

Ao William, dos Estados Unidos, que perguntava ao Papa que milagre faria, se conseguisse fazer um milagre, respondeu; «eu curaria as crianças». E ao João respondeu: «Perguntaste-me o que é que eu sinto quando olho para as crianças. Sim, vejo tantas crianças…. E fico feliz quando as vejo… porque ver uma criança, para mim, é ver o futuro».

 A Ana Jeni não vê a sua carta no livro, mas certamente que a vai guardar para toda a vida e o livro que lhe enviei fica a lembrar-lhe que houve uma palavra do Papa Francisco para ela:

«Prezada Ana

O Santo Padre recebeu a carta simpática que lhe escreveste… mostrando como, por todo o lado, a vida nasce pequenina e precisa da mão de todos para crescer e chegar até ao Céu… O Papa Francisco ficou contente ao ver os bons sentimentos e generosos propósitos que te animam, tendo-me encarregado de vir dizer-te o seu muito obrigado, especialmente porque gostas de Jesus e desejas caminhar com Ele durante toda a vida…»

Um livro para crianças? Sim, mas de que alguém dizia: «deve haver muitas lições de Catequese no meio daquelas cartas». Como boa Catequista, não deixará de aproveitar as palavras das crianças e as respostas do Papa Francisco. Assim se aprende, assim se ensina.

Pe. Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016