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Archive for 28/04/2016

FESTA DA PÁSCOA DA ADSCD – MAGUEIJA

Festa Pascal 2016 034No dia 10 de Abril, tal como vem sendo habitual nesta época,  o Grupo Cénico da Associação para o Desenvolvimento Social, Cultural e Desportivo da União de freguesias de Bigorne, Magueija e Pretarouca,  (ADSCD), levou a cabo mais uma pequena festa, na sede da Junta de Freguesia, que  a podemos dividir em duas partes:

Na primeira, tivemos como objectivo fazer uma reflexão e  interiorização de algumas passagens bíblicas; na segunda, recordamos algum passado da nossa aldeia.

Como estamos a viver o ano  Jubilar da Misericórdia, iniciamos a primeira parte da  nossa actuação, com a encenação da parábola do filho pródigo, onde  se pode verificar a infinita misericórdia de Deus, sempre pronto a receber com amor e ternura os filhos que Dele se afastaram,  mas, arrependidos, reconhecem com humildade os seus erros, e pedem perdão  a Deus.

Concluída esta peça, representou-se a cena bíblica do  encontro de Jesus com a Samaritana, junto do poço de Jacob,  seguida duma a projecção de  imagens da criação do mundo, de acordo com   o livro do Génesis da Bíblia Sagrada.

Este primeiro momento, terminou com a entoação duma canção, sobre a mesma  criação, que, duma forma motivadora e pedagógica, alguns dos presentes aprenderam  nos bancos da catequese em crianças.

Na segunda parte, recordou-se e reviveu-se algum passado da aldeia, com danças e cantares  tradicionais, que fazem parte do património cultural da freguesia.

Apesar do tempo chuvoso e pouco apelativo, o salão da Junta de Freguesia encheu-se de gente, onde a união e boa disposição estava bem patente em todo o auditório e actores.

B. L. O., in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

Caminheiros do Corpo Nacional de Escutas | Formação

CNE

Os Caminheiros da Região de Lamego do Corpo Nacional de Escutas, C.N.E., reuniram-se no passado dia 16 de Abril para participarem no Encontro de Preparação Internacional, EPI.

Esta atividade de formação que tem vindo a percorrer o país, foi desenvolvida pela Secretaria Internacional do C.N.E. em parceria com as Juntas Regionais. O objetivo é a consciencialização dos escuteiros para as oportunidades oferecidas pela vertente internacional deste “Movimento”.

Ao longo do dia, os escuteiros da Região de idades entre os 18 e os 22 anos que aceitaram o desafio, tiveram oportunidade de conhecer a dimensão do escutismo a nível mundial e suas estruturas organizacionais, as várias atividades internacionais que se realizam em Portugal ou no estrangeiro, os instrumentos e as vias corretas para a preparação e participação em atividades no estrangeiro ou de acolhimento de escuteiros estrangeiros…

Foi, sem dúvida, uma atividade importante para o crescimento do escutismo na Região e para a formação dos seus membros, que suscitou da parte do Clã Regional um grande desejo de participação em atividades internacionais.

O Clã Regional tem-se empenhado em contribuir para o crescimento do escutismo em Lamego, procurando a união dos Caminheiros dos vários agrupamentos da Região, no intuito de juntos ultrapassarem mais facilmente as dificuldades. Já no dia anterior os Caminheiros se haviam reunido para debaterem e delinearem projetos cujo objetivo é animar o escutismo, contribuindo para o bem-estar da comunidade civil, tendo sempre presentes os ideais escutistas de ajuda ao próximo e de proteção da natureza.

João Miguel, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

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De vez em quando… Batismo – Inconsistências – 2

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Sinceramente, sinto que devo começar esta crónica reconhecendo-me publicamente pecador e imperfeito, muito longe de corresponder ao que Deus e a Igreja querem e esperam de mim.

Posto isto, continuo.

Diz o Papa Francisco que nós, os que fazemos parte da Igreja de Jesus, não somos nem temos que ser perfeitos, porque a Igreja não é necessariamente uma comunidade de justos, mas um povo de discípulos que procuram seguir Jesus o melhor possível.

É verdade. Sem dúvida. Contudo, não posso deixar de dizer que uma coisa é a falta de santidade e de perfeição que ainda não adquirimos, e outra, bem diferente, é a falta de seriedade e de coerência que mostramos: nos actos e nas palavras.

No tema em título e em análise, sempre me impressionou e incomodou a ligeireza e a imponderação com que a maior parte dos pais e dos padrinhos das crianças por eles apresentadas ao Baptismo respondem ao sacerdote que, à entrada do templo, os interroga sobre o compromisso que assumem nesse momento de educar os filhos e afilhados na fé e na vida cristã: os pais, de educar; os padrinhos, de ajudar.

Há cinquenta e três anos que venho fazendo essa pergunta e nunca algum pai, mãe, padrinho ou madrinha me respondeu que não. E no entanto, venho depois a verificar, da parte de muitos deles, um total e absoluto desleixo e desinteresse no cumprimento de tal compromisso. Incluídos muitos dos que assistem às reuniões de preparação.

Chegados depois à Pia Baptismal, e convidados os pais e os padrinhos a manifestarem a alegria da fé e a renúncia ao pecado, dizem todos a tudo que sim. E aqui vem a maior incongruência, de cortar o coração: pais e padrinhos que nunca põem os pés nas igrejas e só lá voltam quando os trouxerem numa urna ou num caixão, pais e padrinhos que vivem a vida inteira num contínuo afastamento da comunidade cristã e num total desleixo e desinteresse pela Eucaristia Dominical e pelos demais Sacramentos, pais e padrinhos que vivem em situação divergente e mesmo oposta às normas morais que o Evangelho ensina e a Igreja recomenda, dizem a tudo que sim: que crêem; que renunciam; que não querem nada com o demónio, nem com a mentira, nem com o pecado.

E toca a baptizar!

Mas se algum sacerdote, por imperativo dos cânones ou descargo de consciência, apresenta qualquer obstáculo ou manifesta qualquer dificuldade em baptizar uma criança, os pais recorrem ao bispo, ao papa se o bispo lhes não dá razão, e agora (está na moda…) até chamam a televisão e os jornais, para publicitar melhor o crime e amedrontar mais e melhor o “criminoso”!

Peço que os meus leitores me perdoem, mas não resisto a pôr aqui a expressão usada um dia por Cunhal: os sacerdotes são obrigados em alguns momentos a engolir mesmo “sapos vivos”.

Não é fácil. Mas, tal como as coisas estão, parece que nada mais há a fazer!

O Baptismo não é um rito mágico que tudo resolve e faz. Também não é um direito que todos temos, sem mais não. Também não é uma oportunidade para arranjar uns compadres simpáticos a quem devemos ou de quem esperamos favores. Também não é uma festa tradicional que se organiza para juntar a família e os amigos, num seleccionado restaurante, em data em que todos possam estar, mesmo que a criança tenha de esperar alguns anos, muitos. O Baptismo é um Dom de Deus e é uma dádiva da Igreja que nunca merecemos nem agradeceremos suficientemente, e é também um Compromisso de Vida com Jesus e com a Igreja, que se assume para sempre: os adultos, por si; os pais e os padrinhos pelas crianças.

Que Deus me perdoe, mas eu acho que a misericórdia divina não consegue cobrir tudo, e sobretudo estas nossas incoerências!

Nem sequer essa misericórdia toda que agora se proclama e oferece a rodos, mas que a maior parte dos cristãos não procura, não quer, não agradece, nem aceita.

Pe. J. Correia Duarte,

in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016