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Archive for Março, 2016

Solenidade de São José no Seminário Maior de Lamego

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Na passada sexta-feira, dia 18 de março, a comunidade do Seminário Maior de Lamego celebrou, embora vespertinamente, a Solenidade de São José, esposo da Virgem Maria.

Na Eucaristia, presidida pelo nosso bispo, D. António Couto, estiveram presentes os párocos dos seminaristas, os orientadores dos estágios pastorais, algumas irmãs religiosas, assim como os familiares dos mesmos seminaristas.

Na homilia, o nosso bispo referiu-se a São José como a “figura grande da Escritura e da Igreja”, um homem simples, sábio, justo, silencioso e ao mesmo tempo atento à Palavra.

A partir do Evangelho escutado neste dia (relato da perda de Jesus no Templo – Lc. 2, 41-51a), o nosso bispo afirmou que na nossa vida sempre que nos dermos conta que deixamos Jesus para trás, ou seja sempre que não andar na nossa caravana, tenhamos a coragem de voltar e, tal como José e Maria, ir ao seu encontro.

Ainda nesta celebração, o nosso colega Diogo Martinho, do IV ano de Teologia, foi admitido às Sagradas Ordens. D. António Couto deu graças a Deus pelo dom da vida deste nosso amigo, aproveitando para lembrar, não só o nosso Seminário Maior de Lamego, mas também o Seminário Interdiocesano de São José, em Braga. O nosso bispo apontou ainda que tal como São José foi considerado o homem justo, também a nossa vida deve ser pautada por esta justiça de Deus, assim como na nossa vida, a nossa ocupação deve estar voltada para as coisas de Deus, nosso Pai.

Terminada a Eucaristia seguiu-se o jantar, momento de alegria, de convívio e de partilha entre famílias.

Vítor Teixeira Carreira, 5º Ano, in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

Cerimónias da Semana Santa em Vila Cova à Coelheira

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A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Inicia no Domingo de Ramos relembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, no Domingo de Páscoa.

As cerimónias da Semana Santa têm muito relevo por todo o concelho de Vila Nova de Paiva, manifestamente católico.

Em Vila Cova à Coelheira, o programa das cerimónias abre solenemente no Domingo de Ramos, dia 20 de março e prolonga-se até dia 27, Dia de Páscoa. Durante esta semana, decorrem inúmeras manifestações religiosas ligadas à quadra, entre elas, a bênção dos Ramos, o Aumentar das Almas, a visita aos doentes e as procissões. A manifestação mais simbólica que contempla a dramatização ao vivo da Paixão de Cristo e da Adoração da Cruz, estão inseridas na representação cénica das Estações da Via Sacra, com procissão do senhor do Santo Sepulcro do Monte Calvário para a Igreja Matriz, decorrem na tarde de Sexta-Feira Santa.

No sábado da Aleluia, realiza-se a Bênção do Lume e da Água e a Missa festiva da Ressurreição. As festividades do Domingo de Páscoa iniciam com uma arruada pela Banda Musical Progressiva de Vila Cova à Coelheira, a missa festiva e procissão eucarística e culmina com a visita pascal.

As cerimónias da Semana Santa tiveram a organização da Comissão Fabriqueira Paroquial, da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos e Confraria do Senhor, com a colaboração do Grupo Coral da Paróquia, da Banda Musical Progressiva de Vila Cova à Coelheira, do Grupo Cénico Cultural e Recreativo, do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta (Núcleo de Vila Cova à Coelheira) e do Grupo de Jovens desta vila.

 

in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

Grupo de Jovens da Sé em Retiro da Quaresma

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Como já se torna hábito, o Grupo de Jovens da Sé recolheu-se este fim-de-semana de 12 e 13 de Março no Seminário Menor de Resende, levando a cabo o Retiro de Quaresma, que marcou também o início das preparações para as Jornadas da Juventude deste ano à Polónia. Sendo este o ano jubilar da Misericórdia, o perdão foi o tema em foco. Assim se compreende as reflexões, levadas a cabo em pequenos grupos e logo partilhadas entre todos, realizadas a partir de uma variedade de textos bíblicos onde a humildade, o arrependimento e o perdão se destacam: o do auxílio de Maria a sua prima Isabel, onde louva e empreende a misericórdia de Deus, mantendo sempre a humildade; o da dualidade da oração do justo, enfatuado do seu próprio comportamento, e do pecador, que por reconhecer as suas falhas pede por perdão; o do cobrador de impostos, que procurando ver Jesus o encontrou, obtendo o seu perdão e mudando o seu comportamento em vida; o do filho pródigo que, tendo rejeitado o pai, se arrepende e volta a casa em humildade, sendo recebido em amor e misericórdia; e, por fim, o da mulher adúltera, cujo pecado é levado a Cristo não pela conduta em si, mas com o intento de O encurralar. Ressalta-se neste último não apenas o perdão sem restrições, como também a consciência de que a crítica ao outro nada é quando feita sem o intento do auxílio e com a lembrança de que não há um de nós que não peque.

Um dia em que através da discussão em grupo cada um reconheceu e avaliou o modo como encara (e age!) o perdão, que terminou com a visualização do filme “Les Misérables”, de 1998, precisamente pela força do perdão enquanto elemento impulsionador do enredo.

Mais curto, o Domingo começou com uma pequena demonstração da história das Jornadas Mundiais, introdução à actividade do dia: considerações sobre a natureza da felicidade, e o que a diferencia da sorte ou mesmo de momentos temporários de felicidade. Concluímos ser a sorte algo fugaz, que se esgota com facilidade, e que parte de um acaso exterior, ao invés que a felicidade parte do próprio indivíduo, da sua relação com Deus e com os outros, mantendo-se, uma vez conseguida, inalterada no cerne da pessoa feliz, ainda que por vezes seja envolvida por maus momentos.

Como não podia deixar de ser, a celebração da Eucaristia marcou o final do Retiro: mais um no percurso do GJS, e cujos resultados esperamos que se denotem no comportamento do nosso dia-a-dia.

Inês Montenegro, in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

AMOR MAIOR | Editorial Voz de Lamego | 22 de março

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Com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, entramos na Semana Maior da nossa fé. O Pe. Joaquim Dionísio sublinha, em Editorial da Voz de Lamego, esta semana, este Amor Maior, porque Deus Se revela com toda a força do amor que nos liberta:

AMOR MAIOR

A Semana Santa, durante a qual celebramos a Paixão e Ressurreição do Senhor, revela-nos um Deus-Amor que vem ao nosso encontro, não para dominar ou aniquilar, mas para perdoar e elevar. Eis diante de nós o convite à contemplação de um Deus que caminha entre nós e permanece connosco, que nos ensina a servir e nos alimenta na peregrinação para a eternidade.

O Senhor que é levantado na cruz continua a atrair muitos, a escandalizar alguns e a provocar indiferença aos curiosos que vêem de longe.

A cruz, que continua a escandalizar e a incomodar os protagonistas de um laicismo que pretende “empurrar” a fé cristã para a sacristia, é a prova desse amor sem medida que vivifica, “o mistério do aniquilamento de Deus, por amor” e não é um ornamento ou uma obra de arte.

A cruz que encontramos na paisagem, que desenhamos quando nos benzemos, que transportamos ou guardamos como símbolo identificador é a recordação contínua de Alguém sempre presente e vivo que nos convoca, provoca e de nós espera uma resposta merecedora da Sua dádiva.

Neste ano jubilar, contemplar a cruz é tomar consciência do dom da misericórdia e assumir, livre e responsavelmente, o dever de o agradecer e testemunhar. E nem sempre é fácil seguir o exemplo do bom samaritano ou imitar o Senhor que, na cruz, ainda tem forças para perdoar! Não há amor que não seja exigente nem caminho isento de perigos ou momentos de prova.

A cruz, sinónimo de morte, dor, perseguição ou abandono continua a pesar e a fazer sofrer tantos e tantos com quem nos cruzamos. Mas testemunhamos também a presença, o conforto e a alegria de tantos “Cireneus” que, acompanhando e aliviando, “passam fazendo o bem”.

A cruz de Cristo é sinal de um amor maior que liberta.

in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

JUBILEU DA MISERICÓRDIA: dar de beber

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No nosso meio não existe deserto e a água corre livremente em muitos locais, contrastando com outras regiões do mundo onde a água é escassa e obriga a um esforço diário para ser encontrada, transportada e conservada. Estamos tão habituados a dela usufruir que nem sempre temos consciência do bem que é abrir uma torneira e ver correr a água que sacia, lava e refresca!

A água é um bem essencial que, na nossa região, está disponível. Exceptuam-se aqui, talvez, as pessoas sem água no domicílio ou aquelas que, sem essa comodidade, também já não têm forças físicas que lhes permitam ir à fonte. Neste caso, é preciso levar-lhes tudo, também a água.

Mas há regiões do mundo onde a água é um bem escasso que tende a ser motivo de conflito e de sofrimento. A escassa quantidade obriga a racionamento e a fraca qualidade pode causar doenças graves: morre-se por falta de água ou por falta de qualidade desta. Mas os conflitos pela sua posse podem ser, também, ocasião de morte.

Assim, vivendo nós num tempo e num espaço onde a água (ainda) é um bem acessível, como compreender e aplicar hoje a obra de misericórdia “dar de beber a quem tem sede”? O que será, hoje, “acalmar a sede” a alguém?

Para início de conversa, e porque se trata de um bem essencial que tende a escassear, talvez possamos acordar que cumprir esta obra de misericórdia passa, antes de mais, por não desperdiçar a água que a natureza nos faculta e cuidar bem dela e do meio ambiente que a preserva. Muito antes das campanhas ecologistas a comunicação social divulga já o Criador convidada o homem e a mulher a serem responsáveis diante da natureza que lhes oferecia: “O Senhor Deus levou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para o cultivar e, também, para o guardar” (Gn 2, 15). Leia-se, a este propósito, o que o Papa Francisco escreveu na Encíclica “Louvado sejas. Sobre o cuidado da casa comum” (Laudato Si).

Depois, talvez possamos falar da sede de ser valorizado, de ser ouvido, de ser reconhecido na sua dignidade, de ser respeitado, de ser tido em conta… Como alguém oportunamente recordou, “há pessoas que vivem a solidão com uma dor tão profunda e intensa que é como se lhes faltasse a água”. Há homens e mulheres ignorados, a quem ninguém escuta ou toma a sério. Quantas vezes bastará um olhar atento e fraterno, sem juízos precipitados, para acalmar a sede de quem se habituou a ser “invisível”!

Por outro lado, dar de beber pode ser compreendido, ainda, como um “dar alívio” a quem está angustiado. Neste caso, a sede pode ser sinónimo de aflição, secura interior, insatisfação que importa interpretar e saciar… Quantas vezes uma palavra, um gesto, um pouco de paciência, de “tempo perdido” não contribuem para o alívio alheio e para um recuperar da serenidade e do ânimo!

A cada um a possibilidade de interpretar e concretizar esta obra de misericórdia. Mas todos concluiremos que “dar de beber” é um modo de entender a própria existência e a água que se derrama para saciar o outro é um belo símbolo da misericórdia.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/17, n.º 4354, 15 de março de 2016

Valdigem vive Semana da Misericórdia

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PARÓQUIA DE S. MARTINHO  DE VALDIGEM VIVE SEMANA DA MISERICÓRDIA

De 6 a 13 de Março decorreu na paróquia de S. Martinho – Valdigem – a Semana da Misericórdia.

Sob o lema «Chamados à Misericórdia e ao Perdão» foram várias as iniciativas que procuraram envolver as pessoas no acolhimento da misericórdia de Deus como alicerce seguro da misericórdia que somos chamados a viver uns com os outros.

Na preocupação de ir ao encontro de todos, diversificam-se os espaços e as oportunidades de encontro para reflexão e oração. Assim, nos primeiros três dias as pessoas foram convidadas a reunir-se em algumas casas (quatro) situadas em lugares próximos das pessoas de modo a facilitar a participação. As pessoas reuniram durante três dias, à noite, para oração e reflexão, com a presença do Santíssimo Sacramento.

Aproveitou-se esta ocasião para que os Ministros Extraordinários da Comunhão iniciassem as suas funções na paróquia. Com a ajuda de Animadores dos Grupos, conduziam o tempo de oração/reflexão. No final distribuíam a Sagrada Comunhão pelos doentes e idosos. Em dois desses encontros os temas abordados foram a misericórdia e o perdão. No outro, com a presença do pároco, foram prestados esclarecimentos sobre as indulgências e o sacramento da reconciliação.

Estes encontros deixaram marcas muito positivas, abrindo o apetite para continuar com iniciativas semelhantes. Se todos mostraram abertura a novos encontros de grupos houve mesmo quem decidisse juntar-se de vez em quando para oração.

A tarde do dia 10 foi especialmente dedicada aos idosos. Houve tempo de adoração ao Santíssimo, na Capela das Brolhas, (capela particular, mas facilmente acessível aos idosos) com espaço para o sacramento da reconciliação e celebração da eucaristia.

No dia 11 (sexta feira) pelas 15.00, começaram as Quarenta Horas já habituais, integrando momentos de oração e especial atenção à Palavra de Deus, com a ajuda do P. José Miguel, da equipa formadora do Seminário de Resende, que se encarregou da pregação. Continuando com o iniciado o ano passado, de sábado para domingo, houve lausperene. Foram várias as pessoas e grupos que se foram revezando, ao longo da noite, garantindo uma presença contínua em adoração ao SS.

A semana terminou no domingo dia 13. De manhã houve a celebração da eucaristia, naturalmente festiva. De tarde, pelas 16.00 foi a peregrinação à Sé de Lamego entrando pela “Porta Santa”. Depois de um momento de oração, houve a oportunidade de visualizar os quadros das obras de misericórdia, no coro da Catedral e de fazer uma visita ao Museu Diocesano.

Esta semana calou fundo no coração de muita gente. Sentiu-se a Deus de um modo diferente, mais familiar, mais próximo; sentiram-se as pessoas mais amigas; sentiu-se a fé mais esclarecida e com mais gosto. E ficou uma certeza: vale a pena e é possível percorrer caminhos de evangelização abertos a todos.

Pe. José Melo, in Voz de Lamego, ano 86/17, n.º 4354, 15 de março de 2016

D. António Couto em Almacave: A Misericórdia na Bíblia

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Um bom grupo de leigos, acompanhado de alguns sacerdotes, reuniu-se para ouvir a voz do Senhor D. António Couto falar da «Misericórdia na Bíblia», enchendo um dos salões do Centro Paroquial de Almacave, nas três sessões de 8, 9 e 10 de Março corrente.

O tema, pela sua vastidão e atualidade, adivinhava-se atraente; o saber e o sabor da palavra do nosso Bispo eram outros motivos para atrair os que não querem perder um novo impulso sobre a Misericórdia, recordando o convite repetido pelo Papa Francisco.

E fomos ouvindo e aprendendo um pouco mais, sabendo que o tempo gasto nestes encontros não é tempo perdido, mas sempre uma mais-valia para a nossa formação bíblica e cristã.

Ouvimos logo que o caminho assim aberto é dos «mais úteis e práticos da Bíblia, que não vive de palavras, mas de imagens para exprimir a realidade que deseja comunicar».

Por isso, ao falar de «Misericórdia», utilizou a imagem do amor materno e o que se sente perante as manifestações desse amor; se «misericordioso» é palavra que nos mostra um atributo de Deus, o nosso Deus aparece-nos como Alguém que também reza (cfr. Isaías, 56,7) e o faz para que a Sua misericórdia «possa vencer a nossa ira, que possamos tratar os outros com o atributo da misericórdia». Classificando o texto de Êx 34, 6 e 7 como a carta magna do amor de Deus, continuou falando dos treze atributos de Deus, que constituem o «cartão» com que Se apresenta ao Seu povo.

No segundo dia, o Senhor D. António partiu de um facto concreto para nos fazer compreender o sentido das parábolas da misericórdia. Utilizou o caso da ressurreição do filho da viúva, da cidade de Naim, com o encontro de dois cortejos, um que sai e outro que entra na cidade.

Mas o ponto-chave do encontro da noite foi a interpretação das parábolas da ovelha perdida (fora de casa), da dracma (dentro de casa) e a do pai, com seu filho perdido (fora de casa). Entre os judeus, o pai dava três coisas aos filhos: pão, vestido e herança. Pedidos pelo filho mais novo, são dados pelo pai, que assim dividiu com os filhos a sua «vida».

E três coisas dirá o filho que partiu e deu conta de que não tinha pão e morria de fome: «pequei», «não sou digno de ser teu filho», «trata-me como um assalariado». Logo entra em jogo o pai «tomado de misericórdia», que manda preparar um banquete, trazer uma nova veste, sandálias, anel, tudo o que era preciso para fazer uma festa, festa que é a misericórdia em ação.

E entra também o filho mais velho, ficando no ar uma pergunta com que se começou o tema do terceiro dia: o filho mais velho entrou ou não na casa do pai?

Como o texto nada diz sobre isso, a pergunta obteve respostas diferentes no grupo. A chave de interpretação tem de ser outra: tu, eu, entramos ou não na casa do pai? Porque os textos bíblicos são implicativos, quer dizer, interpelam-nos, não nos deixam ficar indiferentes; ovelhas e dracma parecem iguais, mas a chave da parábola reside na diferença entre elas; os dois filhos parecem diferentes, mas a chave da compreensão da parábola reside naquilo em que são iguais: ambos vêem o pai como um patrão

E outra pergunta foi formulada: «quais as figuras mais escandalosas da parábola?» E a resposta vai no sentido de que haja pessoas boas, justas e santas, que são uma transparência e imitação de Deus. Em Mateus ( 5, 20) afirma-se a necessidade de uma justiça, uma maneira de viver, que vem de Deus e faz de nós homens diferentes; Paulo experimentou o que era viver longe ou perto de Jesus Cristo; e fala aos Filipenses de perda e de ganho, este fruto de uma justiça nova na sua vida.

Um texto do Papa Francisco indicou um caminho e uma meta: ir junto de todos para lhes levar a alegria do Evangelho, a misericórdia e o perdão de Deus.

Se no princípio dos três encontros se falou de «imagens» como meio de exprimir a realidade que a Bíblia quer comunicar, ficou connosco a imagem da estátua «contemplada» por Nabucodonosor, imagem que é a sociedade (eu, tu, nós), que importa e é necessário refazer, com um coração sensível, impregnado de misericórdia.

Ao Senhor Bispo foi dita uma palavra de agradecimento, extensiva aos participantes, disso se encarregando, em nome das comunidades de Almacave e Sé, o P.e José Ferreira. Ecoaram palmas na sala e fez-se o voto de que estes encontros de carácter bíblico se façam em cada ano.

Pe. Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 86/17, n.º 4354, 15 de março de 2016

Jovens de Tabuaço no Parlamento

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Com o objectivo de incutir, sensibilizar e estimular a camada jovem na participação cívica e política do país, o Agrupamento de Escolas de Tabuaço tem levado a cabo várias iniciativas através do projecto “Parlamento Jovem” lançado pela Assembleia da República e dirigido aos jovens do 2º e 3º ciclo e que este ano teve com tema “Portugal: Assimetrias Litoral/Interior! Que soluções?”.

De forma a proporcionar uma maior proximidade entre estes jovens e as instituições, foram, pelo senhor Presidente da Câmara Municipal, Carlos Carvalho, convidadas as jovens deputadas, eleitas no plenário da escola, a participar na sessão da Assembleia Municipal que se realizou no passado dia 24 de Fevereiro.

Ana Letícia Cardoso, Cátia Sofia Neves e Inês Sofia Ramos, explanaram o Programa Parlamento dos Jovens e as medidas aprovadas na Sessão Escolar, e que se traduziram em três propostas que passamos a descrever:

  1. Apostar na multifuncionalidade do espaço rural/interior, de forma a que este se torne um verdadeiro polo gerador de emprego, valorizando assim esta região a nível económico e fazendo com que a população de fixe evitando o despovoamento;
  2. Melhorar as acessibilidades para que o interior se torne mais atrativo para investimentos nacionais e estrangeiros, bom como para o desenvolvimento das atividades já existentes.
  3. Repensar a gestão dos fundos comunitários dirigidos ao norte do país, dado que estes não são devidamente repartidos.

Será já no dia 15 de Março em Viseu, no Campus Politécnico realizada a sessão distrital, que culminará com o debate final na Assembleia da República nos dias 23 e 24 de maio, sublinhando que o tema proposto para a edição do ano 2016/17 é a Violência Doméstica.

Foi ainda lançado o desafio pela Autarquia de visitar a Assembleia da República,o que aconteceu no passado dia 01 de Março, onde visitaram o hemiciclo de S. Bento, e participaram em palestras, para melhor entender o conceito do debate e das regras parlamentares, contando também aqui com a companhia do senhor Presidente da Câmara e do Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Leandro Macedo. Para além da Assembleia da República os jovens visitaram o INE (Instituto Nacional de Estatística) e a edição 2016 da BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa).

Esta iniciativa é extremamente gratificante, atendendo a que nos alunos desperta uma maior consciência cívica, um contacto muito mais aprofundado com os problemas da nossa Sociedade e condu-los na busca de soluções para os mesmos.

in Voz de Lamego, ano 86/17, n.º 4354, 15 de março de 2016

Dia da Mulher: Comer e orar vai do começar

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No dia 8 de Março comemora-se o Dia da Mulher; pode ser visto como mais um dia, pois há tantos e dedicados a assuntos tão diversos que até acabam por perder significado. Nós, as mulheres, não precisamos de um dia, além dos que já são dedicados à Mãe do Céu, pois ao homenagear Maria todas nós nos sentimos unidas a Ela e, portanto, também homenageadas.

Mas é importante lembrar este dia e as mulheres que lhe deram origem, bem como aquelas pelas quais se determinou a escolha da data, trabalhadoras industriais que lutavam por melhores condições de trabalho e tratamento mais digno barricando-se no seu local de trabalho como protesto, e que foram barbaramente assassinadas quando foram incendiadas as instalações para “servirem de exemplo” às outras operárias!

Passou-se isto a 8 de Março de 1857 em New York, e tal brutalidade, impensável nos nossos dias e na nossa sociedade, não está, no entanto, assim tão longe das indignas condições em que muitas mulheres vivem e trabalham em certas zonas do globo, pelo que não é de todo descabido marcar este dia para refletir no que ainda precisa de ser feito para melhorar a vida de muitas das nossas irmãs.

Um grupo de colaboradoras da paróquia da Sé decidiu reunir-se num jantar, em convívio são e “orante”, pois como a Igreja é parte integrante das nossas vidas, a oração está sempre presente; esperamos que o grupo cresça, pois como a ideia é recente ainda não houve o “passa-palavra”, mas para o ano seremos certamente muitas mais.

Após o repasto, que terminamos rezando o Magnificat pedindo por todas as mulheres, o grupo dirigiu-se ao salão apostólico de Almacave para assistir ao Curso Bíblico ministrado pelo nosso Bispo, D. António Couto, sob o tema “A Misericórdia na Bíblia”.

IM,  in Voz de Lamego, ano 86/17, n.º 4354, 15 de março de 2016

Retiro das Equipas de Nossa Senhora

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No passado fim-de-semana, 12 e 13 de Março, as Equipas de Nossa Senhora dos sectores de Lamego, Alijó e Chaves, estiveram em retiro, utilizando para isso, as óptimas instalações da “Obra Kolping” de Lamego.

“Recebe e oferece a misericórdia”, foi o tema escolhido, não só para ser vivido e compreendido em casal, mas para ser posto em prática em todas as circunstâncias da vida.

O conferencista convidado foi o Frei Filipe Rodrigues, Dominicano, com origens na nossa diocese, mas que veio de propósito de Lisboa, onde reside, para nos brindar com o seu saber, o seu entusiasmo, a sua simpatia, a sua simplicidade competente.

Foram dois dias extraordinariamente ricos em conhecimentos, esclarecimentos e desafios para pormos em prática em casal, em família, em comunidade, na paróquia, não só neste “Ano Santo da Misericórdia”, mas para ser Regra de Vida a considerar na caminhada em Equipa e no Movimento.

A Equipa de Sector de Lamego, in Voz de Lamego, ano 86/17, n.º 4354, 15 de março de 2016