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Grupo de Jovens da Sé em Retiro da Quaresma

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Como já se torna hábito, o Grupo de Jovens da Sé recolheu-se este fim-de-semana de 12 e 13 de Março no Seminário Menor de Resende, levando a cabo o Retiro de Quaresma, que marcou também o início das preparações para as Jornadas da Juventude deste ano à Polónia. Sendo este o ano jubilar da Misericórdia, o perdão foi o tema em foco. Assim se compreende as reflexões, levadas a cabo em pequenos grupos e logo partilhadas entre todos, realizadas a partir de uma variedade de textos bíblicos onde a humildade, o arrependimento e o perdão se destacam: o do auxílio de Maria a sua prima Isabel, onde louva e empreende a misericórdia de Deus, mantendo sempre a humildade; o da dualidade da oração do justo, enfatuado do seu próprio comportamento, e do pecador, que por reconhecer as suas falhas pede por perdão; o do cobrador de impostos, que procurando ver Jesus o encontrou, obtendo o seu perdão e mudando o seu comportamento em vida; o do filho pródigo que, tendo rejeitado o pai, se arrepende e volta a casa em humildade, sendo recebido em amor e misericórdia; e, por fim, o da mulher adúltera, cujo pecado é levado a Cristo não pela conduta em si, mas com o intento de O encurralar. Ressalta-se neste último não apenas o perdão sem restrições, como também a consciência de que a crítica ao outro nada é quando feita sem o intento do auxílio e com a lembrança de que não há um de nós que não peque.

Um dia em que através da discussão em grupo cada um reconheceu e avaliou o modo como encara (e age!) o perdão, que terminou com a visualização do filme “Les Misérables”, de 1998, precisamente pela força do perdão enquanto elemento impulsionador do enredo.

Mais curto, o Domingo começou com uma pequena demonstração da história das Jornadas Mundiais, introdução à actividade do dia: considerações sobre a natureza da felicidade, e o que a diferencia da sorte ou mesmo de momentos temporários de felicidade. Concluímos ser a sorte algo fugaz, que se esgota com facilidade, e que parte de um acaso exterior, ao invés que a felicidade parte do próprio indivíduo, da sua relação com Deus e com os outros, mantendo-se, uma vez conseguida, inalterada no cerne da pessoa feliz, ainda que por vezes seja envolvida por maus momentos.

Como não podia deixar de ser, a celebração da Eucaristia marcou o final do Retiro: mais um no percurso do GJS, e cujos resultados esperamos que se denotem no comportamento do nosso dia-a-dia.

Inês Montenegro, in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

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