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Archive for 09/03/2016

Capela do Hospital de Lamego. Espaço para a generosidade

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Num hospital vivem-se momentos decisivos e perturbantes da vida de todos nós; uns mais felizes que outros, alguns causadores de sofrimento, outros de alívio, mas sempre momentos muito intensos.

A capela do hospital é um oásis de paz no frenesim de consultas, cirurgias, doenças, acidentes, de percalços na vida de quem recorre aos cuidados hospitalares e na vida de que os presta.

Sim, porque se encontramos na capela doentes e familiares, também encontramos os profissionais que deles cuidam e que muitas vezes procuram aí as forças para continuar a cuidar, apesar das dificuldades, das condições que não são as melhores e dos seus próprios problemas e limitações – afinal todos somos humanos.

Numa igreja ou capela católica todos são bem-vindos, seja qual for o credo, crentes ou ateus, todos podem encontrar um refúgio e buscar a paz interior tão necessária para encarar e ultrapassar o sofrimento.

O Hospital de Lamego, ainda chamado “hospital novo” pelos poucos anos que leva aberto, dispõe duma capela acolhedora, não muito grande, mas suficiente para as necessidades, completamente equipada com tudo o que é necessário ao culto litúrgico.

Mas nem sempre foi assim.

Quando o Hospital abriu, havia apenas um espaço e muitas promessas; com boa vontade, mas sem verbas, apenas havia bancos, altar, armários e uma secretária na sacristia. Da Régua vieram três imagens (Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Conceição expostas na capela, e uma terceira na sacristia), vasos, toalhas, o Sacrário e respectiva coluna, e a Via Sacra; Crucifixo e peanhas chegaram pelas mãos do Padre Ricardo, capelão do CHTMAD; a imagem de Cristo (no Crucifixo) veio da antiga casa mortuária. Mas faltava tudo o resto… Como faríamos? A Gráfica de Lamego emprestou a imagem da Nossa Senhora dos Remédios (entretanto já devolvida) e para a Consagração da Capela e primeira Comunhão Pascal no novo hospital (tradição antiga da comunidade hospitalar no “velhinho” D. Luiz) a paróquia da Sé emprestou tudo o que foi necessário (até os acólitos!).

Mas o problema não chegou a ser problema! A mensagem espalhou-se e a generosidade fez o resto: a segunda Comunhão Pascal foi já celebrada sem necessidade de empréstimos, pois os donativos de entidades e benfeitores individuais, superando todas as expectativas, tinham permitido adquirir tudo o que estava em falta.

Assim, agradecemos à Liga dos Amigos do Hospital, à Casa do Pessoal e aos inúmeros funcionários hospitalares que a título individual responderam ao apelo, pelas duas opas vermelhas, uma alva, e todas as alfaias litúrgicas; à Irmandade Militar de Nossa Senhora da Conceição, paróquia da Almacave e particulares (Prof. Isabel Rebelo, D.ª Lúcia Marinho, Eng. Francisco Lopes, Dr. Carrapatoso, Dr. José Alberto Montenegro e Padre Ricardo) pelo Leccionário completo; à paróquia da Sé pelas velas e candelabros.

Estas doações são, por vontade dos benfeitores, propriedade da paróquia da Sé, onde se integra o Hospital, não podendo ser retiradas desta capela.

Um enorme agradecimento a todos os funcionários que contribuem para a manutenção da capela (em particular D. Onória) e que ajudam a dar dignidade e beleza às celebrações que nela ocorrem. Obrigado aos anónimos que com as suas ofertas permitem fazer face aos gastos comuns – hóstias, cera líquida, velas, flores… Tudo é necessário.

Todos estão convidados para virem celebrar connosco a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital, sempre em Maio. Fiquem atentos, que o dia será conhecido em breve e serão muito bem-vindos.

I.M., in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016

Visita Pastoral de D. António Couto em Castelo e Paradinha

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As paróquias de nossa Senhora da Conceição de Castelo e de Nossa Senhora da Assunção de Paradinha receberam, respetivamente nos dias 21 e 28 de fevereiro, a Visita Pastoral de Sua Excelência Reverendíssima, o senhor Bispo D. António José da Rocha Couto.

Foram dias de festa. Nos rostos e olhares brilhava a intensa alegria que enchia o coração de todos os paroquianos.

No Senhor Bispo que chegava sentíamos e reconhecíamos o amigo que vinha até nós. E os aplausos que espontaneamente aconteceram gritavam bem forte a nossa saudação e o nosso agradecimento.

Em ambas as paróquias, as Eucaristias tiveram a presença de todos e foram momentos de celebração intensa. O canto e a oração encheram os nossos templos. Cristo esteve também presente na palavra sábia e profunda do senhor D. António que traçou novos caminhos e nos dirigiu novos apelos para uma vida cristã cada vez mais autêntica e generosa. Ao jeito das primeiras comunidades cristãs: que “eram assíduas ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações.”

Já, alguns dias antes, o senhor Bispo tinha estado entre nós. Visitou as nossas Capelas, rezou pelos nossos mortos e abençoou e ungiu os nossos doentes e idosos. Foi sua preocupação conhecer tudo e todos e por isso conversou,durante largo tempo, com as pessoas dos vários grupos que colaboram e realizam as mais diferentes atividades, e que procuram melhorar este cantinho em que vivemos e que tanto amamos.

As duas paróquias têm como padroeira Nossa Senhora. E tal como Maria guardava no seu coração todas as palavras de Jesus, também nós não queremos perder nenhuma das orientações que nos foram dadas.

Entre elas a que mais ficou gravada em nós foi a da comunhão e a da partilha.

Para sermos verdadeiras comunidades temos de partilhar. Não há os que só ensinam e os que só aprendem. Os que constroem e os que apenas apreciam e beneficiam. Todos temos de possuir um coração aberto e disponível, que simultaneamente dá e recebe.

Porque a Igreja só se constrói se todos formos agentes de pastoral. Não há lugar para que alguém fique de braços cruzados.

Como gesto de carinho, ambas as paróquias ofereceram ao Senhor  Bispo, frutos da terra, que aqui foram cultivados e criados.

E desde o primeiro momento, até ao último,ouviu-se muitas vezes,e muito sincera,a palavra: BEM-HAJA SENHOR BISPO.

JS, in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016