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DIGNIDADE E IGUALDADE | Editorial Voz de Lamego | 8 de março

Editorial Voz de Lamego

A edição desta semana da Voz de Lamego cai a 8 de março de 2016, Dia Internacional da Mulher, pelo que o Jornal Diocesano chama a atenção para este dia na primeira página e o seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, dedica-lhe o Editorial. No blogue que assume o nome do Jornal e faz eco do mesmo através da publicação de um ou outro texto, de reflexão ou informação, a partilha do Editorial faz-se no dia em que a Voz de Lamego fica disponível para os leitores, chegando a casa ou aos postos de venda, isto é, às quartas-feiras. Porém, hoje antecipamos esta publicação para coincidir com o próprio Dia Internacional da Mulher:

DIGNIDADE E IGUALDADE

O dia de hoje, 8 de Março, aparece no calendário como o Dia Internacional da Mulher. Uma data que se fixou no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto das mulheres. A data está associada a uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino contra as más condições de trabalho, ocorrida em 8 de março de 1857 e reprimida com extrema violência, causando a morte de 130 mulheres.

A igualdade e dignidade da mulher são realidades que decorrem da Criação. Nos nossos dias, as mulheres já lideram países, multinacionais, exércitos… O facto de existirem países e sociedades onde essa igual dignidade não é reconhecida atenta contra a vontade do Criador. Nesses casos, o caminho a percorrer será longo e difícil, mas é inevitável.

Mas, neste âmbito, a Igreja também não se livra de críticas que a acusam de alguma misoginia e de limitar o seu discurso à mulher-esposa, à mulher-mãe ou à mulher-consagrada. Sem confundir com a reivindicação de alguns, a propósito da ordenação de mulheres, muitos gostariam de ver a mulher em locais de maior responsabilidade e visibilidade na Igreja, o que é assumido como necessário pelo atual Papa, para quem “é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja” (EG 103).

Superadas as fases da “subordinação social” e da “igualdade absoluta”, configurou-se agora um novo paradigma, o da “reciprocidade na equivalência e na diferença”. Isto é, a relação homem-mulher deve reconhecer que ambos são necessários enquanto possuem uma idêntica natureza, mas com modalidades próprias.

Neste sentido, o Papa atual convidou a trabalhar mais sobre a teologia da mulher, aprofundando a questão feminina, para que as mulheres não se sintam hóspedes, mas plenamente sujeitos da vida eclesial (cf. EG 104).

in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016

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