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Archive for Fevereiro, 2016

JUBILEU DA MISERICÓRDIA: Reconciliação

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Um dos capítulos do Catecismo da Igreja Católica (CIC) é dedicado aos “sacramentos da cura”: Penitência/Reconciliação (1422 – 1498) e Unção dos Enfermos (1499 – 1532). No âmbito do Ano da Misericórdia e na proximidade da celebração destes sacramentos, será sempre útil reler, individualmente ou em grupo, e divulgar tais parágrafos, não apenas para conhecer a doutrina da Igreja, mas também para melhor preparar a sua celebração.

O Papa Bento XVI, no Discurso à Penitenciária Apostólica, em 9 de Março de 2012, afirmou o seguinte: “O sacramento da Reconciliação, que se inspira numa consideração da condição existencial pessoal concreta, contribui de modo singular para aquela ‘abertura do coração’ que permite dirigir o olhar para Deus a fim de que entre na vida. A certeza de que Ele está próximo e, na sua misericórdia, atende o homem, mesmo o envolvido no pecado, para curar as suas enfermidades com a graça do sacramento da Reconciliação, é sempre uma luz de esperança para o mundo”.

A consciência do pecado que leva ao reconhecimento da culpa é condição sine qua non para pedir e esperar o perdão. E aqui se encontra uma das dificuldades experimentadas neste ambiente pouco sensível ao uso da consciência: humildade para se reconhecer pecador e coragem para pedir perdão.

Deixando para outro dia a referência às dificuldades que podem ser encontradas na vivência deste sacramento, a partir da leitura de algumas páginas do livro “A confissão – Sacramento da Misericórdia”, do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (pp.16-21), poder-se-ia antes, neste breve texto, sublinhar diferentes realidades experimentadas por aqueles que se abeiram deste sacramento:

– Gratuidade. O perdão de Deus não pode ser adquirido, mas só implorado e recebido. Nesse sentido, o pecador está diante de um dom que o levará à gratidão;

– Luz. A misericórdia não é um vago sentimento que se instala e recebendo a remissão dos pecados, o homem é iluminado com a luz de Deus e torna-se capaz de ver o caminho e descobrir o sentido;

– Verdade. A súplica do perdão dirigida a Deus mantém vigilante a consciência do cristão sobre a verdade da sua condição pecadora. Tal como nos disse S. Paulo, não basta querer fazer o bem para evitar o mal. Atenção e vigilância nunca serão demais;

– Regeneração. Este sacramento renova a graça do Baptismo e consagra no caminho pessoal e eclesial de conversão. Trata-se de um sacramento de cura que acompanha na sequela de Cristo, amparando quem está marcado pela fragilidade e debilidade;

– Comunhão. O perdão oferecido por Deus nunca é uma realidade puramente individualista. O perdão de Deus é recebido no seio e mediante a Igreja. A reconciliação aviva a comunhão da comunidade. O eu do crente é inseparável do nós da comunidade;

– Admiração. Em Cristo, a revelação do pecado e do seu mistério individual e colectivo não pode ser separada da salvação que Cristo nos oferece. O cristão não teme tomar consciência pessoal do pecado e dele se confessar, porque está seguro da sua salvação. Nesse sentido, a par da confissão do pecado há lugar para a admiração agradecida.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Semana Nacional Cáritas | Mensagem da Cáritas de Lamego

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Ao celebrarmos o Ano Jubileu Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, e no início de uma das épocas mais importantes do mundo católico – A Quaresma – procuremos, como refere o nosso Bispo D. António Couto, fazer deste período “um tempo de diferença e não de indiferença.”

Imbuídos deste espírito, não esqueçamos aqueles que tanto precisam da nossa solidariedade e apoio em momentos frágeis das suas vidas, muitas vezes porque a própria vida fez com que tudo se alterasse, pelas mais variadas razões.

Uma vez mais e dando continuidade a uma das múltiplas missivas da Cáritas Portuguesa e Cáritas Diocesanas, em 2016, a Semana Nacional Cáritas, decorrerá sob o lema “Cáritas: Coração da Igreja no Mundo”, entre os dias 21 e 28 de Fevereiro.

Como é referido na mensagem de D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e Responsável pelo Acompanhamento da Cáritas, “Ao vivermos o dinamismo da misericórdia, o nosso coração não se pode fechar. Nunca se pode fechar. É um coração capaz de ver e de sentir as dores dos outros; é um coração que só sabe viver no Mundo, Contemplando o Mundo e dando graças a Deus por ele ser tão belo!

O nosso coração nunca se pode alhear da sorte dos homens, das mulheres e das crianças a que chamamos nossos irmãos e irmãs. O nosso coração, o coração da Igreja, está no Mundo em que vivemos, cuidando da Criação e dos pobres, como nos recomenda o Papa Francisco.

Esse coração é amor, porque Deus é amor (I Jo 4,8b).”.

Sejamos solidários e deixemos o nosso contributo nos ofertórios das Eucaristias dos dias  27 e 28, com o coração cheio de amor e com vontade de ajudar, conscientes de que a  “A Cáritas é o coração da Igreja no Mundo.”

Nota: Na Semana Nacional Cáritas, decorrerá também uma sessão de reflexão subordinada ao tema: “Encontro Pastoral Social Cáritas”, no dia 23 de Fevereiro, no Salão Paroquial de Almacave, em Lamego e destinado a todos grupos sócio caritativos, Conferências Vicentinas, e todos aqueles que, de uma forma ou outra, desejem enriquecer o seu saber sobre a forma como estar junto daqueles que mais precisam.

A Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego

Isabel Duarte Mirandela da Costa

 

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Zona Pastoral de Cinfães: Encontro de preparação para a Quaresma

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A forte chuva, que se fez sentir na manhã do passado dia 13, não intimidou as cerca de cinco dezenas de jovens oriundos das paróquias de Cinfães, S. Cristóvão, Piães, Tarouquela, Oliveira do Douro, Ferreiros, Nespereira, Tendais e Moimenta, da zona Pastoral de Cinfães, que marcaram presença no salão paroquial de Cinfães para um encontro de reflexão sobre a Quaresma.

Da equipa coordenadora estiveram presentes: os chefes, Tó do agrupamento do CNE de Cinfães,  Sandra do agrupamento do CNE de Tendais, e Alexandre, do agrupamento do CNE de Oliveira do Douro; e responsáveis dos  grupos de jovens de Tarouquela a  Marta e de Moimenta a Simone.  Estes elementos, com o apoio da Amanda de S. Cristóvão, tiveram a seu cuidado: previamente a preparação e a divulgação do encontro; no próprio dia, o acolhimento, a animação, a apresentação do tema e o acompanhamento dos trabalhos de grupo.

Balões coloridos, que alegraram a chegada de cada grupo e reforçaram a motivação para a participação, ajudaram a sentir, ao contrário do que por vezes se pensa, que a Quaresma não é um tempo triste. Pelo contrário, as práticas penitênciais que propõe, a oração, a ajuda  e o jejum, pela conversão que proporcionam, são portadoras de uma verdadeira alegria, que encontra seu fundamento último na celebração da ressurreição gloriosa de Jesus Cristo.

Após a oração da manhã deu-se início aos trabalhos propriamente ditos. Uma exposição, centrada nas obras de misericórdia e apoiada num expressivo diaporama, envolveu todos os participantes numa atenta reflexão. Neste ano da misericórdia, e particularmente no tempo quaresmal, é fundamental saber estar atento a tantas formas de sofrimento que nos rodeiam. As obras de misericórdia: apontam-nos caminhos de proximidade junto dos mais sós e carenciados, ajudando a reconhecer neles o rosto sofredor de Jesus; e despertam nos para incoerências e mesmo hipocrisias de muitas das nossas atitudes e comportamentos.

Seguiu se a reflexão por grupos em que os jovens meditaram sobre o tema em questão  tendo partilhado de seguida, com criatividade e em grupo  as suas reflexões e os seus propósitos. A mensagem tinha sido acolhida e compreendida, agora o importante é que chegue à vida. São reconhecidas dificuldades, mas o encontro veio reforçar as motivações. Vale a pena abraçar com confiança o percurso quaresmal de preparação da Páscoa de Cristo.

De registar o testemunho de vários jovens que afirmaram ter vindo, porque mobilizados pelo  encontro de Janeiro no Seminário de Resende, com o Padre Tony Neves, e pela união  entre todos. O encontro terminou lembrando e apelando à participação na Jornada Diocesana da Juventude a realizar no próximo mês de Maio em Tarouca, agradecendo a Deus a oportunidade proporcionada neste encontro e invocando a orientação e alento de Maria, a Mãe da Misericórdia.

Que nesta Quaresma todos nos sintamos «chamados à misericórdia e ao perdão».

Pela  equipa, Simone,

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Seminário de Resende: Festa de Nossa Senhora de Lourdes | 2016

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Como é já tradição do Seminário Menor de Resende, realizou-se no passado dia 13 de fevereiro a festa de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira do Seminário.

Dado que este ano se celebra a Misericórdia, o tema central do dia foi precisamente esse. Assim a conferência do Pe. António Jorge, mais conhecido por Padre Tó-Jó, Reitor do Seminário Maior de Viseu, que abriu o dia, incidiu sobre o lema do atual ano letivo no seminário, “Discípulos da Misericórdia”. A palestra frisou diversos pontos relativos à Misericórdia de Deus e do seu rosto, que se tornou concreto em Cristo, e do rosto de Maria, assim como a importância da mesma nas nossas vidas, nomeadamente na caminhada vocacional.

De seguida celebrou-se a Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo Emérito de Lamego, D. Jacinto Botelho, e concelebrada por vários sacerdotes, entre eles alguns párocos dos seminaristas.

No final da celebração foi inaugurada uma imagem em granito de Nossa Senhora de Lourdes que vem presidir ao átrio do Seminário.

Foi servido, então, o almoço aos convidados, que no final foram brindados com uma atuação da Afontuna, a tuna do Externato D. Afonso Henriques (Resende). O programa do dia não esqueceu a parte recreativa, já que, à tarde, os seminaristas, párocos, pais e outros familiares tiveram oportunidade de participar num jogo de futebol. Por fim, o dia terminou com uma oração mariana em que as mães fizeram um ato de consagração dos seminaristas a Nossa Senhora.

Um olhar é quanto baste

Para a alguém conhecer.

Um olhar é muito pouco,

Mas é muito se acontecer.

É um momento singular.

São vidas em segundos

Vividas sem reparar

Que não passam do olhar

Visitado por nós, a fundo.

Há olhares que cativam.

Fascinam, prendendo a atenção.

Esses correm apressadamente

Diretos ao nosso coração.

Por vezes, entram honestos.

Outras vezes nos mentindo.

Assim, uns connosco ficam.

Os outros se desvanecem

Depois de uma eternidade ferindo.

Estes são os olhares que magoam

E atacam sem remorso algum.

Que olham de lado e destroem

Cada pedaço do que somos

Partindo-os um a um.

Aí, há os olhos que choram…

Todos os olhos choram…

Eles choram pois têm almas

Que passam vidas sofridas.

Então tornam-se em fontes

De água para curar as feridas

Que, sentidas, para sempre marcam.

Por fim há o olhar que vê

Enchendo-se de luz, maravilhoso.

Repleto de amor e de claridade

Olha para todos, misericordioso.

Neste não há lágrimas,

Não há violência,

Não há falsidade.

É maior do que todos,

Não se impõe

E transborda felicidade.

E mesmo que tudo desapareça,

O mundo acabe, se desvaneça,

Este olhar permanecerá.

Um olhar é quanto baste

Para a alguém conhecer.

Um olhar é muito pouco,

Mas é muito se acontecer.

É todo um tempo singular

Na nossa vida, que é um segundo

E vivemos sem reparar

Nesse constante e atento olhar

Que nos conhece até ao fundo.

Nunca nos vai desamparar

Esse olhar que não some.

Por Deus se pode conhecer

Mas Misericórdia é o seu nome.

Ilídio M. C. Ferreira, Seminarista do 12º ano

 in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Jornada Diocesana de Oração e Reflexão

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No dia 13 de Fevereiro decorreu no Seminário de Lamego, a Jornada Diocesana de Oração e Reflexão sob o tema: “Misericordiosos como o Pai – do coração de Deus ao coração do Homem”, onde estiveram perto de setenta pessoas de diversas paróquias.

Estando em curso o Ano Santo da Misericórdia, toda a envolvência temática se centrou na Misericórdia que, em forma de Oração e Meditação, realizada na Capela, levou os participantes a percorrer um caminho de interioridade, de descoberta do sentido de vida para perceber, através de textos bíblicos, a verdade do mundo de hoje que anseia formas de Esperança e Amor numa época conturbada de conflitos e falta de caridade.

Em verdadeiro espírito de oração, tudo foi rezado e meditado de forma profunda e intima, para que cada um descubra o valor da Misericórdia e que seja testemunha perante os irmãos.

Após o almoço a vertente prática da vivência do Ano Santo foi o tema que permitiu dar a perceber a forma prática de pôr em ação a Misericórdia divina.

I.G.,  in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

O ANO DA VIDA CONSAGRADA NA DIOCESE DE LAMEGO

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O ANO DA VIDA CONSAGRADA NA DIOCESE DE LAMEGO

Ser sempre amor em cada dia, ao Teu dispor (1)

O Ano da Vida Consagrada – caminho precioso e abençoado – atravessou o seu zénite, enquanto as vozes dos consagrados e das consagradas de todas as partes do mundo exprimem a alegria da vocação e a fidelidade à sua identidade na Igreja, testemunhada às vezes até ao martírio. (…) O papa Francisco chama-nos, com solicitude, a dirigirmos o olhar da nossa vida para Jesus, mas também a deixarmo-nos olhar por Ele, a fim de “redescobrir, cada dia, que somos depositários de um bem que humaniza, que ajuda a levar uma vida nova”. Convida-nos a exercitar o olhar do coração porque “o amor autêntico é sempre contemplativo” (2). (…) Somos convidados, portanto, para um caminho harmonioso que saiba fundir o verdadeiro, o bem, o belo, lá onde algumas vezes parece que o dever, como ética mal entendida, assuma o controlo. (…) a ler dentro das coisas (3), à meditação, para realizar “a obra da arte escondida que é a história de cada um com Deus e com os irmãos, na alegria e no afã de seguir Jesus Cristo na quotidianidade da existência”(4).

A CIRP/CNISP – Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal/Conferência Nacional dos Institutos Seculares em Portugal – nacional, a equipa da CIRP/CNISP diocesana, pelos seus estatutos, deve estimular os Institutos de Vida Consagrada à integração na pastoral diocesana, procurar a animação espiritual dos consagrados e incrementar as relações entre os diversos Institutos existentes na diocese, contribuindo assim para esta “Beleza suprema” de que a Vida Consagrada deve dar testemunho.

O Ano da Vida Consagrada, na nossa diocese, iniciou com a renovação deste secretariado diocesano, que integrou novos elementos. Esta equipa foi muito bem acolhida pelos consagrados e não só, o que se manifestou na activa colaboração de todos com a equipa, nas suas iniciativas, ao longo do ano.

Foi no encontro do Senhor Bispo D. António Couto com os consagrados das comunidades das paróquias de Lamego, a 05.03.2015, no âmbito da sua visita pastoral ao arciprestado, que foi feita à equipa a proposta de se elaborar um desdobrável com informações sobre o carisma de cada Instituto existente na diocese, uma frase dos fundadores, a missão e os contactos, para ser distribuído pelos jovens e pelas paróquias durante o Ano da Vida Consagrada. Ler mais…

Filhas de São Camilo e o Jubileu da Misericórdia

Filhas de S Camilo

Dia 2 de Fevereiro de 2016  pelas 10 horas no nosso Centro Social Filhas de São Camilo, celebrou-se a Eucaristia de uma forma muito especial, dedicando-a a Nossa Senhora das Candeias, também conhecida pela Nossa Senhora Candelária, liturgicamente festa da Apresentação do Senhor.  Durante a Eucaristia realizou-se a procissão das velas em volta da capela, com a participação calorosa dos utentes, funcionários e amigos do Centro Social. A Eucaristia celebrada pelo capelão Sr. Padre Domingos e concelebrada pelo Monsenhor Germano foi animada pelo coro da casa.

No mesmo dia comemora-se também duas memórias camilianas: A conversão de São Camilo, aos 25 anos, em 1575, e a Fundação da Congregação das Filhas de São Camilo, que teve como Fundadores o Beato Padre Luiz Tezza e a Beata Josefina Vannini, em 2 de Fevereiro de 1892.

Abre-se portanto este ano em preparação para os 125.º Ano de Fundação, em 2017, em consonância perfeita com o Ano Santo da Misericórdia sendo o carisma próprio desta Congregação testemunhar o amor  misericordioso de Jesus para com os doentes.

A festa continuou após o almoço com a visita de um grupo de utentes à Catedral para obter as indulgências deste ano de graça.

Que do céu São Camilo, e os Bem-aventurados Fundadores intercedam por nós e em especial pelos doentes e idosos da nossa cidade.

Diz o povo: “Se a Nossa Senhora das Candeias estiver a rir está o Inverno para vir, se estiver a chorar está o Inverno a passar”, ou seja, a presença de um dia solarengo pode ser mau presságio pois tal significa que ainda temos mais uns tempos de invernia.

Uma colaboradora, in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

COMUNICADO DO CONSELHO DE PRESBÍTEROS

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Os membros do Conselho de Presbíteros da Diocese de Lamego reuniram, no passado dia doze de fevereiro, na Casa de São José, sob a presidência do senhor Bispo D. António Couto.

A reunião começou com a oração da Hora Intermédia. Depois, o senhor Bispo fez uma introdução aos trabalhos, estruturada em três pontos: de saudação aos presentes, sublinhando a representatividade de todos em relação ao todo do clero e dos leigos, para refletirem sobre as realidades da Diocese e para serem mensageiros de comunhão entre os cristãos que estão perto ou mais distantes, mas todos à espera do testemunho da Palavra de Deus, servida com abundância, por palavras e por obras; de exortação, para que se vença a tentação do comodismo, de modo a sermos uma Igreja missionária, aberta e disponível para ir ao encontro dos irmãos que se afastaram do nosso convívio; de proposta, em ordem à criação de uma estrutura ou centro de dinamização pastoral que receba, forme e envie agentes pastorais das nossas comunidades paroquiais.

Depois das formalidades próprias destas reuniões, passou-se à recolha de sugestões sobre o tema, a periodicidade e as modalidades da formação contínua do Clero Diocesano, alargando-se este ponto à auscultação de propostas de formação dos agentes de ação pastoral. Momento enriquecido pelas muitas indicações que foram dadas, e que serão trabalhadas, no futuro, para a criação de formatos que respondam às necessidades e anseios de sacerdotes e leigos.

Seguiu-se um tempo de partilha de experiências de âmbito arciprestal e paroquial sobre a vivência do Ano Santo da Misericórdia e propostas de dinâmicas pastorais a implementar a nível da Diocese, de Arciprestado e de Zonas Pastorais. Os representantes dos arciprestados deram a conhecer as atividades e iniciativas já realizadas ou em programa de futuro, havendo ainda a partilha livre de experiências concretizadas ou projetadas a nível paroquial. Aqui, dar eco ao apelo do Diretor do Jornal Voz de Lamego para que se divulgue, neste órgão de comunicação diocesano, as realizações do Ano da Misericórdia que se vão concretizando em todos os espaços e tempos de intervenção pastoral.

Por último, falou-se do património imobiliário da Diocese. Fez-se como que uma radiografia de cada um dos imóveis, o ponto de situação do que está a acontecer em cada uma destas realidades, a sua finalidade, as funções e o papel que têm nas estruturas materiais e pastorais da Diocese. Surgiram algumas posições, umas mais solidificadas outras em estudo, em ordem a dinamizar ou a repensar a ocupação e utilização desses bens.

O senhor Bispo encerrou os trabalhos, dirigindo uma palavra de agradecimento a todos, pela presença e compromisso pastoral.

Secretariado do Conselho de Presbíteros,

 in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Sernancelhe e Sarzeda com novos Párocos

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A paróquia de Sernancelhe acolheu, no passado domingo, os seus novos párocos, Pe. Carlos Carvalho e Pe. Francisco Marques. Os novos responsáveis desta paróquia sucedem assim a Mons. Cândido Azevedo, falecido há dois meses. Também a paróquia de Sarzeda acolheu o seu novo pároco, Pe. Guilherme Pinto que ali já celebrava há algum tempo, ficando agora oficializada a sua nomeação. Presidiu às cerimónias de tomada de posse e às celebrações eucarísticas Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário geral.

Sernancelhe

Ao final da manhã, acompanhados pela neve que caía com pouca intensidade, chegaram os novos párocos, a quem os fiéis saudaram alegremente, entregando-lhes flores. O Pe. Carlos e o Pe. Francisco são conhecidos por estas terras, já que são párocos da Beselga há perto de 30 anos, bem como de outras paróquias ali à volta, nomeadamente Seixo.

Na homilia, antes da qual foi lida a Provisão de nomeação feita por D. António Couto, Mons. Joaquim Dias Rebelo falou das tentações que Jesus sofreu e que continuam na vida dos fiéis. A missão de cada um é enfrentar o mal e descobrir caminhos novos. Depois falou dos novos párocos, de quem disse que vinham “trazer notícias de Deus”, convidando todos a acolhe-los e a estimá-los. E agradeceu o trabalho e dedicação de Mons. Cândido Azevedo que, ao longo de 39 anos, foi pároco de Sernancelhe e que fez questão de permanecer até ao fim. Agradeceu também aos sacerdotes que acompanharam a paróquia nos últimos dois meses e a todos os fiéis que, neste período, sempre estiveram persentes.

A propósito dos novos párocos e das diversas paróquias que já tinham, o nosso Vigário geral enalteceu a sua pronta disponibilidade diante do pedido do Sr. Bispo, garantindo que vão gostar de todos, sem deixar de gostar de todos os paroquianos que já tinham, “vão dedicar-se a esta com a mesma alegria que os acompanha nas outras”. E convidou todos os fiéis a assumirem a paróquia como algo de todos e a Igreja como “um nós”.

Antes da bênção final, o Pe. Carlos tomou a palavra para saudar, em nome dos dois, os novos paroquianos, afirmando-se disponível para servir e abraçar o novo desafio com total humildade, conscientes das dificuldades. Referindo-se ao texto evangélico do dia e às tentações ali descritas, afirmou que a missão dos novos párocos procurará dar a conhecer o verdadeiro pão (Cristo), fazendo do serviço atento a sua maneira de estar, tratando todos com a mesma disponibilidade e sem qualquer pretensão a uma fama passageira, já que “Jesus Cristo é o centro da nossa vida”.

Sarzeda

Neste mesmo dia, mas ao princípio da tarde, também a paróquia de Santa Luzia de Sarzeda, escutou a leitura da Provisão de nomeação do Pe. Guilherme como seu novo pároco. Ao longo dos últimos meses tinha já assumido a missão de acompanhar estes fiéis, pelo que a sua nomeação a ninguém surpreendeu.

Mons. Dias Rebelo enalteceu a sua disponibilidade para acompanhar esta paróquia, deslocando-se do Souto, onde reside. Não havendo padres disponíveis, o Pe. Guilherme aceitou esta missão. Porque é “um sacerdote dedicado à Igreja e disponível para ajudar. E convidou todos os paroquianos a participarem activamente na vida da paróquia, colaborando com o novo pároco, já que na Igreja todos são actores e não expectadores. A esse propósito citou o Papa Francisco que não cessa de apelar a uma “Igreja em saída” para marcar este tempo e encontrar todos.

O novo pároco também tomou a palavra para reafirmar a sua disponibilidade para servir todos, prontificando-se a estar presente e a acompanhar todos, apesar dos quase 80 anos que já conta.

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

ENCONTRO ECUMÉNICO | Editorial Voz de Lamego | 16 de fevereiro

12/02/2016- Havana, Cuba- Encuentro de Francisco y Kirill en La Habana. Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

Havana, Cuba – Encontro de Francisco e Kirill

A edição desta semana da Voz de Lamego é publicada no decorrer da Viagem Apostólica do Papa Francisco ao México, tendo feito escala em Cuba, onde se encontrou com o Patriarca ortodoxo Cirilo, de Moscovo. É a partir deste encontro que o Pe. Joaquim Dionísio reflete connosc

o sobre o ecumenismo, com a força primeira na oração, respondendo à própria oração de Jesus: “Que todos sejam Um”.

Muitos outros motivos há para ler o Jornal da Diocese de Lamego, notícias da diocese, encontros de formação, festa do Seminário de Resende, a vivência do Ano de Vida Consagrada na Diocese, mensagem da Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego para a Semana Nacional Cáritas, entrada dos novos párocos de Sernancelhe e Sarzeda; notícias da Diocese e da Região, e diferentes reflexões. Boa leitura e continuação de boa semana.

ENCONTRO ECUMÉNICO

A ilha de Cuba foi o local escolhido para um encontro histórico e ecuménico entre o Papa Francisco e o Patriarca ortodoxo Cirilo, de Moscovo. O Espírito continua a surpreender quando o homem se deixa surpreender!

A oração do Senhor pela unidade dos seus discípulos não privou estes da liberdade e de opções contrárias à unidade querida. Já S. Paulo condenava as divisões na comunidade cristã de Corinto e são vários os relatos de cismas ao longo da história da Igreja, alguns causados por heresias e outros por questões disciplinares (desobediência). Quem não se lembra do cisma provocado pelos seguidores de Mons. Lefebvre ao recusarem as reformas do concílio Vaticano II?

Apesar da excomunhão mútua (Roma e Constantinopola) ter acontecido em 1054, a verdade é que a separação foi consequência de um processo que se arrastou por vários séculos. O imperador Justiniano (527-565) organizou a Igreja em cinco “patriarcados”: Roma, Constantinopola, Alexandria, Antioquia e Jerusalém. Mas já antes, no termo do Concílio de Calcedónia (451), se haviam reconhecido à Igreja de Constantinopola os mesmos direitos que à Igreja de Roma, num decreto que o Papa nunca ratificou. Mas a liturgia e o direito evoluíram de modo diferente entre gregos e latinos, a que se juntaram algumas questões teológicas (filioque) e outras mais terrenas (políticas). A ideia de separação foi crescendo e consumou-se com o Patriarca Miguel Cerulário.

O afastamento cresceu e a própria Igreja do Oriente se desmembrou em Igrejas autocéfalas (russa, sérvia, grega, búlgara…), não reconhecendo nenhuma delas outra autoridade senão a do seu chefe. E foi com o Patriarca de uma destas Igrejas, a da Rússia que o Papa se encontrou.

O encontro permite manter viva a esperança de uma unidade possível e desejada, obedecendo ao Senhor: “Que todos sejam um”.

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016