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DIA DIOCESANO DE CATEQUISTAS | 20 de fevereiro

IMG_1534No passado dia 20 de fevereiro, no Centro Pastoral de Almacave – Lamego, realizou-se o encontro diocesano de catequistas da diocese de Lamego. Este ano, como estamos a viver o Ano Jubilar da Misericórdia, os catequistas tiveram a oportunidade de refletir sobre a sensibilidade que todo o cristão deve ter para com o seu próximo, para assim poder fazer a experiência da Misericórdia.

Assim, o encontro começou pelas 10h00 com a oração da manhã. Após termos louvado o Senhor, iniciamos a reflexão orientada pelo Sr. D. António Couto, Bispo da nossa diocese. O Sr. Bispo começou por realçar a importância do testemunho e ação eclesial do catequista.

Partindo do capitulo 2 do Livro de Daniel – história do sonho do rei Nabucodonosor – o Sr. Bispo, através da imagem da estátua com cabeça de ouro, braços e tronco de prata, ventre e coxas de bronze, pernas de ferro e pés de barro, apontou as imperfeições que compõem o homem da sociedade do nosso tempo: cabeça de ouro símbolo de poder, ambição, importância, orgulho, opulência, dinheiro, lucro; peito e braços de prata: sinal de sedução, luxo, prazer, vaidade; ventre e coxas de bronze e pernas de ferro: representam a guerra e a violência; pés de barro: mostram a inutilidade. Se a sociedade é imperfeita e não serve para nada, o que fazer? Mudar o material da estátua! Assim, na cabeça devemos colocar bom senso, grandes ideais, usar os olhos para vez a Beleza, usar o ouvidos para ouvirmos o Bem, o ar que nos entra pelo nariz é de todos e isso é sinal de fraternidade, usar a boca para comunicarmos – encontro com o outro. Devemos substituir a prata do peito e braços por um coração sensível, braços capazes de acolher, mãos abertas para poderem dar e receber. No ventre, coxas e pernas de ferro, devemos dar lugar à Misericórdia. Sendo o ventre humano um  lugar frágil, não tem osso que o protege e psicologicamente é aí que sentimos de imediato as noticias alegres ou tristes, é aí que despertamos para a  Misericórdia. É aí que sentimos o desejo da experiência da Misericórdia. Devemo-nos deixar tomar pela sensibilidade que nos vem de Deus, para que esta agite o nosso ventre e sejamos levados a agir já, no imediato, ao encontro do nosso próximo e usar a Misericórdia para com ele. Desta forma, como catequistas que somos, o Sr. Bispo desafiou-nos a tornar os catequizandos que nos são confiados a serem mais sensíveis, a estarem aptos a serem invadidos pela Misericórdia, a fim de poderem agir já, no imediato, ao encontro daqueles que mais precisam.

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Após um pequeno intervalo, com a ajuda do Sr. Pe. Filipe, refletimos sobre os fundamentos bíblicos e implicações no quotidiano do cristão sobre as 14 obras de misericórdia: 7 corporais e 7 espirituais.

Durante a tarde tivemos a oportunidade de fazer a peregrinação à Porta Santa da Catedral de Lamego. Assim, encontramo-nos pelas 14h30 na Capela do Espírito Santo e fomos em caminhada de oração e contemplação até a Catedral. Aí, associamo-nos a um grupo do 1º ano  de catequese da paróquia da Sé e juntos celebramos, rezamos e passamos a Porta Santa.  Na Catedral tivemos a oportunidade de observar pinturas em tela das 14 obras de misericórdia que se encontram no coro alto da Catedral.

Foi um encontro muito positivo graças aos momentos de oração, reflexão e convívio que permitiu partilha de experiências e de saberes entre todos os que participaram.

Em nome de todos os presentes neste encontro, agradecemos de uma forma especial ao Sr. Bispo, D. António Couto, pelas belas palavras que nos dirigiu. Agradecemos, também,  ao departamento diocesano da catequese, na pessoa do Sr. Pe. Filipe Rosa, todo o empenho e dedicação para que este dia tenha sido muito edificante.

Margarida Pereira | Isabel Pereira | Amália Fraga | Ibráulia Branco | António Luís

Catequistas da Paróquia de Cinfães, in Voz de Lamego, ano 86/14, n.º 4351, 23 de fevereiro de 2016

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