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DEBATE SOBRE EUTANÁSIA | Editorial Voz de Lamego | 23 de fevereiro

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Nos últimos dias têm-se acentuado o debate (ou a falta dele) sobre a Eutanásia, pelo que a Voz de Lamego não fica indiferente a uma reflexão que muitos querem que termine antes de começar, usando a eleição representativa para impor aos outros leis que em sufrágio não atingiram votos para serem validadas, mas agrupando com outros também eleitos, ainda que não tenham apresentado programas eleitorais que previssem a produção de leis em ordem a facilitar a Eutanásia.

O Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, propõe esta reflexão, lembrando-nos o caminho perigoso de expandirmos a cultura da morte ao invés de anunciarmos e vivermos o Evangelho da Vida.

Muitos outros temas se podem encontrar na edição da Voz de Lamego, que tem como destaque de capa o Dia Diocesano de Catequistas e a Semana Nacional Cáritas (21 a 28 de fevereiro).

Boa leitura.

DEBATE SOBRE EUTANÁSIA 

O debate sobre a eutanásia está lançado e as opiniões já começaram a fazer-se ouvir. Numa sociedade cada vez mais velha e cansada, onde só a eficácia conta e os mais débeis são deixados sós e para trás, o assunto era inevitável e fará parte dos chamados “temas fracturantes” que alguns agentes políticos elevaram a “essenciais”.

Neste caso, trata-se da tentação de apoderar-se da morte, provocando-a antes do tempo e pondo fim “docemente” à vida própria ou alheia. Nas palavras de João Paulo II, “Por eutanásia, em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma acção ou uma omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objectivo de eliminar o sofrimento. A eutanásia situa-se, portanto, no plano das intenções e no plano dos métodos utilizados” (O Evangelho da vida, n.º 65).

A pressão mediática será muita e talvez se consiga um referendo, mas, mais tarde ou mais cedo, lá será aprovado mais esse “avanço civilizacional”.

A propósito da dignidade humana, artigos de opinião vão aparecer, relatos emocionados terão destaque e o exemplo de outros países será divulgado. E o que é isso de direito a morrer com dignidade? O ser humano doente já não tem dignidade quando perde a esperança? Ou será que a dignidade depende do reconhecimento alheio?

Com um tema tão grave e complexo será suficiente ficar-se pela opinião ou será importante promover o debate? E será que se poderá procurar a verdade privilegiando o registo emocional?

Por outro lado, será que esta é mais uma decisão de uma sociedade que tenta, aos poucos, retirar da vida humana tudo o que é demasiado duro para ser assumido? Não estaremos a testemunhar a tentativa de se apresentar como um bem aquilo que objectivamente é um drama?

in Voz de Lamego, ano 86/14, n.º 4351, 23 de fevereiro de 2016

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