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JUBILEU DA MISERICÓRDIA: Reconciliação

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Um dos capítulos do Catecismo da Igreja Católica (CIC) é dedicado aos “sacramentos da cura”: Penitência/Reconciliação (1422 – 1498) e Unção dos Enfermos (1499 – 1532). No âmbito do Ano da Misericórdia e na proximidade da celebração destes sacramentos, será sempre útil reler, individualmente ou em grupo, e divulgar tais parágrafos, não apenas para conhecer a doutrina da Igreja, mas também para melhor preparar a sua celebração.

O Papa Bento XVI, no Discurso à Penitenciária Apostólica, em 9 de Março de 2012, afirmou o seguinte: “O sacramento da Reconciliação, que se inspira numa consideração da condição existencial pessoal concreta, contribui de modo singular para aquela ‘abertura do coração’ que permite dirigir o olhar para Deus a fim de que entre na vida. A certeza de que Ele está próximo e, na sua misericórdia, atende o homem, mesmo o envolvido no pecado, para curar as suas enfermidades com a graça do sacramento da Reconciliação, é sempre uma luz de esperança para o mundo”.

A consciência do pecado que leva ao reconhecimento da culpa é condição sine qua non para pedir e esperar o perdão. E aqui se encontra uma das dificuldades experimentadas neste ambiente pouco sensível ao uso da consciência: humildade para se reconhecer pecador e coragem para pedir perdão.

Deixando para outro dia a referência às dificuldades que podem ser encontradas na vivência deste sacramento, a partir da leitura de algumas páginas do livro “A confissão – Sacramento da Misericórdia”, do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (pp.16-21), poder-se-ia antes, neste breve texto, sublinhar diferentes realidades experimentadas por aqueles que se abeiram deste sacramento:

– Gratuidade. O perdão de Deus não pode ser adquirido, mas só implorado e recebido. Nesse sentido, o pecador está diante de um dom que o levará à gratidão;

– Luz. A misericórdia não é um vago sentimento que se instala e recebendo a remissão dos pecados, o homem é iluminado com a luz de Deus e torna-se capaz de ver o caminho e descobrir o sentido;

– Verdade. A súplica do perdão dirigida a Deus mantém vigilante a consciência do cristão sobre a verdade da sua condição pecadora. Tal como nos disse S. Paulo, não basta querer fazer o bem para evitar o mal. Atenção e vigilância nunca serão demais;

– Regeneração. Este sacramento renova a graça do Baptismo e consagra no caminho pessoal e eclesial de conversão. Trata-se de um sacramento de cura que acompanha na sequela de Cristo, amparando quem está marcado pela fragilidade e debilidade;

– Comunhão. O perdão oferecido por Deus nunca é uma realidade puramente individualista. O perdão de Deus é recebido no seio e mediante a Igreja. A reconciliação aviva a comunhão da comunidade. O eu do crente é inseparável do nós da comunidade;

– Admiração. Em Cristo, a revelação do pecado e do seu mistério individual e colectivo não pode ser separada da salvação que Cristo nos oferece. O cristão não teme tomar consciência pessoal do pecado e dele se confessar, porque está seguro da sua salvação. Nesse sentido, a par da confissão do pecado há lugar para a admiração agradecida.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

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