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ENCONTRO ECUMÉNICO | Editorial Voz de Lamego | 16 de fevereiro

12/02/2016- Havana, Cuba- Encuentro de Francisco y Kirill en La Habana. Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

Havana, Cuba – Encontro de Francisco e Kirill

A edição desta semana da Voz de Lamego é publicada no decorrer da Viagem Apostólica do Papa Francisco ao México, tendo feito escala em Cuba, onde se encontrou com o Patriarca ortodoxo Cirilo, de Moscovo. É a partir deste encontro que o Pe. Joaquim Dionísio reflete connosc

o sobre o ecumenismo, com a força primeira na oração, respondendo à própria oração de Jesus: “Que todos sejam Um”.

Muitos outros motivos há para ler o Jornal da Diocese de Lamego, notícias da diocese, encontros de formação, festa do Seminário de Resende, a vivência do Ano de Vida Consagrada na Diocese, mensagem da Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego para a Semana Nacional Cáritas, entrada dos novos párocos de Sernancelhe e Sarzeda; notícias da Diocese e da Região, e diferentes reflexões. Boa leitura e continuação de boa semana.

ENCONTRO ECUMÉNICO

A ilha de Cuba foi o local escolhido para um encontro histórico e ecuménico entre o Papa Francisco e o Patriarca ortodoxo Cirilo, de Moscovo. O Espírito continua a surpreender quando o homem se deixa surpreender!

A oração do Senhor pela unidade dos seus discípulos não privou estes da liberdade e de opções contrárias à unidade querida. Já S. Paulo condenava as divisões na comunidade cristã de Corinto e são vários os relatos de cismas ao longo da história da Igreja, alguns causados por heresias e outros por questões disciplinares (desobediência). Quem não se lembra do cisma provocado pelos seguidores de Mons. Lefebvre ao recusarem as reformas do concílio Vaticano II?

Apesar da excomunhão mútua (Roma e Constantinopola) ter acontecido em 1054, a verdade é que a separação foi consequência de um processo que se arrastou por vários séculos. O imperador Justiniano (527-565) organizou a Igreja em cinco “patriarcados”: Roma, Constantinopola, Alexandria, Antioquia e Jerusalém. Mas já antes, no termo do Concílio de Calcedónia (451), se haviam reconhecido à Igreja de Constantinopola os mesmos direitos que à Igreja de Roma, num decreto que o Papa nunca ratificou. Mas a liturgia e o direito evoluíram de modo diferente entre gregos e latinos, a que se juntaram algumas questões teológicas (filioque) e outras mais terrenas (políticas). A ideia de separação foi crescendo e consumou-se com o Patriarca Miguel Cerulário.

O afastamento cresceu e a própria Igreja do Oriente se desmembrou em Igrejas autocéfalas (russa, sérvia, grega, búlgara…), não reconhecendo nenhuma delas outra autoridade senão a do seu chefe. E foi com o Patriarca de uma destas Igrejas, a da Rússia que o Papa se encontrou.

O encontro permite manter viva a esperança de uma unidade possível e desejada, obedecendo ao Senhor: “Que todos sejam um”.

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

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