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Archive for 17/02/2016

COMUNICADO DO CONSELHO DE PRESBÍTEROS

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Os membros do Conselho de Presbíteros da Diocese de Lamego reuniram, no passado dia doze de fevereiro, na Casa de São José, sob a presidência do senhor Bispo D. António Couto.

A reunião começou com a oração da Hora Intermédia. Depois, o senhor Bispo fez uma introdução aos trabalhos, estruturada em três pontos: de saudação aos presentes, sublinhando a representatividade de todos em relação ao todo do clero e dos leigos, para refletirem sobre as realidades da Diocese e para serem mensageiros de comunhão entre os cristãos que estão perto ou mais distantes, mas todos à espera do testemunho da Palavra de Deus, servida com abundância, por palavras e por obras; de exortação, para que se vença a tentação do comodismo, de modo a sermos uma Igreja missionária, aberta e disponível para ir ao encontro dos irmãos que se afastaram do nosso convívio; de proposta, em ordem à criação de uma estrutura ou centro de dinamização pastoral que receba, forme e envie agentes pastorais das nossas comunidades paroquiais.

Depois das formalidades próprias destas reuniões, passou-se à recolha de sugestões sobre o tema, a periodicidade e as modalidades da formação contínua do Clero Diocesano, alargando-se este ponto à auscultação de propostas de formação dos agentes de ação pastoral. Momento enriquecido pelas muitas indicações que foram dadas, e que serão trabalhadas, no futuro, para a criação de formatos que respondam às necessidades e anseios de sacerdotes e leigos.

Seguiu-se um tempo de partilha de experiências de âmbito arciprestal e paroquial sobre a vivência do Ano Santo da Misericórdia e propostas de dinâmicas pastorais a implementar a nível da Diocese, de Arciprestado e de Zonas Pastorais. Os representantes dos arciprestados deram a conhecer as atividades e iniciativas já realizadas ou em programa de futuro, havendo ainda a partilha livre de experiências concretizadas ou projetadas a nível paroquial. Aqui, dar eco ao apelo do Diretor do Jornal Voz de Lamego para que se divulgue, neste órgão de comunicação diocesano, as realizações do Ano da Misericórdia que se vão concretizando em todos os espaços e tempos de intervenção pastoral.

Por último, falou-se do património imobiliário da Diocese. Fez-se como que uma radiografia de cada um dos imóveis, o ponto de situação do que está a acontecer em cada uma destas realidades, a sua finalidade, as funções e o papel que têm nas estruturas materiais e pastorais da Diocese. Surgiram algumas posições, umas mais solidificadas outras em estudo, em ordem a dinamizar ou a repensar a ocupação e utilização desses bens.

O senhor Bispo encerrou os trabalhos, dirigindo uma palavra de agradecimento a todos, pela presença e compromisso pastoral.

Secretariado do Conselho de Presbíteros,

 in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Sernancelhe e Sarzeda com novos Párocos

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A paróquia de Sernancelhe acolheu, no passado domingo, os seus novos párocos, Pe. Carlos Carvalho e Pe. Francisco Marques. Os novos responsáveis desta paróquia sucedem assim a Mons. Cândido Azevedo, falecido há dois meses. Também a paróquia de Sarzeda acolheu o seu novo pároco, Pe. Guilherme Pinto que ali já celebrava há algum tempo, ficando agora oficializada a sua nomeação. Presidiu às cerimónias de tomada de posse e às celebrações eucarísticas Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário geral.

Sernancelhe

Ao final da manhã, acompanhados pela neve que caía com pouca intensidade, chegaram os novos párocos, a quem os fiéis saudaram alegremente, entregando-lhes flores. O Pe. Carlos e o Pe. Francisco são conhecidos por estas terras, já que são párocos da Beselga há perto de 30 anos, bem como de outras paróquias ali à volta, nomeadamente Seixo.

Na homilia, antes da qual foi lida a Provisão de nomeação feita por D. António Couto, Mons. Joaquim Dias Rebelo falou das tentações que Jesus sofreu e que continuam na vida dos fiéis. A missão de cada um é enfrentar o mal e descobrir caminhos novos. Depois falou dos novos párocos, de quem disse que vinham “trazer notícias de Deus”, convidando todos a acolhe-los e a estimá-los. E agradeceu o trabalho e dedicação de Mons. Cândido Azevedo que, ao longo de 39 anos, foi pároco de Sernancelhe e que fez questão de permanecer até ao fim. Agradeceu também aos sacerdotes que acompanharam a paróquia nos últimos dois meses e a todos os fiéis que, neste período, sempre estiveram persentes.

A propósito dos novos párocos e das diversas paróquias que já tinham, o nosso Vigário geral enalteceu a sua pronta disponibilidade diante do pedido do Sr. Bispo, garantindo que vão gostar de todos, sem deixar de gostar de todos os paroquianos que já tinham, “vão dedicar-se a esta com a mesma alegria que os acompanha nas outras”. E convidou todos os fiéis a assumirem a paróquia como algo de todos e a Igreja como “um nós”.

Antes da bênção final, o Pe. Carlos tomou a palavra para saudar, em nome dos dois, os novos paroquianos, afirmando-se disponível para servir e abraçar o novo desafio com total humildade, conscientes das dificuldades. Referindo-se ao texto evangélico do dia e às tentações ali descritas, afirmou que a missão dos novos párocos procurará dar a conhecer o verdadeiro pão (Cristo), fazendo do serviço atento a sua maneira de estar, tratando todos com a mesma disponibilidade e sem qualquer pretensão a uma fama passageira, já que “Jesus Cristo é o centro da nossa vida”.

Sarzeda

Neste mesmo dia, mas ao princípio da tarde, também a paróquia de Santa Luzia de Sarzeda, escutou a leitura da Provisão de nomeação do Pe. Guilherme como seu novo pároco. Ao longo dos últimos meses tinha já assumido a missão de acompanhar estes fiéis, pelo que a sua nomeação a ninguém surpreendeu.

Mons. Dias Rebelo enalteceu a sua disponibilidade para acompanhar esta paróquia, deslocando-se do Souto, onde reside. Não havendo padres disponíveis, o Pe. Guilherme aceitou esta missão. Porque é “um sacerdote dedicado à Igreja e disponível para ajudar. E convidou todos os paroquianos a participarem activamente na vida da paróquia, colaborando com o novo pároco, já que na Igreja todos são actores e não expectadores. A esse propósito citou o Papa Francisco que não cessa de apelar a uma “Igreja em saída” para marcar este tempo e encontrar todos.

O novo pároco também tomou a palavra para reafirmar a sua disponibilidade para servir todos, prontificando-se a estar presente e a acompanhar todos, apesar dos quase 80 anos que já conta.

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

ENCONTRO ECUMÉNICO | Editorial Voz de Lamego | 16 de fevereiro

12/02/2016- Havana, Cuba- Encuentro de Francisco y Kirill en La Habana. Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

Havana, Cuba – Encontro de Francisco e Kirill

A edição desta semana da Voz de Lamego é publicada no decorrer da Viagem Apostólica do Papa Francisco ao México, tendo feito escala em Cuba, onde se encontrou com o Patriarca ortodoxo Cirilo, de Moscovo. É a partir deste encontro que o Pe. Joaquim Dionísio reflete connosc

o sobre o ecumenismo, com a força primeira na oração, respondendo à própria oração de Jesus: “Que todos sejam Um”.

Muitos outros motivos há para ler o Jornal da Diocese de Lamego, notícias da diocese, encontros de formação, festa do Seminário de Resende, a vivência do Ano de Vida Consagrada na Diocese, mensagem da Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego para a Semana Nacional Cáritas, entrada dos novos párocos de Sernancelhe e Sarzeda; notícias da Diocese e da Região, e diferentes reflexões. Boa leitura e continuação de boa semana.

ENCONTRO ECUMÉNICO

A ilha de Cuba foi o local escolhido para um encontro histórico e ecuménico entre o Papa Francisco e o Patriarca ortodoxo Cirilo, de Moscovo. O Espírito continua a surpreender quando o homem se deixa surpreender!

A oração do Senhor pela unidade dos seus discípulos não privou estes da liberdade e de opções contrárias à unidade querida. Já S. Paulo condenava as divisões na comunidade cristã de Corinto e são vários os relatos de cismas ao longo da história da Igreja, alguns causados por heresias e outros por questões disciplinares (desobediência). Quem não se lembra do cisma provocado pelos seguidores de Mons. Lefebvre ao recusarem as reformas do concílio Vaticano II?

Apesar da excomunhão mútua (Roma e Constantinopola) ter acontecido em 1054, a verdade é que a separação foi consequência de um processo que se arrastou por vários séculos. O imperador Justiniano (527-565) organizou a Igreja em cinco “patriarcados”: Roma, Constantinopola, Alexandria, Antioquia e Jerusalém. Mas já antes, no termo do Concílio de Calcedónia (451), se haviam reconhecido à Igreja de Constantinopola os mesmos direitos que à Igreja de Roma, num decreto que o Papa nunca ratificou. Mas a liturgia e o direito evoluíram de modo diferente entre gregos e latinos, a que se juntaram algumas questões teológicas (filioque) e outras mais terrenas (políticas). A ideia de separação foi crescendo e consumou-se com o Patriarca Miguel Cerulário.

O afastamento cresceu e a própria Igreja do Oriente se desmembrou em Igrejas autocéfalas (russa, sérvia, grega, búlgara…), não reconhecendo nenhuma delas outra autoridade senão a do seu chefe. E foi com o Patriarca de uma destas Igrejas, a da Rússia que o Papa se encontrou.

O encontro permite manter viva a esperança de uma unidade possível e desejada, obedecendo ao Senhor: “Que todos sejam um”.

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016