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Archive for 05/02/2016

Mensageiros Reparadores do Imaculado Coração de Maria

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No Seminário Maior de Lamego

MOVIMENTO DA MENSAGEM DE FÁTIMA

No passado dia 30 de janeiro, no Seminário Maior de Lamego, reuniu um grupo de Mensageiros Reparadores do Imaculado Coração de Maria.

É um grupo de pessoas generosas e empenhadas, dispostas a continuar a missão dos Pastorinhos e inspiradas particularmente na  terceira aparição do Anjo, na Loca do Cabeço. Têm uma particular devoção ao Imaculado Coração de Maria e ao Santíssimo Coração de Jesus e comprometem-se a aceitar o pedido que o Anjo fez aos Pastorinhos: “Os corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia”. “Oferecei constantemente, ao Altíssimo, orações e sacrifícios”.  “De tudo o que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores”.  O mesmo pedido fez Nossa Senhora na primeira aparição aos Pastorinhos, perguntando-lhes: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sacrifícios que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” Os Pastorinhos responderam “sim”. É este “sim” que Nossa Senhora espera deste grupo de mensageiros. O encontro serviu para reflexão sobre a Misericórdia de Deus e a oração  do rosário, como Oração Mariana e resumo do Evangelho. Terminou o encontro com um tempo de adoração a Jesus Eucaristia, louvando e adorando a Santíssima Trindade, com as palavras do Anjo: “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos…”; Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo…”

O Secretariado, in Voz de Lamego, ano 86/11, n.º 4348, 2 de fevereiro de 2016

Santos para o Jubileu da Misericórdia

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Todos os dias são uma oportunidade para os crentes se deixarem “surpreender por Deus”. Os santos, que a Igreja mostra como modelos de virtudes e exemplos a seguir, deixaram-se surpreender por Deus e nunca cessaram de O mostrar nas palavras e nos gestos que protagonizaram. A santidade cristã não é um acaso e nasce do olhar que não se distrai, como “dom de poder abraçar Deus e o homem ao mesmo tempo”.

Numa Igreja presente em todo o mundo, quantos pais e mães, filhos e avós, funcionários e empregadores, desportistas, catequistas, jovens e adultos, vizinhos ou gente de longe… não poderiam ser apresentados como exemplos a seguir?

Sta. Faustina Kowalska (1905-1938) e a alegria de anunciar a misericórdia. A primeira canonização do séc. XXI (30/04/2000), autora de um “Diário” com relatos de mensagens que Jesus lhe inspirou. A esta religiosa polaca se deve muita da devoção à misericórdia divina que João Paulo II se empenhou em instituir (Domingo da Divina Misericórdia).

Sta. Teresa de Lisieux ou Teresinha do Menino Jesus (1879-1897) e o reconhecimento ao Deus justo e misericordioso. A adolescente que cedo decide entregar-se a Deus, a Padroeira das Missões, a Doutora da Igreja… No livro “História de uma alma”, fruto dos três manuscritos deixados, escreveu: “O que agrada a Deus é ver-me amar a minha pequenez e a minha pobreza, por causa da cega esperança que tenho na sua misericórdia”.

St. Cura d’Ars, de seu nome João Maria Vianney (1786-1859), o humilde e empenhado ministro (servidor) da misericórdia e exemplo para os que, também hoje, são chamados a absolver em nome da Igreja e a perdoar em nome de Deus. “Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina”.

São Vicente de Paulo (1581-1660) e a misericórdia para os últimos levou a que ficasse conhecido como “o santo das caridades”. A caridade não substitui a justiça e a ajuda que se presta não dispensa a alteração de opções que possibilitem uma vida digna para todos.

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997) a canonizar este ano. Quem não recorda a sua figura franzina e as suas palavras interpeladoras? Dizia às religiosas: “A diferença entre nós e os técnicos sociais consiste nisto: eles agem por causa de alguma coisa; nós, pelo contrário, agimos por causa de Alguém. Nós servimos Jesus nos pobres”.

São João de Deus (1495-1550), um português que nos ensina a reconhecer Cristo no rosto sofredor de tantos, a começar nos “doentes mentais”, e que é considerado o “criador do hospital moderno”.

São João Bosco (1815-1888) e a misericórdia para com os pequeninos. Visto como um “génio da educação”, destacou-se pela forma como acolheu e ajudou milhares de jovens que recebeu nos seus Oratórios.

São Martinho de Porres (1579-1639) e a misericórdia para os marginalizados. Filho ilegítimo de um nobre e de uma escrava, nasceu no Peru e ficou conhecido como “Martinho da caridade”. No convento dominicano onde fora acolhido e no serviço de enfermagem que prestava, as suas curas eram inumeráveis, mas dizia aos doentes: “Eu trato-te; Deus cura-te”.

Aqui ficam estas referências e, sobretudo, o apelo para posteriores pesquisas e leituras. Porque não ler um livro, consultar a internet, eleger alguns como tema de reunião e formação, partilhar ensinamentos, reter e publicitar vivências e afirmações?…

J.D., in Voz de Lamego, ano 86/11, n.º 4348, 2 de fevereiro de 2016