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MISERICÓRDIA e CAPACIDADE | Editorial Voz de Lamego | 2.fevereiro

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A Quaresma é um tempo significativo de preparação próxima para a celebração festiva da Páscoa, Ressurreição do Senhor Jesus. A vivência quaresmal tem uma enorme relevância nas comunidades cristãs, acentuando-se, por vezes, melhor o tempo da Quaresma que o tempo da Páscoa. Porém, quando melhor se viver a Quaresma, como preparação, como antecipação, como conversão para ACOLHER Jesus ressuscitado, mais sentido terá a Páscoa que renova e nos abre as portas para uma vida nova.

A edição desta semana do nosso Jornal diocesano já nos coloca a refletir sobre a Quaresma, com a Mensagem do papa Francisco, com a insistência a viver as obras de Misericórdia, corporais e espirituais, sublinhando também o envio, para todo o mundo, dos missionários da Misericórdia, as 24 Horas para o Senhor, a 4 e 5 de março. O Editorial, proposta de reflexão do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, versa sobre este tempo que se inicia no próximo dia 10 de fevereiro, com a Quarta-feira de Cinzas, tempo de oração, de conversão, de partilha, para nos tornarmos capazes de misericórdia:

MISERICÓRDIA E CAPACIDADE

No próximo dia 10, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o tempo litúrgico da Quaresma, oportunidade de preparação da festa da Páscoa, coração da fé cristã, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo.

Nesse sentido, a Quaresma é entendida como tempo de conversão que assenta na oração, na penitência e na partilha, fruto de uma renúncia consciente e assumida. E porque se fala muito de penitência, importa lembrar que esta não tem o fim em si mesma, mas a procura de uma maior disponibilidade interior. Podemos passar horas de joelhos sem escutar Deus ou dar esmolas sem experimentar proximidade com o próximo…

Na mensagem quaresmal, o Papa faz referência, como seria de esperar, ao jubileu em curso, convidando cada um a experimentar o “amor fiel” de Deus que habilita o homem para protagonizar a misericórdia.

O Ano da Misericórdia não se destina a ser uma oportunidade para coleccionar iniciativas e vivências, individuais ou comunitárias; o grande objectivo é levar cada um a descobrir-se amado por Deus e a agir em conformidade, tornando-se imagem da misericórdia divina, aqui e agora. No fundo, tudo se orienta para que o homem se descubra “capaz de misericórdia”, que testemunhará com naturalidade após a conversão de coração.

Por isso, se apresenta a Quaresma como um “tempo favorável à conversão”, propício para cada um reconhecer a situação em que se encontra, já que “o pobre mais miserável é aquele que não aceita reconhecer-se como tal”. E Francisco acrescenta que este libertar-se da “própria alienação existencial”, acontece graças “à escuta da Palavra e às obras de misericórdia”.

Os quarenta dias quaresmais simbolizam o tempo de preparação para novos começos.

O Ano da Misericórdia pode ser ocasião singular para preparar um novo começo… Porque não há conversão sem caminhada e esta exige sempre um primeiro passo.

in Voz de Lamego, ano 86/11, n.º 4348, 2 de fevereiro de 2016

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