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Archive for Janeiro, 2016

Jubileu da Misericórdia | PARÁBOLAS

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As parábolas que Jesus incluía no seu ensino e pregação são muito mais do que histórias contadas que conhecemos. As parábolas de Jesus estão ligadas à vida e, nessa medida, ajudam-nos a perceber a nossa maneira de ser e de estar, questionando-nos e desinstalando-nos.

Ao longo deste ano litúrgico teremos a oportunidade de seguir e escutar Jesus a partir do que S. Lucas escreveu, ele que é conhecido como o “evangelista da misericórdia”. Quem não conhece, por exemplo, a parábola do filho pródigo?

Bastará procurar o capítulo 15 deste evangelho para depararmos com três destas parábolas: ovelha perdida (Lc 15, 4-7), moeda encontrada (Lc 15, 8-10) e filho pródigo (Lc 15, 11-32). Ali contemplamos a misericórdia que procura quem anda perdido, não apenas os que andam longe, mas também os que pensam estar seguros; ali nos é revelado que cada um é valioso e único aos olhos de Deus; ali contemplamos Deus a sair de casa para procurar e encontrar os filhos que partem ou que se recusam a entrar.

A propósito destas parábolas, o Papa Francisco diz-nos que “nelas encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a misericórdia é apresentada como a força que tudo vence, enche o coração de amor e consola com o perdão” (MV 9).

A vida de Jesus foi um concretizar contínuo destas parábolas, aproximando-se, convivendo, ensinando e curando todos os que eram considerados pecadores: os que se apresentavam limitados fisicamente (a deficiência era vista castigo pelo pecado), os estrangeiros (que não conheciam nem cumpriam a Lei), os cobradores de impostos (considerados pecadores públicos) e os usurários e mulheres de má via (ninguém queria ser visto na sua companhia).

Para lá das três parábolas citadas, podemos encontrar outras neste terceiro evangelho:

– Lc 7, 41-43. A misericórdia como perdão da dívida contraída (o pecado), aqui reflectida na parábola dos dois devedores perdoados;

– Lc 10, 25-37. A misericórdia vista sob o prisma da compaixão que socorre o necessitado, tal como a vislumbramos na parábola do bom samaritano;

– Lc 16, 19-31. A misericórdia que convida a agir aqui e agora, não deixando para a outra vida o bem que se deve concretizar já, tal como bem o ilustra a parábola do pobre Lázaro;

– Lc 18, 1-8. A misericórdia que se traduz na oração perseverante, tal como é protagonizada pela viúva diante de um juiz que precisa ser incomodado para aplicar a justiça;

– Lc 18, 9-14. A misericórdia que justifica e reintegra o pecador que se assume, tal como a vemos no publicano que sobe ao Templo.

Neste ano da misericórdia, porque pegar na bíblia, encontrar o evangelho de S. Lucas e ir lendo e meditando, a sós, em grupo ou em família, cada uma destas parábolas? Por exemplo na Quaresma, nos momentos penitenciais que as paróquias organizam e possibilitam.

E não esquecer: as parábolas não se destinam a ser conhecidas e contadas; elas visam ser compreendidas e meditadas como quem se vê ao espelho.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

Zona Pastoral de Cinfães | Encontro de Jovens

cinfaes-VL jovensNo passado fim de semana, 16 e 17 de janeiro, cerca de cinco dezenas de jovens da Zona Pastoral de Cinfães, estiveram reunidos para um encontro de reflexão sobre o tema «Oração e Misericórdia». O local escolhido para o encontro foi o Seminário de Nossa, Senhora de Lurdes em Resende, que proporcionou aos participantes um bom acolhimento disponibilização também os meios e espaços necessários.

Promovido por uma equipa de jovens, daquela zona pastoral, que integra os chefes dos três agrupamentos dos Escuteiros do concelho de Cinfães e com a colaboração dos sacerdotes da zona pastoral de Cinfães, tinha como objetivo despertar os jovens participantes para a vivência  do Ano da Misericórdia que tem como lema «Misericordiosos como o Pai».

Foi um encontro muito proveitoso sob a orientação do pe. Tony Neves, missionário do Espirito Santo, que nos levou a aprofundar a dimensão da oração, o sentido da nossa relação com Deus, e sobretudo da missão com misericórdia. Com recurso a passagens bíblicas e sobretudo com a sua experiência de vida missionária, deu-nos grandes exemplos para a vivência da Misericórdia.

Participaram no encontro jovens oriundos das paróquias de Nespereira, Moimenta, Espadanedo, Tarouquela, Santiago de Piães, São Cristóvão de Nogueira, Cinfães, Oliveira do Douro, Ferreiros e Tendais. Distribuídos por grupos refletiram sobre o tema e com muita criatividade intervieram com representações sobre a vivência da misericórdia. A apoiar o trabalho desenvolvido esteve uma equipa constituída: pelos chefes Tó, do Agrupamento do CNE de Cinfães; Sandra e Filomena, do Agrupamento do CNE de Tendais; e Alexandre, do Agrupamento do CNE de Oliveira; e ainda pela Simone, Amanda, Marta e José Manuel das paróquias de Moimenta, São Cristóvão de Nogueira, Tarouquela e Piães. Passaram pelo Seminário e encontraram-se com os participantes os padres Adriano Pereira, Francisco Marques e José Augusto Cardoso.

No final do encontro cada jovem deixou uma mensagem, relacionada com a vivência daquele fim de semana, que foi partilhada entre todos: como cristãos, somos chamados a ir mais além, pois só assim seremos misericordiosos como o Pai.

Pela equipa: Simone e Amanda,

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

Visita Pastoral à Paróquia de São Martinho de Segões

Visita-Segões1Nos dias 8, 9 e 10 de janeiro, o sr. Bispo Dom António Couto,  iniciou a sua Visita Pastoral à paróquia de São Martinho de Segões. A Visita Pastoral é sempre um acontecimento de grande importância para a comunidade cristã. É uma visita em que o bispo, enquanto Pastor da Igreja particular, conhece, convive, dialoga, vê, ouve, recebe e partilha a sua palavra, e especialmente o Evangelho com todos os fiéis.

No final da tarde de sexta-feira, dia 8, o senhor bispo visitou as instalações da Junta de Freguesia de Segões juntamente com as respetivas autoridades civis.

Na manhã do dia seguinte, num encontro com os crismandos e padrinhos podemos anotar as primeiras impressões positivas pela facilidade e simplicidade com que dialogávamos. . Nesse encontro foi explicado que é o Sacramento da Confirmação que aperfeiçoa a graça batismal, ou seja, torna-a mais madura e plenamente desenvolvida, um traço que não pode ser apagado, algo único e que embora não possamos ver ou até mesmo tocar, é algo que todos podemos sentir dentro do nosso coração. Entre curiosidades, respostas e sorrisos, seguiu-se uma visita às instalações da Associação Recreativa e Cultural de Segões que findou num almoço e convívio com toda a comunidade. Já durante a tarde, na Igreja Paroquial de Segões e ao som de muita chuva, o bispo Dom António aqueceu os corações com as suas sábias e meigas palavras a todos os que participaram num encontro de formação sobre o ano da Misericórdia.

No Domingo, dia 10, o vento soprava com intensidade, lembrava-nos a vinda do Espírito Santo (Atos. 2, 2), o dia começou com a celebração da Eucaristia e com a administração do Sacramento da Confirmação para a qual os nove crismandos tanto se prepararam e dedicaram. Após a Eucaristia seguiu-se um almoço com os crismandos e seus familiares,  foi de sorriso nos lábios e com um sentimento de concretização pessoal que acabou mais uma etapa e se iniciou outra.

De coração cheio, queremos agradecer primeiramente a Deus, por todos os dons que nos concede, e em particular, por esta visita do nosso bispo Dom António, que com toda a sua dedicação, humildade, atenção, simplicidade e alegria deixou um pouco de si e levou um pouco de nós.

Joana Santos, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

Santo Amaro e os Alvitanos

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METER O BEDELHO

Menino e moço subia, muitas vezes, a Serra da Nave ora ajudando o meu pai a cortar o mato que, nas cortes do gado, se havia de transformar em estrume para condimentar as terras aráveis ora explorando, com os colegas, os limites territoriais. No fundo do Outeiro Maior, havia, não sei se ainda existe, uma pequena fonte a que éramos levados por um carreirinho, o chamado “carreirinho de Santo Amaro”. O povo chamava aquela fonte, a Fonte de Santo Amaro. Uma pastora, já velhota, informou-nos que, segundo ouvira a seus avós, houvera, ali, uma Capela e um Povo –“sabem os meninos que os primeiros habitantes eram pastores, viviam nos altos para vigiarem os horizontes, depois desceram aos baixios para amanharem as terras. Só eu e poucos mais ficamos, por aqui, presas às nossas ovelhas que estimamos mais que alguns padres as suas apesar de serem humanas ” – e ficou a Capela de Santo Amaro. Abandonada, entrou em ruinas e a imagem – ela dizia ‘o Santo’- foi levada – ela dizia ‘roubada’ – para Alvite. O povo do Touro não gostou e até começou a entoar cantigas de maldizer – de “raiva” dizia ela – cujo coro, ainda, guardo na memória:

          – “Santo Amaro de Alvite

             Que é feito de amieiro,

             É irmão dos meus tamancos

             Criado no meu lameiro.”

Acrescentou, ainda, a velha pastora que até Santo Amaro ficou triste e, de noite, sentia saudades dos altos e voltava para a sua Capela. Mas os Alvitanos são espertos – ela dizia ‘finórios’ – vieram busca-lo em procissão. Depois já foi todo contente. “Sabem meninos, os Santos são rapioqueiros, gostam muito de passear nos andores. Vejam nas festas como vão todos conchos e vaidosos!”

Já em casa, o meu pai confirmou a lenda. Certa ou errada não sei nem vou investigar mas onde há lenda, há factos reais com acrescentos de muita imaginação. E que Santo Amaro é Padroeiro de Alvite também é verdade mas a imagem que se venera na ampla, funcional e linda Igreja Alvitana é das últimas décadas do século passado e não desses tempos de histórias enfeitadas com tanta fantasia. E as Gentes de Alvite veneram-no tão ao seu jeito!… Missa e Procissão seguidas dum grande Convívio Popular em que abatem uma vitela, meia dúzia de suínos e…  comem e dançam até às tantas. Gente bairrista, esta gente alvitana!…

Mas a que propósito vem esta história?

Hoje, 15 de Janeiro, é dia de Santo Amaro e reli a sua biografia e recordeo a sua fonte.

Entregue, desde criança, aos cuidados de São Bento tornou-se, pelas suas qualidades, o seu homem de confiança e seu sucessor.

Vindo uma delegação gaulesa pedir a São Bento que enviasse alguns monges para fundarem um mosteiro, enviou-lhes Amaro. E foi tão profícuo o seu trabalho que o mosteiro deu origem a uma cidade que lhe deu o nome, Saint Maur-sur-Loire.

Morreu vítima duma peste epidémica que limpou mais duma centena de monges. As suas relíquias guardam-se na Cripta da capela do mosteiro do Montecassino.

  Foram os Beneditinos com a sua paciência – a célebre “paciência beneditina” – , os reconstrutores da Europa depois da destruição do Império pelas invasões bárbaras. Com a sua regra, “Ora et labora” “reza e trabalha com alegria” – foram civilizando os bárbaros e construindo as Pátrias à sombra dos seus mosteiros. Os Beneditinos tinham, –  ainda têm?!.. – como seu, o lema romano – “age quod agis”, faz bem feito aquilo que estás a fazer. Esta “cultura do fazer bem feito” implica uma disciplina interior para resistir à tentação do fazer de qualquer maneira. Esta cultura não nasce por decreto mas por educação, por exercício da paciência.

À sombra dos mosteiros beneditinos havia e há um albergue ou hospedaria para o peregrino ou para quem deseje descansar e, – porque não?! – silenciar o barulho interior e restaurar a paz de consciência; havia uma escola diferenciada nos conteúdos donde, mais tarde, surgiram as Universidades.

Séculos mais tarde, os Beneditinos/Cistercienses tornaram-se os cantores da Mãe de Deus. Dizia S. Bernardo, o reformador beneditino:

-“Nas tentações olha para Maria, invoca Maria”.

– “O Senhor não nos quis dar nada que não viesse pelas mãos de Maria”.

E ensinou-nos aquela linda prece: –“Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria….

Uma saudação especial para os Alvitanos e que Santo Amaro, como dizia a velha pastora, “ a eles, proteja e a nós não nos desampare”.

Pe. Justino Lopes, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

Catequese na Paróquia de Travanca: Deixai ódios, violências…

 

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Era um vime ainda verde, que alguém usou tocando em mim de forma tão suave, que quase nem dei por isso. Baloiçava a medo pendurada d’ameia duma ponte romana e aí suspensa observava em simultâneo os movimentos na minha imagem (re)fletida nas águas límpidas da ribeira.

-Ai sr. Pe. Octávio que susto!

-A menina já viu bem o que estava a fazer? Como veio até aqui?

-E o sr. Pe. Onde vai? (tentando eu dissuádi-lo).

-Fui celebrar missa a Valverde.

-E, e vem a pé?

-Claro, que remédio. Não tenho burro nem cavalo. Vá não volte a empoleirar-se na ponte. Se o pai sabe!!! Se contar à sua catequista, não vai acreditar…

Hoje, catequista, sou eu também. Consequentemente numa freguesia onde o novo e recente sacerdote se apresentou em setembro e, naõ de burro, nem a cavalo, mas de mota… e de estilo envelhecido. 56 anos, repito : cinquenta e seis anos depois! Fiquei indignada ao confrontar-me com esta realidade. E, mais: aspeto humilde, novo, novo demais para tanta responsabilidade, semblante carregado, frágil também… e digo para mim própria: -mais um sacerdote “de pouca dura”. O tempo passou, as atividades recomeçaram na paróquia e agora constato exatamente que errei. Errei totalmente. O contrário!!! Eis a segunda atividade partilhada: ADVENTO (tema que anulou de vez a minha concepção àcerca do mesmo). Pessoa muito própria, muito íntegra, firme, segura, caráter e personalidade muito muito forte, impulsionador e um potencial de voz que jamais alguém pode adormecer onde se fizer ouvir.

Com basa nestas últimas características, a dinamização desenvolve-se a passos largos. A Catequese é acompanhada sob a sua alçada daí que nesta fase, pouco ou nada tem faltado. Senão, vejamos: desde uma largada de balões brancos por crianças a outra largada eu uma pomba-correio, mensageira da PAZ aquando desta temática e ambas acompanhadas musicalmente p’lo canto “É preciso renascer”.

Seguiu-se a JUSTIÇA, área que foi trabalhada de igual forma, intensamente. Desde a oferta solene de uma balança bem representativa, à Mulher de olhos vendados e ainda até declamação de poemas alusivos. A ALEGRIA, outro tema que esgotou o possível no contexto eucarístico com jograis de muito boa organização e expressão. Posteriormente, a FÉ, que embora sendo a última temática a tratar neste Advento, não só animou como até o silêncio “falou” mais alto. Encantou! Foi o verdadeiro colmatar nesta caminhada de preparação para a renovação da nossa própria fé. Que o diga o espaço físico destas celebrações; tem sido demasiado pequeno para uma assembleia tão grande! Todavia, o frio nunca foi razão nem pretexto para demover quem quer que fosse. Há que manter portais e portas abertas de par em par porque a assembleia não quer perder “pitada” mesmo não espaço no interior, como se de festa anual se tratasse.

Perante o exposto é justo afirmar: Bem Vindo sr. Pe. Fabrício Pinheiro à Paróquia de Travanca/Cinfães. Continue assim a promover e dinamizar de forma firme e hirta animado e animando, mas, também com flexibilidade simultaneamente como até então.

A nós, cabe apenas agradecer-lhe tanto empenho e num profundo Bem Haja, desejar-lhe votos felizes de um Bom Ano e a promessa, porém, de contar connosco enquanto intervenientes também desta missão de sucesso.

Catequese de Travanca, Cinfães,

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

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Arciprestado de Lamego | Ministros da Comunhão

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No passado domingo, dia 17, ás 15h, cerca de 40 elementos de várias paróquias do Arciprestado de Lamego reuniram-se no Salão Paroquial da Sé, com o objetivo de iniciarem/aprofundarem a sua formação como Ministros Extraordinários da Comunhão.

Dirigiu a formação o P. Bouça Pires, acompanhado do P. Joaquim Assunção, que prenderam a nossa atenção com explicações pertinentes e exemplos esclarecedores sobre o Ministério em causa.

Dividida em 2 partes, na primeira abordou-se:

– a História e evolução da Igreja/ Eucaristia/ Assembleia Cristã , o modo como se foi formando e evoluindo a organização dos cristãos em estrutura eclesiática e as formas de rezar e louvar a Deus ao longo dos tempos e os motivos que levaram a essas mudanças

– o papel dos vários Ministros ( leitores, sacristão, zeladores, MEC, etc) e o seu caráter de auxiliadores do pároco e o seu papel junto das comunidades a que pertencem

– o papel específico dos MEC, que como o nome indica , são extraordinários, isto é só atuam em circunstâncias particulares, e sempre devidamente sancionadas pelo pároco; realçaram-se as condições que levam á formação dum MEC, nomeadamente

1 – ter mais de 25 anos, para que possa ter maturidade para entender a importância do ato que lhe irá ser confiado

2 – ser um bom exemplo de vida cristã, coerente com os valores da Igreja, crismado, participante assíduo na Eucaristia e outras iniciativas da Igreja

3 – consensual na comunidade, não fomentador de inimizades, tolerante e pacificador, aceite pelos seus irmãos

4 – capaz de exercer com dignidade e disponibilidade as responsabilidades que lhe serão confiadas, para o que será sujeito a formação adequada ( cerca de 1 ano )

5 – MUITO IMPORTANTE – mesmo com todas estas condições cumpridas, o convite para MEC deverá partir do pároco, pois só deverá haver o nº de MEC que a paróquia necessita e nunca mais do que é necessário; isto porque ser MEC é um SERVIÇO aos irmãos em que não deverá haver paroquianos que sejam MEC e não tenham atividade, pois não se trata de um posto de honra e orgulho, mas, repito de um serviço a Deus e aos irmãos.

6 – não é permanente; consoante as necessidades e as circunstâncias será renovado de 3 em 3 anos.

Na 2ª parte focaram-se aspetos mais práticos:

– como dar dignidade ao ato que vamos praticar

– abordagem psicológica da pessoa que vai receber a comunhão e dos seus acompanhantes em várias situações ( acamados, doentes , fase terminal, hospitalização, lares de idosos, etc)

– exemplos de situações inesperadas e como as resolver -apresentação de livros e material necessário

Terminamos com uma pequena pereginação á Sé, á Porta da Misericórdia, e participamos na Adoração ao Santíssimo Sacramento, exposto por se tratar do 3º domingo do mês.

Foi uma tarde de aprendizagem intensa, mas ainda não suficiente.

No primeiro sábado de Junho, no Seminário de Resende, toda a Diocese se reunirá para mais uma jornada de aprendizagem e reflexão. Entretanto vamos aprofundando os nossos conhecimentos com a bibliografia aconselhada e a nossa Fé com oração e meditação para que o Senhor nos dê força e valor para cumprirmos com zelo e dignidade as nossas obrigações.

SEJA LOUVADO O SENHOR NOSSO DEUS.

IM, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

APOSTOLADO DO OUVIDO | Editorial Voz de Lamego | 19 de janeiro

 

201511241625_papaaO destaque da Primeira Página da Voz de Lamego desta semana vai para as eleições presidenciais que se realizam no próximo dia 24 de janeiro. Mas outras chamadas de atenção, onde continua a destacar-se o Jubileu da Misericórdia.

O Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial, remete-nos para a entrevista concedida pelo Papa Francisco a Andrea Tornielli e que se centra na Misericórdia, ligando ao Jubileu mas também a todo o pontificado do atual Papa.

Boa leitura. Iniciemos pelo editorial:

APOSTOLADO DO OUVIDO

O nome de Deus é Misericórdia é o título de um livro recente, publicado simultaneamente em mais de oitenta línguas, e resultou de uma conversa entre o jornalista italiano Andrea Tornielli e o Papa Francisco. Trata-se da transcrição de um diálogo – cerca de cem páginas – cujo fio condutor é a misericórdia divina, tema central do Evangelho e palavra-chave deste pontificado.

Aos olhos e ouvidos dos que habitualmente seguem as intervenções papais, o livro pouco ou nada acrescenta, mas será mais um meio para anunciar o Evangelho aos que andam distantes ou distraídos e divulgar o Ano da Misericórdia em curso.

Numa linguagem simples e com a clareza a que nos habituou, as respostas papais não cessam de anunciar um Deus que ama, espera e perdoa, convidando cada um a assumir os seus limites e a não ter receio de se aproximarem da misericórdia divina, fonte de esperança e sempre maior que o pecado.

Diante de uma sociedade ferida, a Igreja é convidada a auxiliar e a aquecer “o coração das pessoas com a proximidade” (p.25), indo “ao encontro de muitos ‘feridos’ necessitados de compreensão, perdão, amor e de serem ouvidos” (p.64).

A este propósito, o Papa fala do “apostolado do ouvido”, a ser vivido por todos, independentemente dos meios e das circunstâncias, mas que deve ser testemunhado, sobretudo, pelos confessores, já que “no diálogo com o confessor é preciso ser ouvido e não interrogado” (p.42). Mesmo diante daqueles que não poderão receber a absolvição.

Quem nunca sentiu alívio ao partilhar algo ou alegria por ser ouvido com atenção? Francisco afirma que o facto de tantos consultarem adivinhos, magos e cartomantes pode ser sintoma de necessidade de serem ouvidos nos seus dramas e dificuldades.

A nossa homenagem a quantos incluem a escuta activa a sua oração e missão.

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

SÃO SEBASTIÃO, PADROEIRO PRINCIPAL DA DIOCESE DE LAMEGO

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Celebrámos, neste dia 20 de janeiro, na nossa Diocese de Lamego, a solenidade do Padroeiro principal, mártir São Sebastião, o bom soldado de Cristo. O patrono escolhido deverá ser uma referência que inspire a viver o Evangelho na identificação com Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

Quando uma terra e/ou uma comunidade escolhe um patrono isso deve-se ao seu carisma e à vontade de seguir a sua determinação e o exemplo da sua vida. Os santos mártires ganharam uma enorme projeção nas comunidades cristãs dos primeiros séculos e pelos séculos seguintes.

É nesta perspetiva que São Sebastião, Santa Eufémia, Santa Inês, Santa Luzia, São Vicente, diácono, Santa Bárbara, se impõem por todo o mundo cristão, pelo testemunho de fidelidade ao Evangelho, a Jesus Cristo, arriscando a própria vida. Foi também uma forma de catequizar as comunidades, pregar através de exemplos concretos.

A vida de São Sebastião, naquilo que a tradição assimilou e transmitiu, é um exemplo como a fé ajuda a ultrapassar os obstáculos da vida e como o cristão se pode santificar nas mais diversas profissões e/ou ocupações. Mais forte que tudo é o amor a Deus.

Descendente de uma família nobre, terá nascido em Narbona, sul de França, em meados do século III. Segundo a maioria dos estudiosos, os seus pais eram de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma. Mas também há quem defenda que o pai era natural de Narbona e Sebastião tenha nascido em Milão.

Em nome da religião enveredou por uma carreira militar, para desse modo defender os cristãos que sofriam uma terrível perseguição. As suas qualidades são amplamente elogiadas: figura imponente, prudência, bondade, bravura, era estimado pela nobreza e respeitado por todos.

De Milão, o jovem soldado deslocou-se para Roma, onde a perseguição era mais intensa e feroz, para testemunhar a fé e defender os cristãos.

O imperador Diocleciano, reconhecendo nele a valentia e desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Animava os condenados para que se mantivessem firmes e fiéis a Jesus Cristo.

Primeiro cai nas graças do imperador, logo a defesa da fé cristã e a intercessão pelos cristãos perseguidos desencadeiam a sua morte. Cada novo mártir que surgia tornava-se um alento e um desafio para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto.

A iconografia é muito plástica a seu respeito, inconfundível. São Sebastião é representado com o corpo pejado com várias setas, e surge preso a um tronco de árvore.

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Entretanto uma jovem, de nome Irene (santa Irene?) passou e verificou que ainda estava vivo. Levou-o para casa e curou-lhe as feridas. Ainda não completamente restabelecido, mas já com algumas forças e persistência voltou junto do imperador para defender os cristãos, condenando-lhe a impiedade e injustiça.

Diocleciano mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia. Faleceu a 20 de janeiro de 288, ou 300.

Logo após o seu martírio começou a ser venerado como santo.

Testemunhou a fé, com coragem e alegria, a partir da sua vida, como jovem soldado, cristão. Daqui se conclui que a santidade é possível em qualquer trabalho, em qualquer vocação, em qualquer compromisso humano.

O tempo e o ambiente em que vivemos não é de perseguição declarada aos cristãos, mas a nossa tarefa não é mais fácil que a de São Sebastião. A sua fé confrontou-se com a perseguição, ajudando aqueles que estavam próximos de desanimar.

Quantas vezes nos deixamos contagiar por um contexto, por valores e leis contrários à fé que professamos? Quantas oportunidades para nos afirmarmos cristãos? Quantas formas de perseguição aos valores que defendemos? Quantos cristãos precisam que os animemos na sua fé, na sua caminhada espiritual?!

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Vale a pena ler e meditar um texto de SANTO AMBRÓSIO sobre o Salmo 118, apresentando São Sebastião como testemunha fiel de Cristo, e que é hoje apresentado na Liturgia das Horas:

Testemunha fiel de Cristo

É necessário passar por muitas tribulações para entrar no reino de Deus. As muitas perseguições correspondem muitas provações: onde há muitas coroas de vitória tem de ter havido muitos combates. É bom para ti que haja muitos perseguidores, pois entre tantas perseguições mais facilmente encontrarás o modo de ser coroado.

Consideremos o exemplo do mártir Sebastião, que hoje celebramos.

Nasceu em Milão. Talvez o perseguidor já se tivesse afastado, ou talvez ainda não tivesse vindo a este lugar, ou seria mais condescendente. De qualquer modo, Sebastião compreendeu que aqui, ou não haveria luta, ou ela seria insignificante.

Partiu para Roma, onde grassavam severas perseguições por causa da fé; aí foi martirizado, isto é, aí foi coroado. Deste modo, ali onde tinha chegado como hóspede, encontrou a morada da imortalidade eterna. Se não houvesse mais que um perseguidor, talvez este mártir não tivesse sido coroado.

Mas o pior é que os perseguidores não são só aqueles que se veem: há também os que não se veem, e estes são muito mais numerosos.

Assim como um único rei perseguidor emitia muitos decretos de perseguição, e desse modo havia diversos perseguidores em cada uma das cidades ou das províncias, também o diabo envia muitos servos seus a mover perseguições, não apenas no exterior, mas dentro da alma de cada um.

Destas perseguições foi dito: Todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus sofrem perseguição. E disse ‘todos’, não excluiu nenhum. Quem poderia na verdade ser excetuado, quando o próprio Senhor suportou os tormentos das perseguições?

Quantos há que, em segredo, todos os dias são mártires de Cristo e dão testemunho do Senhor Jesus! Conheceu esse martírio aquele apóstolo e testemunha fiel de Cristo, que disse: Esta é a nossa glória e o testemunho da nossa consciência.

FONTES:

Secretariado Nacional da Liturgia;

J. H. BARROS DE OLIVEIRA (2003). Santos de todos os Tempos, Apelação: Paulus Editora

Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2016

A Syrian refugee holds a baby in a refug...A Syrian refugee holds a baby in a refugee camp set in the town of Harmanli, south-east of Sofia on November 12, 2013. Bulgaria's asylum centres are severely overcrowded after the arrival of almost 10,000 refugees this year, half of them Syrian. The influx has fuelled anti-immigrant sentiment in a country already struggling with dire poverty. AFP PHOTO / NIKOLAY DOYCHINOVNIKOLAY DOYCHINOV/AFP/Getty Images

AFP PHOTO / NIKOLAY DOYCHINOVNIKOLAY DOYCHINOV/AFP/Getty Images

Os emigrantes e refugiados interpelam-nos.

A resposta do Evangelho da misericórdia

“Migrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia” é o tema escolhido para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, que será celebrado no dia 17 de janeiro de 2016. O tema insere-se no contexto do Ano da Misericórdia. Esta será a 102ª vez que o Dia Mundial do Migrante e Refugiado será celebrado. A data foi celebrada pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1915.

O tema quer destacar dois aspectos. Primeiro, a dramática situação de tantos homens e mulheres obrigados a abandonar o próprio local de origem. “Não se deve esquecer, por exemplo, as atuais tragédias do mar que têm como vítimas os migrantes”, enfatiza a mensagem. Contudo, diante do risco de que isso aconteça, o Papa apresenta o drama dos migrantes e refugiados como uma realidade que deve interpelar cada pessoa.

A segunda parte do tema – “A resposta do Evangelho da Misericórdia” –, quer relacionar de modo explícito o fenómeno da migração com a resposta do mundo e, em particular, da Igreja. “Neste contexto, o Santo Padre convida o povo cristão a refletir durante o Jubileu sobre obras de misericórdia corporal e espiritual, entre as quais se encontra aquelas de acolhimento aos estrangeiros”.

Palavras do Papa

“Neste nosso tempo, os fluxos migratórios aparecem em contínuo aumento por toda a extensão do planeta: prófugos e pessoas em fuga da sua pátria interpelam os indivíduos e as colectividades, desafiando o modo tradicional de viver e, por vezes, transtornando o horizonte cultural e social com os quais se confrontam. Com frequência sempre maior, as vítimas da violência e da pobreza, abandonando as suas terras de origem, sofrem o ultraje dos traficantes de pessoas humanas na viagem rumo ao sonho dum futuro melhor. Se, entretanto, sobrevivem aos abusos e às adversidades, devem enfrentar realidades onde se aninham suspeitas e medos. Enfim, não raramente, embatem na falta de normativas claras e praticáveis que regulem a recepção e prevejam itinerários de integração a breve e a longo prazo, atendendo aos direitos e deveres de todos. Hoje, mais do que no passado, o Evangelho da misericórdia sacode as consciências, impede que nos habituemos ao sofrimento do outro e indica caminhos de resposta que se radicam nas virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, concretizando-se nas obras de misericórdia espiritual e corporal…

De facto, a presença dos emigrantes e dos refugiados interpela seriamente as diferentes sociedades que os acolhem. Estas devem enfrentar factos novos que podem aparecer imprudentes se não forem adequadamente motivados, geridos e regulados. Como fazer para que a integração se torne um enriquecimento mútuo, abra percursos positivos para as comunidades e previna o risco da discriminação, do racismo, do nacionalismo extremo ou da xenofobia?…

A Igreja coloca-se ao lado de todos aqueles que se esforçam por defender o direito de cada pessoa a viver com dignidade, exercendo antes de mais nada o direito a não emigrar a fim de contribuir para o desenvolvimento do país de origem. Esse processo deveria incluir, no seu primeiro nível, a necessidade de ajudar os países donde partem os emigrantes e prófugos. Assim se confirma que a solidariedade, a cooperação, a interdependência internacional e a distribuição equitativa dos bens da terra são elementos fundamentais para actuar, em profundidade e com eficácia, sobretudo nas áreas de partida dos fluxos migratórios, para que cessem aquelas carências que induzem as pessoas, de forma individual ou colectiva, a abandonar o seu próprio ambiente natural e cultural. Em todo o caso, é necessário esconjurar, se possível já na origem, as fugas dos prófugos e os êxodos impostos pela pobreza, a violência e as perseguições”.

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4345, 12 de janeiro de 2016

CONVÍVIO FRATERNO EM LAMEGO | CONVITE

 

convivios

Respondendo humildemente ao apelo de evangelização que o Senhor Jesus nos lançou há mais de 2000 anos, o Movimento dos Convívios Fraternos vai realizar mais um Convívio Fraterno para jovens da diocese de Lamego.

O Convívio Fraterno, marcado para os próximos dias 5, 6, 7 e 8 de Fevereiro, vai decorrer na casa da Obra Kolping em Lamego. Terá início às 21h do dia 5 de Fevereiro e o seu encerramento acontecerá a partir das 21 horas no dia 8 de Fevereiro.

Muito agradecemos a colaboração de todos os Párocos da Diocese nesta caminhada. Assim, se existirem nas suas paróquias jovens interessados em participar no Convívio Fraterno, e se este encontro lhes puder ser útil, quer a nível pessoal, quer no que diz respeito a um maior compromisso na paróquia, pedimos que os inscreva até ao dia 31 de Janeiro. Reforçamos esta ideia da inscrição porque o número de participantes vai ser limitado e porque facilita a organização do Convívio.

No recrutamento dos jovens para este Convívio, devem ter-se em conta os seguintes requisitos: idade mínima de  18 anos e grupos com  um  máximo  de 5 jovens  por espaço pastoral.

Pedimos especial atenção para a necessidade de informar os jovens que, no último dia do Convívio, as actividades só encerrarão por volta das 24 horas. O custo do Convívio Fraterno será de 60 euros.

Em nome do movimento, agradecemos, desde já, toda a colaboração que possa dar na realização deste trabalho através da divulgação deste evento, da inscrição dos jovens, e da oração em favor dos bons frutos do Convívio.

Pelo secretariado dos Convívios  Fraternos,

Catarina Gregório | P. Bráulio Félix

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4345, 12 de janeiro de 2016