SALMOS DA MISERICÓRDIA

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Neste Ano da Misericórdia, o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização preparou e publicou uma pequena colecção de livros para ajudar à vivência deste jubileu. Um dos livrinhos (135 p.) tem por título “Os Salmos da Misericórdia”. Após uma breve apresentação, são apresentados, de forma simples e didáctica, dez salmos. O objectivo é ajudar a compreender estes poemas e divulgar a sua recitação. Porque, tal como ali se pode ler, “O Saltério é, na verdade, a voz de Deus transformada em oração dos homens quando estão na sua presença, sabendo necessitarem do seu amor” (p. 5).

Se pegarmos na Bíblia e a abrirmos no Antigo Testamento lá encontraremos o Livro dos Salmos que nos oferece um conjunto de 150 poemas. Na Igreja, os ministros ordenados assumem o dever de os recitar ao longo do dia (Liturgia das Horas), embora já muitos fiéis leigos os recitem, por exemplo de manhã (Laudes) ou à tarde (Vésperas). E rezamo-los também nas nossas Eucaristias, logo após a primeira leitura.

Aqui ficam os dez salmos atrás referidos.

Sl 25 – uma súplica individual, onde aquele que reza se sente atormentado pelos inimigos e se dirige confiadamente a Deus para que o livre dessa situação;

Sl 41 – súplica de um doente que se dirige ao Senhor para que o livre da enfermidade, certo de que a sua oração será atendida;

Sl 42 e Sl 43 – o salmista encontra-se afastado da face de Deus e por isso a sua alma se consome e o seu interior está desgastado… O silêncio de Deus incomoda e inquieta, mas a certeza da presença do Senhor anima-o para o tempo que virá;

Sl 51 – um dos salmos mais conhecidos, que a Igreja reza todas as sextas-feiras (Laudes), também referido como “Miserere”. O pecado é assumido e confessado e o orante pede perdão e purificação. Invocando o pleno perdão divino, apela ao amor misericordioso de Deus;

Sl 57 – súplica dirigida a Deus, colocada nos lábios do rei David, testemunhando os sentimentos de angústia e de confiança;

Sl 92 – exemplo de um hino que convida ao louvor, desenvolve os motivos do louvor e convida ao reconhecimento diante da rectidão de Deus;

Sl 103 – hino de louvor ao Senhor, onde a alma humana é convidada a bendizer o Senhor, num louvor que nunca terminará;

Sl 119 – o salmo mais longo do Saltério, uma lamentação que apresenta o tema da perseguição dos inimigos;

Sl 136 – hino de acção de graças utilizado nas grandes festas, com um ritmo litânico que repete o refrão “é eterna a sua bondade” por cada momento da salvação (criação, redenção, dom da terra).

Porque não, ao longo deste ano, desenvolver este gosto por rezar a Deus com os Salmos e integrar a sua recitação nos diversos momentos de oração individual, familiar ou comunitária?

Como escreveu o nosso bispo, D. António Couto, “Os Salmos são para cantar com toda a intensidade… para entregarmos a Deus a nossa alegria, mas também o ódio que nos habita. Rezar é entregar tudo a Deus” (O Livro dos Salmos, p. 5).

JD, in Voz de Lamego, ano 86/10, n.º 4347, 26 de janeiro de 2016

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