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APOSTOLADO DO OUVIDO | Editorial Voz de Lamego | 19 de janeiro

 

201511241625_papaaO destaque da Primeira Página da Voz de Lamego desta semana vai para as eleições presidenciais que se realizam no próximo dia 24 de janeiro. Mas outras chamadas de atenção, onde continua a destacar-se o Jubileu da Misericórdia.

O Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial, remete-nos para a entrevista concedida pelo Papa Francisco a Andrea Tornielli e que se centra na Misericórdia, ligando ao Jubileu mas também a todo o pontificado do atual Papa.

Boa leitura. Iniciemos pelo editorial:

APOSTOLADO DO OUVIDO

O nome de Deus é Misericórdia é o título de um livro recente, publicado simultaneamente em mais de oitenta línguas, e resultou de uma conversa entre o jornalista italiano Andrea Tornielli e o Papa Francisco. Trata-se da transcrição de um diálogo – cerca de cem páginas – cujo fio condutor é a misericórdia divina, tema central do Evangelho e palavra-chave deste pontificado.

Aos olhos e ouvidos dos que habitualmente seguem as intervenções papais, o livro pouco ou nada acrescenta, mas será mais um meio para anunciar o Evangelho aos que andam distantes ou distraídos e divulgar o Ano da Misericórdia em curso.

Numa linguagem simples e com a clareza a que nos habituou, as respostas papais não cessam de anunciar um Deus que ama, espera e perdoa, convidando cada um a assumir os seus limites e a não ter receio de se aproximarem da misericórdia divina, fonte de esperança e sempre maior que o pecado.

Diante de uma sociedade ferida, a Igreja é convidada a auxiliar e a aquecer “o coração das pessoas com a proximidade” (p.25), indo “ao encontro de muitos ‘feridos’ necessitados de compreensão, perdão, amor e de serem ouvidos” (p.64).

A este propósito, o Papa fala do “apostolado do ouvido”, a ser vivido por todos, independentemente dos meios e das circunstâncias, mas que deve ser testemunhado, sobretudo, pelos confessores, já que “no diálogo com o confessor é preciso ser ouvido e não interrogado” (p.42). Mesmo diante daqueles que não poderão receber a absolvição.

Quem nunca sentiu alívio ao partilhar algo ou alegria por ser ouvido com atenção? Francisco afirma que o facto de tantos consultarem adivinhos, magos e cartomantes pode ser sintoma de necessidade de serem ouvidos nos seus dramas e dificuldades.

A nossa homenagem a quantos incluem a escuta activa a sua oração e missão.

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4346, 19 de janeiro de 2016

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