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FORMAÇÃO PERMANENTE | Editorial Voz de Lamego |12 de janeiro

Editorial

A edição da Voz de Lamego desta semana dá grande destaque à temática e problemática dos Refugiados, em vésperas do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, relacionando com a Misericórdia. Alguns sublinhados desta edição: mensagem do Para para a Jornada do Migrante e do Refugiado, e reflexão sobre o tema; as Obras de Misericórdia; à conversa com o Arcipreste de Cinfães-Resende, sobre a realidade dos Arciprestados na dinâmica pastoral da Diocese de Lamego. A formação permanente, tema do Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, dá corpo e fundamentação à missiva do Pe. João Carlos, Pró Vigário Geral, no convite aos sacerdotes da Diocese para as jornadas de formação que ocorrerão nos dias 18 e 19 de janeiro, na Casa de São José.

Comecemos, como habitualmente, a leitura da Voz de Lamego pelo Editorial:

FORMAÇÃO PERMANENTE

Está agendado para os dias 18 e 19 deste mês mais um momento de encontro e formação para os sacerdotes do nosso presbitério, concretizando o que o Directório para o ministério e a vida dos Presbíteros sugere: “a formação permanente apresenta-se como um meio necessário ao presbítero para conseguir o fim da sua vocação, que é serviço de Deus e do seu povo” (n.º 89).

Esta formação, que deve aprofundar e sintetizar harmoniosamente as dimensões espiritual, humana, intelectual e pastoral, é exigência sempre presente na vida de quem recebeu o sacramento da Ordem. Numa palavra, trata-se de viver a fidelidade ao dom recebido (2Tm 1, 6).

Não se trata de juntar certificados de presença, diplomas ou cursos, mas de conseguir meios que o ajudem a estar atento à vida que o habita e ao mundo que o rodeia a fim de compreender a sociedade e responder com solicitude, testemunhando a fé e o Senhor que o chamou e continuamente envia.

O sacerdote é mais que um simples líder comunitário e, por isso, será redutor vê-lo apenas no seu serviço de presidência e de governo na comunidade, promovendo uma certa horizontalização que leva ao funcionalismo, obscurecendo a orientação vertical, para Deus. A vocação e missão do sacerdote adquirem em Cristo a sua figura espiritualmente determinante e o seu perfil específico. E nem sempre é fácil para o presbítero preservar a sua unidade interna. O risco será sentir-se interiormente vazio, perdendo a alegria do ministério que começa a ser sentido como um fardo.

Pelo sacramento da Ordem, o presbítero é nomeado e capacitado por Deus para ser testemunha de Jesus Cristo. Por isso, a imagem pública e a credibilidade da Igreja dependem também do seu testemunho. Um sacerdote frustrado, resignado e amargurado é um testemunho negativo para a fé que anuncia.

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4345, 12 de janeiro de 2016

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