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Archive for 13/01/2016

Jornadas de Formação para o Presbitério de Lamego

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Caríssimo irmão sacerdote

Acabamos de viver, no final de Dezembro, a experiência enriquecedora do nosso retiro, para o qual nos inscrevemos 36 presbíteros. Damos graças a Deus pelas reflexões do orientador e pela comunhão presbiteral que sentimos duma forma tão expressiva.

Preparamo-nos, agora, para as Jornadas de Formação do Clero, que decorrerão na Casa de São José, nos dias 18 e 19 do corrente mês de Janeiro. Serão orientadas pelo nosso bispo e pelo Padre Carlos Carneiro, sj e terão como temática o lema do plano pastoral do ano em curso

O programa será o seguinte:

Dia 18 (segunda-feira):

10h: Conferência (D. António Couto)

11h30: Conferência (P. Carlos Carneiro)

13h: Almoço

15h: Conferência (P. Carlos Carneiro) – Debate/partilha

16h30: Merenda

17h: Conferência (P. Carlos Carneiro) – Debate/partilha

18h30: Vésperas – Eucaristia

19h30: Jantar

Dia 19 (terça-feira)

8h30: Laudes

9h: Pequeno Almoço

10h: Conferência (P. Carlos Carneiro)

11h30: Tempo de partilha e debate sobre as temáticas apresentadas

12h30: Almoço – encerramento

O Santo Padre, o nosso bispo e os documentos do magistério da Igreja tem insistido, reiteradamente, sobre a necessidade da formação contínua dos presbíteros. Ela é uma necessidade para os próprios e uma obrigação para  com o Povo de Deus, a quem servimos e que espera de nós uma pregação e uma pastoral que corresponda às exigências do nosso tempo.

Apelamos, por isso, a uma ampla participação do Presbitério de Lamego.

As inscrições devem ser feitas junto da Cúria Diocesana (254612147) ou para o número: 965514956, até ao dia 14 do corrente mês.

Aproveito para apresentar as minhas saudações fraternas e votos de bom Ano Novo, para si e para as suas comunidades.

Lamego, 7 de Janeiro de 2016

Pe. João Carlos Costa Morgado, Pró-Vigário Geral

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4345, 12 de janeiro de 2016

FORMAÇÃO PERMANENTE | Editorial Voz de Lamego |12 de janeiro

Editorial

A edição da Voz de Lamego desta semana dá grande destaque à temática e problemática dos Refugiados, em vésperas do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, relacionando com a Misericórdia. Alguns sublinhados desta edição: mensagem do Para para a Jornada do Migrante e do Refugiado, e reflexão sobre o tema; as Obras de Misericórdia; à conversa com o Arcipreste de Cinfães-Resende, sobre a realidade dos Arciprestados na dinâmica pastoral da Diocese de Lamego. A formação permanente, tema do Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, dá corpo e fundamentação à missiva do Pe. João Carlos, Pró Vigário Geral, no convite aos sacerdotes da Diocese para as jornadas de formação que ocorrerão nos dias 18 e 19 de janeiro, na Casa de São José.

Comecemos, como habitualmente, a leitura da Voz de Lamego pelo Editorial:

FORMAÇÃO PERMANENTE

Está agendado para os dias 18 e 19 deste mês mais um momento de encontro e formação para os sacerdotes do nosso presbitério, concretizando o que o Directório para o ministério e a vida dos Presbíteros sugere: “a formação permanente apresenta-se como um meio necessário ao presbítero para conseguir o fim da sua vocação, que é serviço de Deus e do seu povo” (n.º 89).

Esta formação, que deve aprofundar e sintetizar harmoniosamente as dimensões espiritual, humana, intelectual e pastoral, é exigência sempre presente na vida de quem recebeu o sacramento da Ordem. Numa palavra, trata-se de viver a fidelidade ao dom recebido (2Tm 1, 6).

Não se trata de juntar certificados de presença, diplomas ou cursos, mas de conseguir meios que o ajudem a estar atento à vida que o habita e ao mundo que o rodeia a fim de compreender a sociedade e responder com solicitude, testemunhando a fé e o Senhor que o chamou e continuamente envia.

O sacerdote é mais que um simples líder comunitário e, por isso, será redutor vê-lo apenas no seu serviço de presidência e de governo na comunidade, promovendo uma certa horizontalização que leva ao funcionalismo, obscurecendo a orientação vertical, para Deus. A vocação e missão do sacerdote adquirem em Cristo a sua figura espiritualmente determinante e o seu perfil específico. E nem sempre é fácil para o presbítero preservar a sua unidade interna. O risco será sentir-se interiormente vazio, perdendo a alegria do ministério que começa a ser sentido como um fardo.

Pelo sacramento da Ordem, o presbítero é nomeado e capacitado por Deus para ser testemunha de Jesus Cristo. Por isso, a imagem pública e a credibilidade da Igreja dependem também do seu testemunho. Um sacerdote frustrado, resignado e amargurado é um testemunho negativo para a fé que anuncia.

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4345, 12 de janeiro de 2016