Arquivo

Archive for 08/01/2016

RETIRO DO CLERO DA DIOCESE DE LAMEGO

retiro2015 0

Os sacerdotes da nossa diocese tiveram a oportunidade de viver o seu retiro espiritual anual entre os dias 27 e 30 de dezembro de 2015, na Casa de S. José. O encontro foi orientado pelo Padre Manuel Barbosa, dehoniano e actual Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa. Na eucaristia do último dia, presidida por D. António Couto, lembraram-se os sete sacerdotes falecidos ao longo de 2015, bem como outros familiares dos nossos padres.

Todos os anos, os sacerdotes são convidados a viverem alguns dias de uma maior e mais intensa recolecção e oração, a que habitualmente se chama “retiro espiritual”. Pode ser vivido em qualquer altura do ano, dentro ou fora da diocese. Há sacerdotes que preferem viver tal realidade em Fátima, por exemplo, mas a diocese oferece também essa possibilidade. Para isso fixa uma data, reserva um espaço, convida alguém para vir orientar e apela à participação.

Como habitualmente, o espaço reservado foi a Casa de São José, em Lamego, e o orientador foi o Padre Manuel Barbosa, dehoniano e actual Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa. Os participantes ultrapassaram as três dezenas, apesar de existir espaço para mais, e a data escolhida não trouxe novidade, proporcionando uns dias diferentes entre a solenidade do Natal e o início de um novo ano.

O programa diário privilegiou os momentos de oração individual e comunitária, mas contemplou também bastante tempo para a meditação, apoiada pelas duas conferências diárias e pelos textos distribuídos. O Pe. Manuel Barbosa disponibilizou, em cada encontro, algumas páginas que continham tópicos da sua comunicação, mas também alguns textos do Magistério e de outros autores que, a propósito dos temas, poderiam ser uma referência. Aproveitando os dons musicais e vocais que o Criador lhe concedeu, no início de cada encontro, o conferencista pegava na viola e cantava um cântico/oração escolhido propositadamente dentre uma pequena colectânea que organizou e a todos distribuiu.

Sem a pretensão de dizer muito e bem, aqui ficam algumas notas do que foi exposto.

– O retiro é sempre uma experiência de oração, de encontro, mas também de procura e de um deixar-se encontrar. E toda a vida precisa de tempo de silêncio para escutar e de disponibilidade para crescer.

– O sacerdote, em virtude da sua identidade e missão, é chamado a viver e a testemunhar uma radicalidade evangélica que se traduz diariamente no radical amor a Deus, na caridade pastoral, na obediência (apostólica, comunitária, pastoral), no serviço…

O presbítero é um servidor da comunhão eclesial, que é dom e tarefa, e participa dessa missão comum com alegria e entusiasmo, cumprindo o seu dever mais por opção do que por decreto, integrado num presbitério que conta com cada membro para anunciar e viver o Evangelho. Neste particular, a fraternidade apostólica exige um caminhar juntos que vai além das palavras e assenta na proximidade efectiva e afectiva.

– Membro da Igreja, o sacerdote tem consciência de ser um servidor da eclesial missão evangelizadora, assumindo conscientemente tal dever que o Senhor lhe entrega, disponibilizando-se para fazer o melhor que pode e sabe, atento à Palavra e praticando a oração e o estudo. A renovação da pastoral exige formação e disponibilidade contínuas por parte dos pastores que têm a missão de anunciar, formar e acompanhar.

– Para concretizar a evangelização, há necessidade de vencer “acédia paralizadora” (EG 81) referida pelo Papa Francisco, e que pode ser definida como apatia devida ao aborrecimento, uma negligência de fazer o bem, traduzindo um certo estado depressivo que pode atingir o sacerdote.

– Continuamente é importante conservar o fervor do Espírito e a reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016

CNE – Celebração de partilha da Luz

Entrga da luz (2)

O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios transformou-se, por momentos, em centro escutista inter-regional. De facto, na Casa da Mãe dos Escutas, reuniram-se no dia 15/12/2015 pelas 19h, representantes dos Agrupamentos das Regiões de Lamego e Vila Real com as respetivas Juntas Regionais, Assistentes de Agrupamentos, Assistentes Regionais assim como elementos da Fraternidade Nuno Álvares sob a presidência do nosso Bispo, D. António Couto, para acolherem a Luz da Paz de Belém. Foi pela primeira vez que a nossa Região de Lamego participou nesta atividade carregada de emoção e fé.

Desde 1989, a televisão pública Austríaca em conjunto com os Escuteiros e Guias Austríacos elegem uma criança que transportará a Luz desde Belém até ao seu país. Esta criança, escolhida pela inocência e pureza que transmite, desloca-se até à gruta de Belém e recolhe a chama que será transportada até Viena, na Áustria, onde se realiza uma cerimónia de intenso simbolismo na qual a chama é partilhada com delegações de Escuteiros e Guias de vários países.

Foi a esta grandiosa cerimónia que uma delegação portuguesa do Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português – se associou, transportando a luz até ao nosso país no dia 13 de Dezembro de 2015.

Nesse mesmo dia, o Chefe Regional de Lamego, Alexandre Magno, foi buscá-la a Lisboa, transportando-a até à nossa Região de Lamego.

E de candeia em candeia esta chama, acesa em Belém, já percorreu cerca de 6.000km, sem nunca se apagar.

Chegou, finalmente, no dia 15 de dezembro de 2015 ao Santuário da Virgem dos Remédios.

Agora é a nossa vez! É a nossa vez de aquecer os nossos corações com a Luz da Paz de Belém.

Esta luz que é ao mesmo tempo tão frágil e tão poderosa. Frágil porque é apenas uma pequena chama numa vela. Poderosa pelo que representa e transmite ao coração de cada um de nós.

Esta é uma Luz que viaja de mão em mão sem se apagar, que se reforça em cada partilha, que vive a Paz, comunga a Paz, soleniza a Paz, partilha a Paz e transmite a Paz a cada um de nós, porque vem de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.

Assumimos, cada um de nós, o papel de mensageiros da paz através desta chama que vem desde Belém.

Em todas as nossas comunidades onde o CNE está implantado e outras que quiseram partilhar connosco este gesto, foi acesa esta chama que na noite de Natal será colocada na janela das nossas casas para manifestarmos desta forma a união de sentimentos na construção da Paz.

Quando olhamos para o globo terrestre a guerra e o terrorismo parecem alastrar cada vez mais.

Seja o Príncipe da Paz a orientar os Homens na construção deste objetivo durante o ano de 2016.

Artur Mergulhão, Assistente Regional de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016