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Zona Pastoral de Resende: Viver a Misericórdia

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O Papa Francisco na Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia afirma no ponto três que “há momentos em que somos chamados a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai”. Assim, procurando concretizar estas palavras do Santo Padre as comunidades da Zona Arciprestal de Resende reuniram-se, no passado domingo, dia três de janeiro, na Igreja Jubilar da Imaculada Conceição – Resende para a celebração “Viver a Misericórdia”.

Esta celebração enquadra-se nas iniciativas que os fiéis da Zona Arciprestal de Resende vão procurar desenvolver com o intuito de aprofundarem o sentido da misericórdia e de a descobrir enquanto “caminho de vida” e “caminho de encontro que une Deus e o homem”.

De modo a lucrar da indulgência plenária a celebração contou com diferentes momentos: peregrinação, sacramento da Reconciliação e Sacramento da Eucaristia.

Estava definido que pelas catorze horas dois grupos de fiéis saíssem em peregrinação tendo como meta a Igreja da Imaculada Conceição. Contudo, visto as condições meteorológicas não o permitirem esses dois grupos de peregrinos dirigiram-se diretamente para a Igreja Jubilar. No entanto, um outro grupo, da paróquia de São Martinho de Mouros superou a dificuldade da precipitação e ao longo de quase duas horas caminharam em verdadeira peregrinação.

Com o sacramento da Reconciliação todos podemos sentir a libertação operada por Deus na pessoa de Jesus Cristo revelando a Sua faceta mais tocante: Deus é amor. Assim, se Jesus, ao longo da Sua vida terrena, se dirigia principalmente aos pecadores, pobres, marginalizados, doentes e atribulados partilhando com eles a Sua Paz e o Seu Amor pela misericórdia, o sacramento da Reconciliação permitiu-nos a todos nós, pecadores, sentir a Sua paz e o Seu Amor.

Viver a Misericórdia contou também com a celebração da Eucaristia onde o encontro com o Senhor, no dia da Sua Epifania, permitiu que todos sentissem a Sua Misericórdia e voltassem para as suas vidas por um caminho diferente.

Contudo o perdão não deve ser vivido unidireccionalmente. Se Deus nos perdoa, também nós deveremos ser capazes de perdoar. Será mesmo um imperativo perdoar o outro, tal como nos lembra a expressão do Pai Nosso “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos”.

O ano da Misericórdia traz a oportunidade de reaprendermos a viver a nossa fé, marcada pela fragilidade humana com necessidade de ser perdoada e de perdoar e de encontrar na Misericórdia com as suas obras corporais e espirituais o caminho da paz e do amor de Deus.

Estas iniciativas continuarão até ao final do ano Jubilar em todos os primeiros domingos com tempo de Reconciliação e Adoração ao Santíssimo Sacramento, de modo a redescobrir a beleza do perdão e do perdoar pois só assim saberemos que nos podemos dirigir sempre a Deus, mesmo caindo tantas vezes, pois Ele não desiste de nós.

Pe. Miguel Peixoto, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016

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