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Archive for 07/01/2016

Missa Nova do Padre Amadeu Lino

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Deus quer, o homem sonha, a fé nasce. Inspirado na célebre frase de Fernando Pessoa, Amadeu Lino não descansou enquanto não concretizou o seu sonho lindo puro da infância em ser “Padre” com o imperativo de Deus.

A Igreja Paroquial foi pequena para colher tanta gente que quis estar presente na missa nova de um filho da terra – Padre Amadeu Lino, no dia 20/12/15, às 16 horas. Foi coadjuvado com o seu pároco, três padres e ainda um acólito. Pertence à diocese de Beja. Por razões óbvias o Presidente da Edilidade – Eng Francisco Lopes enviou uma mensagem através do seu pároco. Esteve em peso toda a Junta de Freguesia e outros membros da Assembleia de Freguesia.

Nunca tinha assistido a uma missa nova e adorei na forma de estar no altar, como amor provado a Deus. O seu sorriso era o retrato vivo da alegria e de felicidade. Os olhos ficam brilhantes. Quase se perdem no infinito. A voz treme, a emoção é muita e as palavras enrolam-se de Fé.

Esta manifestação de Fé notada naquela tarde faz parte da nossa entidade como povo, e apresentou uma beleza incontornável. Vai ser rapidamente uma referência na “Diocese de Beja” pela forma inovadora de estar e pela enorme interacção com os paroquianos.

Os presentes ficaram suspensos na alocução da homilia com o encadeamento da palavras de um acto de Fé, a culminar em alegria e em bênção que traçou como guia e farol o caminho de Deus verdadeiro programa de vida: idoneidade e sagacidade; espiritualidade e humanidade; exemplaridade e felicidade; caridade e verdade; respeito e humildade.

Ao fim houve um lanche – convívio numa das salas da ex. escola primária.

Esta manifestação de Fé vale mais do que mil palavras.

Viriato Lemos,  in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016

Zona Pastoral de Resende: Viver a Misericórdia

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O Papa Francisco na Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia afirma no ponto três que “há momentos em que somos chamados a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai”. Assim, procurando concretizar estas palavras do Santo Padre as comunidades da Zona Arciprestal de Resende reuniram-se, no passado domingo, dia três de janeiro, na Igreja Jubilar da Imaculada Conceição – Resende para a celebração “Viver a Misericórdia”.

Esta celebração enquadra-se nas iniciativas que os fiéis da Zona Arciprestal de Resende vão procurar desenvolver com o intuito de aprofundarem o sentido da misericórdia e de a descobrir enquanto “caminho de vida” e “caminho de encontro que une Deus e o homem”.

De modo a lucrar da indulgência plenária a celebração contou com diferentes momentos: peregrinação, sacramento da Reconciliação e Sacramento da Eucaristia.

Estava definido que pelas catorze horas dois grupos de fiéis saíssem em peregrinação tendo como meta a Igreja da Imaculada Conceição. Contudo, visto as condições meteorológicas não o permitirem esses dois grupos de peregrinos dirigiram-se diretamente para a Igreja Jubilar. No entanto, um outro grupo, da paróquia de São Martinho de Mouros superou a dificuldade da precipitação e ao longo de quase duas horas caminharam em verdadeira peregrinação.

Com o sacramento da Reconciliação todos podemos sentir a libertação operada por Deus na pessoa de Jesus Cristo revelando a Sua faceta mais tocante: Deus é amor. Assim, se Jesus, ao longo da Sua vida terrena, se dirigia principalmente aos pecadores, pobres, marginalizados, doentes e atribulados partilhando com eles a Sua Paz e o Seu Amor pela misericórdia, o sacramento da Reconciliação permitiu-nos a todos nós, pecadores, sentir a Sua paz e o Seu Amor.

Viver a Misericórdia contou também com a celebração da Eucaristia onde o encontro com o Senhor, no dia da Sua Epifania, permitiu que todos sentissem a Sua Misericórdia e voltassem para as suas vidas por um caminho diferente.

Contudo o perdão não deve ser vivido unidireccionalmente. Se Deus nos perdoa, também nós deveremos ser capazes de perdoar. Será mesmo um imperativo perdoar o outro, tal como nos lembra a expressão do Pai Nosso “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos”.

O ano da Misericórdia traz a oportunidade de reaprendermos a viver a nossa fé, marcada pela fragilidade humana com necessidade de ser perdoada e de perdoar e de encontrar na Misericórdia com as suas obras corporais e espirituais o caminho da paz e do amor de Deus.

Estas iniciativas continuarão até ao final do ano Jubilar em todos os primeiros domingos com tempo de Reconciliação e Adoração ao Santíssimo Sacramento, de modo a redescobrir a beleza do perdão e do perdoar pois só assim saberemos que nos podemos dirigir sempre a Deus, mesmo caindo tantas vezes, pois Ele não desiste de nós.

Pe. Miguel Peixoto, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016