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NATAL. CURVAR-SE | Editorial Voz de Lamego | 22 de dezembro

EditorialVl

Em vésperas de Natal, o Jornal Diocesano, Voz de Lamego, faz eco da sociedade e da Igreja, com textos, reflexões, notícias centradas especialmente nesta quadra de Natal.

O Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, fala do Curvar-se próprio de Deus que vem e de cada um de nós para servimos o outro.

NATAL. CURVAR-SE

A Igreja da Natividade, que encontramos em Belém, foi declarada património da humanidade em 2012 e é uma referência para os cristãos, não apenas pela sua antiguidade (326), mas sobretudo porque no seu interior, segundo a tradição, podemos encontrar a gruta onde Jesus nasceu.

E é nesta bela, grande e histórica igreja, considerada a mais antiga do mundo, com tanto para contar e mostrar, que uma particularidade chama a atenção dos visitantes: a porta de entrada. Isto porque é muito baixa: tem apenas 125 centímetros de altura.

Como é que uma igreja tão antiga, tão importante e tão visitada tem uma porta de entrada tão baixa? Diz-se que foram os cruzados que, numas das remodelações feitas, optaram por diminuir a entrada existente. A razão seria para garantir que ninguém pudesse entrar montado a cavalo!

Assim, exceptuando as crianças ou pessoas muito baixas, todos têm que curvar-se para entrar na Igreja da Natividade.

O Natal convida o crente a curvar-se, não para ser humilhado ou dominado, perder de vista o horizonte ou confessar-se incapaz, mas para contemplar a ternura de um Deus que se revela na fragilidade e suavidade de uma criança. Curvar-se, não para que lhe batam, explorem ou carreguem desmesuradamente, mas para contemplar um Deus próximo, misericordioso e atento que conta connosco para ser acolhido e anunciado.

Mas curvar-se pode significar, também, o sair da pose habitual e o assumir de limites e imperfeições, sentindo-se próximo e solidário de quantos caminham. Porque, se na igreja da Palestina ninguém entra sem se curvar, no Natal não se entra sem deixar algumas posturas.

Também a misericórdia, cujo ano estamos a viver, exige protagonistas dispostos a curvarem-se: para a receber e agradecer, para a testemunhar e oferecer.

Um Santo Natal.

in Voz de Lamego, ano 85/55, n.º 4343, 22 de dezembro

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