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Archive for 23/12/2015

Seminário Maior de Lamego | Dia de Festa

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A 18 de Dezembro, na capela do Seminário Maior de Lamego, celebraram-se as instituições dos Ministérios de Leitor e Acólito. Recebeu a instituição do Ministério de Leitor o Vítor Carreira, seminarista do 5º ano, e do Ministério de Acólito o Luís Rafael e o Diogo Rodrigues, seminaristas do 6º ano.

A celebração foi presidida pelo Bispo de Lamego, D. António Couto, concelebraram o Bispo Emérito, D. Jacinto Botelho, o Vigário Geral, o Pró-Vigário, o Reitor do Seminário Maior de La mego e o Vice-Reitor do Seminário de Resende e Prefeitos dos mesmos Seminários, os párocos dos seminaristas e das paróquias de estágio dos seminaristas mais velhos, algumas das congregações e ordens religiosas da nossa diocese, os seminaristas maiores e suas famílias.

Durante a homilia, o Sr. D. António lembrou a alegria para toda a diocese em ver os jovens que se formam no Seminário Maior de Lamego a dar mais um passo, aproximando-se da mesa da Palavra e da mesa do Altar. Não esquecendo de elucidar os seminaristas agora instituídos da importância das funções que a Igreja lhes confiava desde então, lembrando o papel das mesmas nas primeiras comunidades cristas, rematou com uma palavra de incentivo para todos os seminaristas maiores, para que sigam os mesmos passos e sem aproximem de Cristo deixando Cristo abeirar-se deles. Aludindo também ao Evangelho e ao tempo de Advento, encorajou todos os presentes para serem e se deixarem ser habitação de Jesus, esse Senhor que vem ao nosso encontro.

À Celebração Eucarística seguiu-se o jantar de Natal do Seminário. A noite terminou com a exibição de algumas peças musicais alusivas ao Natal apresentadas pelos seminaristas, pelas religiosas e pelo Pe. Marcos Alvim. O mesmo sacerdote conseguiu despertar bastantes gargalhadas com alguns truques de magia que também trouxe a cena. Já o Cón. José Manuel Melo, que engendrou um jogo com cordas, conseguiu trocar as voltas aos cérebros daqueles que participaram no jogo e bastantes rizadas àqueles que de fora se animavam com a confusão e trapalhada dos primeiros que procuravam resolver o “quebra-cabeças”.

Foi sem dúvida uma noite animada e com espírito natalício, onde todos reunidos como irmãos rezaram, partilharam a refeição e estiveram em comunhão. O espírito natalício foi para os presentes ainda mais ornado pela alegria de testemunharem os passos dos seminaristas que caminham para o sacerdócio na espera de que o Senhor Jesus continue a chamar jovens que se disponham a santificar-se a servir a Igreja.

João Pereira, in Voz de Lamego, ano 85/55, n.º 4343, 22 de dezembro

NATAL. CURVAR-SE | Editorial Voz de Lamego | 22 de dezembro

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Em vésperas de Natal, o Jornal Diocesano, Voz de Lamego, faz eco da sociedade e da Igreja, com textos, reflexões, notícias centradas especialmente nesta quadra de Natal.

O Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, fala do Curvar-se próprio de Deus que vem e de cada um de nós para servimos o outro.

NATAL. CURVAR-SE

A Igreja da Natividade, que encontramos em Belém, foi declarada património da humanidade em 2012 e é uma referência para os cristãos, não apenas pela sua antiguidade (326), mas sobretudo porque no seu interior, segundo a tradição, podemos encontrar a gruta onde Jesus nasceu.

E é nesta bela, grande e histórica igreja, considerada a mais antiga do mundo, com tanto para contar e mostrar, que uma particularidade chama a atenção dos visitantes: a porta de entrada. Isto porque é muito baixa: tem apenas 125 centímetros de altura.

Como é que uma igreja tão antiga, tão importante e tão visitada tem uma porta de entrada tão baixa? Diz-se que foram os cruzados que, numas das remodelações feitas, optaram por diminuir a entrada existente. A razão seria para garantir que ninguém pudesse entrar montado a cavalo!

Assim, exceptuando as crianças ou pessoas muito baixas, todos têm que curvar-se para entrar na Igreja da Natividade.

O Natal convida o crente a curvar-se, não para ser humilhado ou dominado, perder de vista o horizonte ou confessar-se incapaz, mas para contemplar a ternura de um Deus que se revela na fragilidade e suavidade de uma criança. Curvar-se, não para que lhe batam, explorem ou carreguem desmesuradamente, mas para contemplar um Deus próximo, misericordioso e atento que conta connosco para ser acolhido e anunciado.

Mas curvar-se pode significar, também, o sair da pose habitual e o assumir de limites e imperfeições, sentindo-se próximo e solidário de quantos caminham. Porque, se na igreja da Palestina ninguém entra sem se curvar, no Natal não se entra sem deixar algumas posturas.

Também a misericórdia, cujo ano estamos a viver, exige protagonistas dispostos a curvarem-se: para a receber e agradecer, para a testemunhar e oferecer.

Um Santo Natal.

in Voz de Lamego, ano 85/55, n.º 4343, 22 de dezembro