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Archive for 16/12/2015

Formação de Jovem da Zona Arciprestal de Resende

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No passado dia 5 de dezembro, decorreu no Seminário Menor de Resende, uma atividade em que a tónica principal era a proposta do Papa Francisco acerca do facto de este ano litúrgico celebrarmos o ano da Misericórdia.

Nesta dinâmica participaram os jovens de São João Batista de Felgueiras, de São João de Fontoura, de Santíssimo Salvador de Resende e de São Martinho de Mouros que assistiram atentamente à explicação do que era e o que se propunha fazer no âmbito desta iniciativa eclesial.

Assim, a palestra foi iniciada com a participação de senhores padres, o Sr. Pe. João Carlos cuja função era explicitar-nos a contextualização do ano da Misericórdia articulada com passagens da Bíblia para que pudéssemos compreender melhor a sua dinâmica. Por sua vez, o Sr. Pe. Diamantino expôs, através de um powerpoint, a sua visão acerca da importância da Reconciliação para a vivência da Misericórdia.

Contámos, também, com a presença de um professor de Educação Moral Religiosa Católica, António Augusto Silva da Diocese do Porto, que nos despertou a atenção para um exame de consciência que visava, não só as obras de Misericórdia corporais, como também as obras de Misericórdia espirituais e, posteriormente, um seminarista, Diogo Martinho, que nos elucidou sobre os principais pontos redigidos na Bula “O Rosto da Misericórdia” que o Papa redigiu acerca da Misericórdia.

Entre estas apresentações expositivas, os jovens intervieram numa representação das obras de Misericórdia.

No final da sessão, o almoço reforçou a convivência entre todos os presentes envolvidos num ambiente de Misericórdia fraternal. Saímos com o intuito de expandir esta esfera espiritual junto do próximo.

Ana Cláudia, Gotas d’Orvalho, in Voz de Lamego, ano 85/54, n.º 4341, 15 de dezembro

Retiro para o presbitério de Lamego: 27 a 30 de dezembro de 2015

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Irmão sacerdote, saudações fraternas em Cristo

Relembro o retiro para o nosso Presbitério, agendado para os próximos dias 27 a 30 de dezembro.

1. O retiro terá início no dia 27 (domingo) ao jantar e terminará no dia 30 (quarta-feira) ao almoço. Será orientado pelo Pe. Manuel Barbosa, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa. Durante o retiro, como habitualmente, celebraremos Missa de Sufrágio pelos sacerdotes falecidos.

2. A data do retiro resulta das sugestões apresentadas nos Conselhos de Presbíteros e de Arciprestes, que a indicaram por ser um tempo de menos trabalho pastoral e de férias escolares, o que permitirá também aos sacerdotes professores poderem participar.

3. Neste início do Ano da Misericórdia, esta será uma oportunidade única de fazermos uma experiência mais intensa da Misericórdia de Deus.

4. As inscrições devem ser feitas até ao dia 22 de dezembro, junto da Cúria Diocesana, Telefone: 254 612 147.

Aproveito para lhe desejar um Santo e Feliz Natal, votos que faço extensivos às comunidades que lhe estão confiadas.

Pe. João Carlos Costa Morgado, Pró Vigário Geral

Departamento para a Vida e Ministério dos Presbíteros.

GUARDAR A CRIAÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 15 de dezembro

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Destaque especial nesta edição da Voz de Lamego para o Início do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, com a Abertura das Portas Santas, na Sé de Lamego e no Santuário da Lapa, no passado domingo, 13 de dezembro de 2015. mas outros temas preenchem o Jornal Diocesano, informando-nos e desafiando-nos.

A leitura poderá começar precisamente com o Editorial do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, que parte da Cimeira sobre o Ambiente que se realizou em Paris e que merecer os focos da comunicação social dos últimos dias, pese embora os ataques terroristas que pareciam ensombrar outros acontecimentos:

GUARDAR A CRIAÇÃO 

A cimeira sobre o ambiente e a sua preservação decorreu em Paris. A cidade-luz, que dias antes fora palco de mais um cobarde atentado terrorista, acolheu delegações de todo o mundo para um debate sobre medidas a empreender para a salvaguarda da “casa comum”.

Apesar dos estudos publicados e dos consecutivos apelos à mudança, da pressão mediática e da presença de organizações ambientalistas, das evidências divulgadas (desertificação dos solos, desflorestação das selvas, inquinação das águas, devastação do ambiente, destruição…), mais uma vez, o mundo assistiu à grande dificuldade que foi aprovar as necessárias resoluções. As prolongadas negociações lá conseguiram obter consensos, mas sempre com grande relutância de quem mais polui e ficando aquém do desejado. As alterações climáticas e suas consequências vão continuar porque falta coragem para combater as suas causas.

O Papa Francisco já havia dado o mote com a encíclica Laudato Si, onde desafiou todos, a começar pelos que detêm o poder de governar, a olharem para o mundo como um bem a preservar, de que é preciso cuidar para legar aos vindouros, e não uma realidade a desbaratar.

No fundo, trata-se de assumir e defender uma cultura de vida, o que inclui uma nova atitude perante a criação e levanta a questão ecológica: “Amemos este magnífico planeta onde Deus nos coloca e amemos a humanidade que o habita” (EG 183). Porque o homem deve ser o guardião da criação.

É verdade que algo se vai conseguindo, que a consciência ecológica vai crescendo, que algumas práticas se alteram, mas os mais poluidores tardam em assumir uma posição mais radical. Entretanto, os estudos vão mostrando urgências e os mais pobres e menos poluidores vão sofrendo com o comportamento egoísta dos mais poderosos.

in Voz de Lamego, ano 85/54, n.º 4341, 15 de dezembro