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RADICALIDADE E VIDA | Editorial Voz de Lamego | 24 de novembro

editorial

A edição desta semana da Voz de Lamego dá destaque, a partir da primeira página, ao compromisso com os mais pobres, com a intervenção da Cáritas Portuguesa, que se reuniu em Conselho Geral, e à campanha do Banco Alimentar contra a Fome.

No interior, entre notícias, reflexões, eventos, espaço para a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Santo Adrião de Cabaços, na Zona Pastoral de Moimenta da Beira, entrevista com o Padre Marcos Alvim, que no sábado apresenta um novo álbum musical,  intitulado “Tu Senhor” e muitos outros motivos de interesse, com o propósito de aproximar pessoas e comunidades.

Para início de leitura, o Editorial com a referência aos atentados de Paris feitas em nome da religião ou de uma suposta vida radical. O Pe. Joaquim Dionísio contrapõe a vida radical de Jesus Cristo que não mata nem destrói mas que dá a vida para que tenhamos vida em abundância:

RADICALIDADE E VIDA

Os recentes atentados de Paris, os relatos e imagens que da cidade-luz nos chegam e os consequentes comentários têm marcado os últimos dias. E pelo mundo fora, exceptuando quem apoia tal prática (terroristas), todos são unânimes na condenação do acto e defensores de medidas que impossibilitem novos atentados.

Os jovens autores da barbárie são descritos como “radicais”, no sentido em que alteraram drasticamente o seu comportamento, adoptando atitudes bruscas que os tornaram intransigentes e extremistas. Neste cenário, “radical” é o que protagoniza actos violentos contra o seu semelhante em nome do Islão.

Mas o islamismo apreendido, assumido e defendido por estes terroristas é, sobretudo, um movimento radical que recusa a modernidade e a liberdade e se identifica mais com um totalitarismo que anseia e se bate por regular a sociedade em nome de uma religião que se apresenta como via única de redenção.

Em oposição a esta forma de ser e de estar aparecem referências aos “muçulmanos moderados”, compreendidos como seguidores pacíficos do Islão, integrados na sociedade ocidental, que cumprem os seus deveres e respeitam a ordem social vigente.

Mas talvez não chegue ser moderado. Será preciso também, por exemplo, denunciar certos pregadores violentos que, nas mesquitas onde orientam o culto, fomentam ódios e desrespeitam valores e princípios ou denunciar o aliciamento e recrutamento de jovens que se tornam vítimas e potenciais terroristas. É preciso fazer mais para travar esta deriva totalitarista e fundamentalista.

No Evangelho encontramos apelos à radicalidade, entendida como conversão feita pela raiz, sem cálculos e hesitações. Nesse sentido, para Jesus Cristo, discípulo radical é aquele que, livre e conscientemente, opta sem reservas por Deus e avança, decidida e responsavelmente, pelo caminho do bem até à doação de si mesmo pela vida do outro.

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

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