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Archive for 25/11/2015

Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia de Cabaços

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Dia 13 de novembro

Às 15:00 horas o Senhor Bispo visitou o Centro de Dia, com os idosos, visitou o Santuário de São Torcato e a Junta deFreguesia.

Às 17:00 horas teve início uma Catequese do Senhor Bispo, baseada na Primeira Carta aos Coríntios (9, 19-23), as palavras do Senhor Bispo penetraram no coração dos Cabacenses.

…Tudo faço por causa do Evangelho.

…Muita alegria muito entusiasmo pelos outros…

…Fazei tudo por causa do Evangelho…

Dia 15 de novembro

Às 14:00 horas foi a receção na entrada da Paróquia com muitos Cabacenses, lançamento de alguns foguetes, teve início num tapete de verdura e pétalas de floresaté à entrada da Igreja Paroquial,(feito para o efeito por jovens da catequese e adultos, até à entrada da Igreja Paroquial.

O ponto alto foi a Eucaristia muito participada, o coro da paróquia cantou cânticos próprios ensaiados pelo Pároco Sr. Padre Diamantino.

O cântico pós-comunhão foi tocado com flautas por 4 jovens da catequese, o Senhor Bispo realçou o valor dos jovens na paróquia.

Depois da Eucaristia pela tarde dentro tivemos um convívio partilhado participado por muitos paroquianos.

 

Manuel Bernardo, in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

RADICALIDADE E VIDA | Editorial Voz de Lamego | 24 de novembro

editorial

A edição desta semana da Voz de Lamego dá destaque, a partir da primeira página, ao compromisso com os mais pobres, com a intervenção da Cáritas Portuguesa, que se reuniu em Conselho Geral, e à campanha do Banco Alimentar contra a Fome.

No interior, entre notícias, reflexões, eventos, espaço para a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Santo Adrião de Cabaços, na Zona Pastoral de Moimenta da Beira, entrevista com o Padre Marcos Alvim, que no sábado apresenta um novo álbum musical,  intitulado “Tu Senhor” e muitos outros motivos de interesse, com o propósito de aproximar pessoas e comunidades.

Para início de leitura, o Editorial com a referência aos atentados de Paris feitas em nome da religião ou de uma suposta vida radical. O Pe. Joaquim Dionísio contrapõe a vida radical de Jesus Cristo que não mata nem destrói mas que dá a vida para que tenhamos vida em abundância:

RADICALIDADE E VIDA

Os recentes atentados de Paris, os relatos e imagens que da cidade-luz nos chegam e os consequentes comentários têm marcado os últimos dias. E pelo mundo fora, exceptuando quem apoia tal prática (terroristas), todos são unânimes na condenação do acto e defensores de medidas que impossibilitem novos atentados.

Os jovens autores da barbárie são descritos como “radicais”, no sentido em que alteraram drasticamente o seu comportamento, adoptando atitudes bruscas que os tornaram intransigentes e extremistas. Neste cenário, “radical” é o que protagoniza actos violentos contra o seu semelhante em nome do Islão.

Mas o islamismo apreendido, assumido e defendido por estes terroristas é, sobretudo, um movimento radical que recusa a modernidade e a liberdade e se identifica mais com um totalitarismo que anseia e se bate por regular a sociedade em nome de uma religião que se apresenta como via única de redenção.

Em oposição a esta forma de ser e de estar aparecem referências aos “muçulmanos moderados”, compreendidos como seguidores pacíficos do Islão, integrados na sociedade ocidental, que cumprem os seus deveres e respeitam a ordem social vigente.

Mas talvez não chegue ser moderado. Será preciso também, por exemplo, denunciar certos pregadores violentos que, nas mesquitas onde orientam o culto, fomentam ódios e desrespeitam valores e princípios ou denunciar o aliciamento e recrutamento de jovens que se tornam vítimas e potenciais terroristas. É preciso fazer mais para travar esta deriva totalitarista e fundamentalista.

No Evangelho encontramos apelos à radicalidade, entendida como conversão feita pela raiz, sem cálculos e hesitações. Nesse sentido, para Jesus Cristo, discípulo radical é aquele que, livre e conscientemente, opta sem reservas por Deus e avança, decidida e responsavelmente, pelo caminho do bem até à doação de si mesmo pela vida do outro.

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro