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Archive for 06/11/2015

Falecimento do Pe. Filipe Gonçalves da Fonseca

(Pe. Filipe, primeiro da direita para a esquerda)

O Senhor, na Sua Infinita misericórdia e sabedoria, chamou a Si o reverendo Pe. Filipe Gonçalves da Fonseca, natural de Penude, a viver em Tabuaço, zona pastoral onde exerceu grande parte do seu ministério sacerdotal.

Nos últimos dias, as condições de saúde degradaram-se acentuadamente. Na noite de domingo para segunda-feira, foi-lhe administrada a Santa Unção e na segunda-feira deu entrada nas Urgências do Centro Hospitalar, em Vila Real, ficando em observação e a realizar diversos exames.0177

(Pe. Filipe, primeiro da direita para a esquerda)

Nasceu a 14 de outubro 1932, na paróquia de São Pedro de Penude, no lugar do Granjal. Filho de Francisco Rodrigues da Fonseca e de Emília Gonçalves. Foi ordenado a 15 de agosto de 1955. Começou por ser pároco em Vale de Figueira a Velha, seguindo-se Pretarouca e Feirão.

Viria a fixar-se em Tabuaço, tendo sido pároco de Paradela, Távora, Granjinha e Sendim. Atualmente, era Capelão no Lar Maria Barradas, na paróquia de Barcos.

Faleceu na manhã de 6 de novembro de 2015.

O VELÓRIO far-se-á na Igreja Paroquial de Tabuaço

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(Pe. Filipe, ao lado do Senhor D. Jacinto. Segundo sacerdote a contar da direita para a esquerda)

FUNERAL e celebrações:

dia 7 de novembro | sábado

9h00 – Missa exequial na Igreja Paroquial de Tabuaço

Seguirá para a sua terra natal, São Pedro de Penude.

11h00 – Missa Exequial na Igreja Paroquial de Penude, presidida pelo Senhor Bispo, D. António Couto.

A Diocese de Lamego une-se em oração à família, aos amigos, às comunidades em que serviu, e à paróquia natal, em oração, agradecendo a Deus o dom da sua vida e no seu ministério pastoral.

ANO SANTO: APROFUNDAR A FÉ

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No dia-a-dia, jubileu é sinónimo de festa para celebrar um aniversário (matrimónio, sacerdócio…). Na bíblia significa um “ano da graça do Senhor” (Is 61, 2), uma ocasião para remir dívidas e penas devidas aos pecados, “um ano favorável da parte do Senhor” (Lc 4, 19). Na Igreja católica, jubileu é sinónimo de convite papal para assinalar, num determinado período, acontecimentos importantes na vida da fé, durante o qual são concedidas indulgências plenária.

Na Bíblia distinguem-se o “ano sabático” e o “ano jubilar”. O ano sabático é o último ano de um período de sete anos. O agricultor semeará os seus campos e colherá os produtos dele durante seis anos, mas, no último ano, deixá-los-á em pousio e o que eles produzirem espontaneamente será abandonado aos indigentes e aos animais do campo. Neste mesmo ano, os escravos serão libertados.

O ano jubilar é o que termina as sete vezes os sete anos, o 50.º ano (7×7=49). É anunciado ao som da trombeta, deixam-se os campos em pousio, libertam-se os escravos, perdoam-se as dívidas e devolvem-se ao proprietário ou aos seus herdeiros os bens fundiários (Lev 25, 10. 23 ss). Uma oportunidade para afirmar e concretizar a igualdade entre todos os filhos de Israel, proteger os mais fracos e oferecer novas oportunidades às famílias que haviam perdido as suas propriedades e, mesmo, a liberdade.

Com raízes bíblicas, tornou-se, depois do século XIV, ocasião para meditar, proclamar e agradecer a alegria provocada pela presença e acção de Cristo na terra, o Ano Santo.

A tradição do Ano Santo foi iniciada pelo Papa Bonifácio VIII, em 1300, que fixou a sua celebração a cada cem anos. A partir de 1475 – no sentido de dar a cada geração a possibilidade de o viver – o jubileu ordinário foi estabelecido a um ritmo de 25 anos. Por outro lado, um jubileu extraordinário pode ser convocado por ocasião de um acontecimento singular. No total, e até hoje, os Anos Santos ordinários já celebrados foram vinte e seis. O último Ano Santo remonta ao jubileu do ano 2000. De forma extraordinária, no último século, foram convocados em 1933, por Pio XI, para assinalar o 19.º centenário da Redenção, e em 1983, por João Paulo II, para os 1950 anos da Redenção.

A Igreja católica privilegia um significado espiritual para o jubileu, que consiste num perdão generalizado, numa indulgência aberta a todos e na possibilidade de reforçar a união com Deus e com o próximo. O Ano Santo é uma oportunidade para aprofundar a fé e viver, de forma comprometida e renovada, o testemunho cristão.

O início do jubileu é marcado pelo rito da abertura da Porta Santa, que se abre apenas no Ano Santo, existente em quatro basílicas romanas: S. Pedro, S. João de Latrão, S. Paulo fora de muros e Santa Maria Maior.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/49, n.º 4336, 3 de novembro