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ETERNIDADE: CAMINHA | Editorial Voz de Lamego | 3 de novembro

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O Editorial da Voz de Lamego, do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, sintoniza-nos com a celebração de Todos os Santos e com a comemoração dos Fiéis Defuntos, propondo-se a santidade como um caminho para o Pai, mas também a abertura do transitório para o permanente na eternidade de Deus.

Ambientando-nos à Voz de Lamego partindo do Editorial, para outras reflexões e notícias. Chamada de atenção para a primeira página: a Semana dos Seminários, de a 15 novembro. Destaque para a Mensagem de D. António Couto, partindo do tema para esta semana “Olhou-os com misericórdia…”

ETERNIDADE: CAMINHA

No segundo dia do “mês das almas”, depois da festa em honra de Todos os Santos, os católicos evocaram a memória dos Fiéis Defuntos, contemplando a morte e celebrando a Vida. Porque Deus não cria para destruir e a fé cristã permite-nos ver além do que enxergamos: desde que nascemos, já nascemos no caminho da ressurreição.

Recordar os que partiram, dirigir orações ao Pai, caminhar até aos cemitérios e parar diante de um túmulo traz, também, a oportunidade de nos contemplarmos e assumirmos: somos filhos de Deus em processo de amadurecimento, estamos na vida e a nossa missão é viver para ressuscitar.

Nesta perspectiva, a morte é a entrada na festa da vida eterna e a nossa caminhada é uma viagem para casa, para a eternidade, onde esperamos estar no convívio com Deus e com todos aqueles que são salvos.

Cada túmulo existente nos cemitérios contém uma história de vida que permanece presente na memória e no coração dos familiares e contemporâneos. Mas, se a saudade e a dor levam a “estar de luto” (transitório), a fé em Jesus Cristo permite ultrapassar o “ser luto” (permanente).

A fé na ressurreição não livra das lágrimas, das perguntas ou de um certo inconformismo, mas permite olhar para a eternidade e ultrapassar o luto permanente, substituindo-o pela confiança no Criador que cria para a vida, pela certeza de que Deus não se engana nem nos pode enganar e pela esperança de reencontro na eternidade.

A história da nossa existência é uma história de movimento e de constante desinstalação para a “instalação” definitiva (eternidade). Alguém disse, com simplicidade e sabedoria: “Quando nasceste, tu choraste, e todos riam à tua volta. Vive de tal forma uma vida bela que, quando tu morreres, possas sorrir, mesmo se à tua volta muitos chorarem”.

in Voz de Lamego, ano 85/49, n.º 4336, 3 de novembro

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