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Archive for Outubro, 2015

Abertura Solene do Ano Letivo no Seminário Menor de Resende | 2015

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Na passada quinta feira dia 15 de outubro, o Seminário Menor de Resende, abriu oficialmente o ano letivo 2015/16. Esteve connosco o Sr. Bispo D. António Couto, o Sr. Vigário Geral e Pró Vigário Geral, o Sr. Reitor do Seminário Maior e dois seminaristas finalistas do Seminário Maior, bem como com vários sacerdotes e párocos dos nossos seminaristas e toda a comunidade do Seminário, seminaristas e formadores.

Recebemos o Sr. Bispo e todos os sacerdotes e párocos em ambiente familiar e amistoso à porta do Seminário.

Dirigimo-nos para a Capela de Nossa Senhora de Lourdes, onde celebramos a Eucaristia Solene de abertura do ano letivo. Nesse dia em que a Igreja celebrava liturgicamente a memória de Santa Teresa de Jesus, o Sr. Bispo deixou-nos palavras encorajadoras e o exemplo inequívoco da força da fé e sadedoria desta grande Doutora da Igreja. Levando-nos para dentro do Evangelho, lembrou que como seminaristas também temos que dar fruto. Assim como a videira que só dá fruto permanecendo unida à cepa, também cada um de nós só dá fruto se permanecer unido a Cristo. Alertou ainda o Sr. Bispo para a qualidade do nosso fruto. Se não for bom, é necessária uma nova enxertia para que dê o fruto certo e bom aos olhos de Deus.

Estas palavras do nosso pastor foram acolhidas com entusiasmo no nosso coração e estamos confiantes que a seu tempo elas darão o fruto que Deus quer, com a ajuda de Nossa Senhora de Lourdes nossa Mãe.

Depois da celebração e da partilha da mesa de Cristo, partilhamos com a mesma alegria a refeição. Já no refeitório, reinou entre todos a boa disposição e o ambiente de festa que estávamos a viver.

Terminada a refeição despedimo-nos do Sr. Bispo, de todos os sacerdotes e dos nossos Párocos. O dia seguinte chamava para o descanso noturno.

Agradeçemos a presença amiga e delicada do Sr. Bispo e de todos os sacerdotes e desde já queremos dizer que voltem brevemente.

 SMR, in Voz de Lamego, ano 85/47, n.º 4334, 20 de outubro

Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. José António | Penedono

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A 30 de Junho de 1990! A cidade de Lamego, já habituado a dia de ordenações sacerdotais, preparava-se para mais uma cerimónia que marcaria para sempre a vida desses futuros sacerdotes. Entre eles encontrava-se, o então ainda diácono José António Magalhães Rodrigues. Um ano antes da sua ordenação esteve em Itália ao serviço do Movimento dos Focolares e depois de ordenado quis o Bispo de Lamego na altura D. António Castro Xavier Monteiro que Penela da Beira fosse a primeira paróquia que lhe foi confiada no ano de 1990. Manteve-se no concelho de Penedono durante 20 anos, assumindo também sobre sua alçada alguns anos mais tarde a responsabilidade das paróquias da Granja e Penedono, juntamente com as suas anexas, Ferronha e A-do-Bispo. Durante este período, o gosto pelas missões levou-o a África, mais concretamente a Moçambique e ao Brasil.

Foi no ano de 2010 que deixou estas terras frias da Beira para abraçar novos projetos pastorais. Contudo, os laços familiares e amigos faziam com que não fossem raras as vezes em que ele fosse visto em Penedono.

No passado mês de Junho o senhor padre José António comemorou as suas bodas de prata de ordenação sacerdotal e não quis deixar passar esta data importante sem regressar às origens, junto das suas comunidades que lhe foram inicialmente confiadas.

Foi no passado dia 18 que o senhor padre José António percorreu novamente o itinerário, que tantas vezes fez no passado, para celebrar Eucaristia com o seu Povo de 20 anos. Este dia de festa terminou com um almoço com os seus amigos de sempre, tendo sido uma oportunidade para recordar tempos passados, de grandes alegrias e boas recordações.

Pedro Gerardo,  in Voz de Lamego, ano 85/47, n.º 4334, 20 de outubro

Falecimento do Pai do Pe. Manuel João Amaral

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O Senhor Deus, Pai de insondável Sabedoria, na Sua clemente misericórdia, chamou a Si, o Senhor Luís Amaral, Pai do Padre Manuel João Amaral, que faleceu no mês anterior.

O Funeral será amanhã, 22 de outubro, na Igreja Paroquial de Penedono, pelas 17h00.

Unimo-nos em oração a toda a família, pedindo que a fé e a palavra de Deus conforte os seus corações. A proximidade dos acontecimentos multiplica a dor pela perda de dois familiares em tão curto espaço de tempo.

Numa hora tão delicada, que sobrevenha a força da fé e da esperança em Deus, na certeza que nos dá Jesus no Evangelho: vou preparar-vos um lugar para que onde Eu estou, estejais vós também.

ESCÂNDALO E PERDÃO | Editorial Voz de Lamego | 20 de outubro

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A Igreja vive um momento de extraordinária graça, a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, entre 4 e 25 de outubro, refletindo a família, com as suas potencialidades e as suas dificuldades. Por conseguinte, é um tema que está presentes em diferentes páginas das comunidades, paroquiais, diocesanas, nacionais. Também a Voz de Lamego vai dando voz a esta temática premente. O mês de outubro, por outro lado, é o mês das missões. E também, sintonizado com este compromisso de toda a Igreja e da Igreja como um todo, a Voz de Lamego dá-lhe esta semana o maior destaque, a começar pela primeira página. Canonização dos Pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, no passado dia 18 de outubro, Dia Mundial das Missões.

O Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial desta semana, faz ressonância das palavras do papa, na Audiência Geral da passada quarta-feira, 14 de outubro, em que Francisco pede perdão pelos escândalos e por todo o mal feito, especialmente às crianças.

ESCÂNDALO E PERDÃO

Partindo da palavra de Jesus, que convida a evitar o escândalo e critica quem o provoca (Lc 17, 1), o Papa Francisco iniciou a sua catequese do dia 14 com um pedido de perdão: “Antes de dar início à catequese, em nome da Igreja, gostaria de vos pedir perdão pelos escândalos que nestes últimos tempos ocorreram tanto em Roma como no Vaticano; eu peço-vos perdão!”

O escândalo é a reação provocada em alguém, causada pelo mau exemplo, e surge como sinónimo de coisa indecorosa e contrária aos bons costumes. Nesse sentido, é fruto de um mau procedimento ou de um acto reprovável e irresponsável que faz sofrer. E aumenta quando provem de pessoas ou ambientes onde tal pareceria difícil de acontecer. Mas a verdade é esta: com os nossos gestos, palavras e silêncios podemos ser motivo de escândalo.

As palavras do Papa são claras e o seu alcance facilmente percebido. Mas o importante é a atitude protagonizada. Responsável pela Igreja, sentiu-se na obrigação de pedir perdão por todos aqueles que, chamados a dar bom testemunho, não foram capazes de evitar o mau exemplo. Não escondeu os factos, não se perdeu em justificações nem gastou tempo a escolher as palavras. É preciso coragem para reconhecer o erro e humildade para pedir perdão.

Quantos líderes, governantes ou gestores, responsáveis por pessoas e bens, têm sido capazes de reconhecer o erro e protagonizar um acto tão humano e tão digno como é pedir perdão pelas mortes provocadas, pelas más opções tomadas, pelo prejuízo causado ou pelo escândalo divulgado?

O ideal será sempre evitar o mal e o escândalo, mas quando acontece é de grande nobreza reconhecer e pedir perdão. As palavras não devolvem vidas nem fazem esquecer lágrimas, mas contribuem para o reencontrar da dignidade e o restabelecer da confiança.

 in Voz de Lamego, ano 85/47, n.º 4334, 20 de outubro

Nomeações de D. António Couto | Ano pastoral 2015-2016 | Adenda

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Nota da Vigararia Geral

DIOCESE DE LAMEGO

A Vigararia Geral informa que o Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo da Diocese de Lamego, procedeu às seguintes dispensas e nomeações:

A Vigararia Geral informa que o Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego, efetuou as seguintes nomeações, motivadas pelo falecimento do Rev. Pe. Manuel João Nogueira Amaral:

  • Rev. Pe. Manuel Adelino Ramos Abrunhosa, nomeado Administrador Paroquial do Santíssimo Salvador de Pereiros, de Santa Catarina de Valongo dos Azeites e de São Bartolomeu de Vilarouco, na Zona Pastoral de São João da Pesqueira, mantendo os encargos pastorais que já lhe haviam sido confiados;
  • Rev. Pe. António Júlio Fernandes Pinto, nomeado Administrador Paroquial de Nossa Senhora do Rosário de Vale de Figueira a Velha, na zona pastoral de S. João da Pesqueira, mantendo os encargos pastorais que já lhe haviam sido confiados;
  • Rev. Pe. José Filipe Mendes Pereira, nomeado Vigário Paroquial do lugar de Vale de Vila, da mesma Paróquia de Vale de Figueira a Velha, acumulando com os encargos pastorais de Pároco de São João Baptista de São João da Pesqueira, de Santa Maria Madalena de Nagoselo do Douro e de Nossa Senhora das Neves de Soutelo do Douro.

Lamego, 16 de Outubro de 2015

Mons. Joaquim Dias Rebelo

Vigário Geral da Diocese de Lamego

LEIGOS DA BOA NOVA – Testemunho

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I.M. – Ao falar da experiência missionária que teve este verão no Chibuto, Moçambique, é inevitável que o Pedro fale dos Leigos da Boa Nova.

Um retiro de Advento em que o Grupo de Jovens da Sé participou em 2013, um testemunho missionário dado por um jovem, outros jovens que o ouvem … há um que fica curioso, quer saber mais, quer alargar as suas vivências religiosas, quer conhecer outros modos de viver a Fé; daí a contactar os L.B.N. foi um instantinho, certo Pedro?

PEDRO – Sim, logo que voltei para casa contactei-os para saber como poderia juntar-me a eles porque achei muito interessante o seu trabalho; de repente o que fazia pareceu-me muito limitado; quer dizer, cresci numa família cristã e sempre frequentei a catequese e o Grupo de Jovens da Sé (o que não é pouco, porque são muito activos!), fiz vários retiros e já passei uma Páscoa em Taizé com a minha família (foi fenomenal!); tento ser um bom cristão, mas faltava-me sair deste meio protegido, crescer interiormente e fortalecer a minha própria Fé ao ir ter com os outros que estão em condições diferentes e tentar que a minha presença e acções lhes levasse Deus, que eu próprio fosse um veículo da Palavra de Deus.

I.M. Foi difícil a integração?

PEDRO – Foi muito fácil! Colheram-me e integraram-me logo nas suas actividades e fui participando em tudo o que podia, porque algumas vezes era complicado uma vez que a sede é em Cucujães e havia actividades em Braga, Fátima, etc, mas também nisso foram compreensivos. É uma equipa muito simpática e coesa, senti-me em família.

I.M. – Tiveste a tua primeira missão em Portugal?…

PEDRO – Sim, no verão de 2014. Foi uma preparação para a missão deste ano, porque apesar dos destinatários e o trabalho serem diferentes, me preparou para lidar melhor com as pessoas e vê-las como filhos de Deus, seja qual for a sua proveniência, e a fazer tudo com alegria porque sei que Jesus está comigo.

I.M. O facto de esta missão em Portugal ter corrido bem foi decisivo para a missão em Moçambique?

PEDRO – Claro! Eu fiquei com mais vontade de participar, e também permitiu aos L.B.N. conhecerem-se melhor e verem se eu tinha perfil para participar lá fora, porque se vou para uma missão no exterior a ideia é ajudar, não atrapalhar!

I.M. – Como surgiu a Missão do Chibuto como opção para o teu trabalho?

PEDRO – Os L.B.N. têm Missões em Angola, Moçambique, Brasil, Guiné-Bissau. Cada uma delas (alguns países têm mais do que uma) tem um grupo específico de destinatários e projectos bem estruturados de ajuda relacionados com o desenvolvimento pessoal, social e económico, além de levar, claro, a Palavra de Deus e apoiar a Igreja local e a população em geral em tudo o que for necessário.

Os conhecimentos que os dirigentes dos L.B.N. tinham sobre mim foram importantes para decidirem aonde poderia ajudar mais. Adorei quando soube que iria para Moçambique.

Tenho ainda muito para contar, mas para terminar por agora quero apelar aos jovens que têm vontade de fazer trabalho humanitário que não hesitem, vão em frente, não é tão complicado como parece e vale mesmo a pena.

in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

Movimento da Mensagem de Fátima em Peregrinação Diocesana à Lapa

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No passado sábado, dia 10 de Outubro, o Movimento da Mensagem de Fátima presente na Diocese de Lamego, peregrinou até ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa.

Algumas centenas de Mensageiros de muitas paróquias, acompanhados pelas suas famílias, amigos e alguns párocos acorreram ao Santuário, testemunhando com a sua presença a  devoção à Mãe do Céu como caminho para Cristo…

Muitos aproveitaram para fazer a sua reconciliação;  alguns sacerdotes fizeram o favor de estar presentes e dsiponíveis para este serviço.

A Peregrinação teve início com a saudação a Nossa Senhora centrada no tema do ano pastoral que terminou Santificados em Cristo, encenada por um grupo de crianças, jovens e adultos  da paróquia de Ferreiros de Avões, acompanhado pelo seu Pároco.

De seguida, iniciou-se a caminhada até ao recinto, com a meditação e recitação dos mistérios gozosos (Mistérios da Alegria). Várias centenas de pessoas rezaram e mantiveram-se concentradas mesmo quando a chuva tentou aparecer. Mais uma vez, avós, filhos e netos unidos em família, estiveram presentes nesta peregrinação do mmf. Chegados ao recinto iniciou-se  a Celebração Eucarística, presidida pelo Bispo emérito, S.ª Ex.ª Reverendíssima D. Jacinto, acompanhado por uma dezena de sacerdotes e acolitado por seminaristas dos nossos Seminários de Lamego e Resende,  acompanhados  dos seus formadores.  Na homília, o Senhor Bispo, apelou para que os Mensageiros sejam verdadeiros  anunciadores da Mensagem através do testemunho de vida. A Mensagem de Nossa Senhora, bem  vivida, leva-nos até Jesus. Falou do Sínodo das Famílias que por estes dias está decorrer em Roma e apelou à oração pelo mesmo e pelas famílias. A família é a “Igreja doméstica”. Devemos responder ao pedido do Santo Padre, com o exemplo de uma sã vivência dentro da família a que pertencemos. E, para finalizar, pediu um propósito a cada Mensageiro: a  oração diária do terço em família oferecendo-o pela santificação  das nossas famílias.

Depois do almoço partilhado, houve um encontro com todos os Mensageiros, num dos salões do colégio. A Presidente Diocesana do MMF lembrou que em cada ano pastoral que começa  um novo desafio se apresenta. Neste ano pastoral que terminou  o tema “Santificados em Cristo”,  convidou-nos a  trabalhar mais e melhor para a nossa santificação e para a dos irmãos, com a certeza de que Deus é Pai de Misericórdia para com todos. No novo ano pastoral que já começou, um novo tema nos interpela. São as palavras de Jesus que diz: Eu vim para que tenham vida;  tema baseado na aparição de setembro de 1917… Aos Mensageiros é pedido que vivam a Mensagem na oração e no compromisso ao jeito dos pastorinhos.

Voltou-se ao Santuário para a Adoração ao Santíssimo  Sacramento,  presidida pelo Assistente Espiritual do Movimento na nossa Diocese. Com o Santuário cheio,  ouviram-se textos que nos falavam da Misericórdia de Deus e algumas reflexões retirados das Memórias da Irmã Lúcia. Partimos para os nossos ambientes habituais mais fortalecidos para enfrentar um novo ano pastoral que já decorre, experimentando verdadeiramente a ação da Misericórdia que há em Deus (Ide e fazei da minha casa, casa de oração e de misericórdia). Assim nos pede o Papa Francisco e também o nosso Bispo, no Ano Jubilar da Misericórdia.

Agradecemos muito especialmente ao grupo coral das paróquias da Gralheira e Panchorra, dirigido pelo Senhor Padre Sérgio Lemos que, com muita competência, animou a Eucaristia e a Adoração Eucarística. Um agradecimento sentido ao Sr. Padre Amorim, Reitor do Santuário, às Irmãs e restantes colaboradores por toda a disponibilidade dispensada. Que a Senhora da Lapa a todos ajude e proteja.

O Secretariado Diocesano, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

Discípulos Missionários nas periferias do Rio de Janeiro

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Arriscar partir…

“Ficar sem férias de verão? Porquê?”

Estas eram algumas das perguntas que a minha família e amigos iam fazendo quando lhes comunicava que durante o mês de Agosto iria partir em missão, mas desta vez não seria em Portugal…

Depois de ter participado em várias Semanas Missionárias de norte a sul no nosso país senti que estava na hora de partir mais além. Não sabia para onde ia ser enviado nem quem seriam as pessoas que me acompanhariam! Não me sentia 100% preparado, mas tinha a consciência que esse dia também nunca chegaria! Animava-me a certeza de que Aquele que me chamava certamente me capacitaria…

Passados dois meses chegou a informação: a PONTE 2015 realizar-se-á em Queimados, no Brasil! Não vou negar que a primeira pergunta que surgiu na minha cabeça foi “afinal o que é que eu vou para ali fazer?”

Mas a questão estava mal formulada!

Pouco a pouco, graças aos vários encontros de preparação, a pergunta foi-se aprimorando: “afinal quem é que vamos para ali amar?”

Mais do que uma missão pessoal era uma missão de grupo, uma missão dos 8 jovens provenientes desde as encostas do Douro até às praias do Algarve, uma missão que levaria consigo todo o movimento dos JSF, a ONGD Solsef, a nossa comunidade e cada pessoa que nos apoiasse com as suas orações, donativos, etc.

Chegou o dia…

… 1 de Agosto! Antes de entrarmos no avião, o facto de todos termos vestidas as t-shirts onde estava estampado o nosso logotipo chamou à atenção dos outros passageiros! Entretanto um casal brasileiro iniciou um pequeno diálogo connosco:

-“Oi, então vocês vão de férias para o Rio?”

E aproveitamos o momento para explicar:

-“Não, não… Somos um grupo de missionários! Vamos para Queimados fazer voluntariado (…)”

-“Mas ninguém vai para Queimados!!!”

Naquele momento confirmaram-se algumas das imagens que nos tinham apresentado daquela periferia na Baixada Fluminense. De facto, depois de a Policia Pacificadora ter ocupado as favelas no Rio de Janeiro, muitos traficantes refugiaram-se nas cidades à volta, fazendo aumentar nelas as situações de violência, tráfico de droga, assaltos, assassinatos…

Fomos para servir…

… na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Esta porção do Povo de Deus está confiada aos Missionários do Espirito Santo há muitos anos, sendo que os 3 párocos são portugueses. É uma terra com muitas “feridas abertas”, com casas e casas de tijolo, postes de eletricidade atulhados de fios, rios poluídos e muito trânsito… mas nós não fomos por causa disso: fomos por causa das pessoas.

Mal colocamos os pés naquele chão assumimos que estávamos ali por causa delas. Não éramos nenhuns “super-heróis” da engenharia civil… éramos corações à procura de outros corações!

A alegria…

…reinou durante todo o mês. Muitos abraços, sorrisos, gestos de carinho que nos enchiam de força para em cada dia “nos darmos” totalmente naquilo que estivéssemos a fazer.

Percorremos as ruas e fomos porta a porta à procura dos mais abandonados e doentes. Refletimos nas diversas comunidades sobre a importância da família na vida pessoal, social e cristã. Estivemos com crianças e adolescentes retirados do mundo da droga. Proporcionamos Atividades de Tempos Livres, Reforço Escolar, Rastreios de Saúde. Fomos às escolas e demos aulas para mais de 1500 alunos, procurando sensibiliza-los para temas como “Identidade, Afetividade e Sexualidade”, “Violência e Drogas”, “Cultura e Preconceito”, Educação para a Cidadania”.

Encontramos Deus…

…em cada uma dessas atividades e nos diversos momentos de oração. Nas catequeses, nos encontros com o Grupo Força Jovem, nas diversas celebrações a fé era vivida intensamente e nós eramos envolvidos naquele ambiente de festa e partilha que era tão natural e ao mesmo tempo tão edificante!

Encontramos tanta gente boa que com o seu testemunho nos permitiu fortalecer a fé, alargar horizontes e ficar de coração cheio! Como nos dizia D. Luciano Bergamin, bispo de Nova Iguaçu: “o Rio sacia os olhos, a baixada sacia a alma!”.

Voltamos…

…com a certeza de que estivemos no lugar certo! Deixamos lá uma pequena semente, deixamos lá um pouco de nós e regressamos com a vontade de fazer mais e melhor onde quer que estejamos! Todos somos “Discípulos Missionários caminhando na Alegria”, não é só para nós, também é para ti…

“Tu és capaz de mudar o mundo

Com o teu amor!

Se queres fazer a missão lá fora

Começa a fazê-la perto em teu redor!”

Luís Rafael Azevedo

JSF Vila da Ponte e Seminarista do 6.º Ano, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

Pe. Silvestre homenageado em Penela da Beira

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No dia 11 de outubro Penela da Beira fez Festa!!!

No dia em que celebrou a festa da sua Padroeira Nossa Senhora do Pranto, a comunidade paroquial de Penela da Beira, homenageou também o Pe. Joaquim Silvestre, pelas suas Bodas de Ouro Sacerdotais. Natural desta Comunidade, nasceu a 23 de Janeiro de 1939, o mais novo de 8 irmãos, filho de João Alegria Silvestre e de Joaquina da Piedade Neto.

Foi ordenado presbítero a 15 de Agosto de 1965, pelo Bispo de Lamego D. João da Silva Campos Neves, mas nunca cortou o cordão umbilical com a terra que o viu nascer, e tornou-se ao longo dos anos mais um motivo de orgulho para as gentes e Penela da Beira, que por isso quiseram neste dia de festa, agradecer à Mãe, pelo dom da vida deste seu tão ilustre conterrâneo.

Bem cedo chegou a Banda dos Bombeiros Voluntários de Penedono, sob a batuta do Sr. Pe. Carlos Carvalho, que após uma pequena arruada pelas ruas da Freguesia, juntamente com o Grupo Coral da Paróquia, tão dignamente abrilhantou a Eucaristia de Acção de Graças, entoando belíssimos cânticos a Nossa Senhora e vocacionais.

Estiveram presentes o Monsenhor José Gomes, também daqui natural, o Pe. João Carlos Morgado que presidiu à celebração em digna representação do Bispo da Diocese D. António Couto, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Penedono, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Penela da Beira, os responsáveis das diferentes instituições e demais forças vivas da Paróquia, mas a Comunidade Paroquial não faltou, esteve presente em grande número.

O momento era de festa, a igreja foi engalanada a preceito, os altares e andor de Nossa Senhora do Pranto, ornamentados em perfeita harmonia.

A celebração da eucaristia decorreu de uma forma muito solene e com muito respeito e foi já no momento de acção de graças, que os representantes das diferentes Instituições presentearam o P. Silvestre com algumas lembranças e tiveram a oportunidade de o felicitar pelo momento, o que lhe disseram, não sabemos afinal foi na simplicidade de mensagens sussurradas ao ouvido que se manifestaram, mas sabemos que também nesse momento, ele estava feliz, podíamos observá-lo no seu rosto.

Mas este momento era recheado de sentimentos de alegria misturados com emoção, e também aqui a Comunidade numa atitude humilde de respeito e gratidão, ofereceram um Crucifixo ao Sr. P. Luciano, pároco desta Comunidade, recordando e agradecendo assim, pelos nove anos da sua entrada na paróquia de Penela da Beira. Têm sido anos de muito trabalho, dedicação, presença e amizade para com os seus paroquianos, pelo que o momento impunha-se também como de reconhecimento para com o Sr. Pe. Luciano.

O Monsenhor José Gomes, também não foi esquecido também ele um ilustre de Penela da Beira, que nesta fase da sua vida, nos seus 67 anos de sacerdócio, escolheu a terra que o viu nascer para viver, onde continua a exercer o seu ministério e apoiar o Pároco sempre que é necessário.

No final da missa, o sol permitiu que se realizasse a solene procissão em honra de Nossa Senhora do Pranto, percorrendo as ruas da freguesia ao som da Banda de Música e dos foguetes.

Era já a hora bastante avançada, perto das 14h30, quando terminaram todas as cerimónias religiosas e mais uma vez ao som da Banda de Música, a população dirigiu-se para a Casa do Povo de Penela da Beira onde já os esperava uma deliciosa feijoada confeccionada pela Comissão de Festas e oferecida pela Junta de Freguesia.

Eram 280 os comensais, que sempre bem-dispostos e animados ali foram fazer a festa.

No final do almoço e antes da Banda Filarmónica tocar umas marchas no palco do salão, ainda houve tempo para se visionar um pequeno vídeo que conta a vida e a obra do P. Silvestre.

A seguir houve ainda tempo para o bailarico ao som da música, que terminou a sua atuação a tocar o Hino de Penela, aqui, entusiasticamente acompanhada das vozes de todos os presentes, que de pé cantaram o seu hino seguida de uma ovação geral.

Mas antes disso, o Sr. P. Silvestre, acompanhado pelo Sr. Presidente da Junta abriram o enorme bolo, ao som dos parabéns, que foi servido com um fresco e delicioso vinho espumante.

A festa não podia ser mais animada, cheia de sentimento e respeito, foi assim que a Paróquia de Penela da Beira, quis agradecer a Deus o dom do sacerdócio deste seu filho rejubilando com as suas bodas de ouro sacerdotais.

Maria José Neto, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

Abertura solene do Seminário Interdiocesano de São José

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O seminário que assegura a formação dos candidatos ao Sacerdócio das Dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu assinalou no passado dia 8 de Outubro o arranque oficial das atividades do novo ano letivo.

Para o Reitor do Seminário, Pe. Paulo Figueiró, a principal mensagem a deixar aos membros da comunidade centra-se “na esperança e força no início de um caminho”. Embora ainda jovem, o seminário entra no seu terceiro ano de vida com a certeza de que muitas barreiras já foram ultrapassadas “é altura de continuar a crescer e a progredir na formação” como acrescenta o sacerdote.

Na opinião do Reitor “ já houve tempo suficiente para consolidar hábitos e fortalecer a própria comunidade” e à medida que os anos passam “vai desaparecendo aquela sensação que estamos fora das nossas Dioceses porque já sentimos esta casa como nossa.”

Do programa, que ocupou o dia, fez parte a celebração da Eucaristia presidida por D. António Couto, Bispo de Lamego e concelebrada pelos bispos de Bragança- Miranda, Guarda e Viseu pelos reitores dos seminários diocesanos e equipa formadora.

Na homilia D. António Couto deixou as principais metas a atingir neste ano académico que agora começa e convidou a comunidade do Seminário a aprender a amar como Jesus Cristo, “que não deu a vida para salvar apenas aqueles que eram seus amigos mas para salvar todos”. D. António salientou ainda a importância de “cada um rebentar com os seus pequenos mundos” e “procurar amar o estrangeiro, aquele que não é igual nós e até mesmo aquele que está contra nós”.

Para além da Eucaristia o dia foi ainda marcado por uma reunião entre a equipa formadora, os Bispos e os Reitores dos Seminários diocesanos e por um almoço entre a comunidade e onde também esteve presente o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e o Bispo auxiliar, D. Francisco Senra Coelho.

Para os seminaristas das quatro dioceses começa agora um novo ano de trabalho, de caminho a percorrer e de aprofundamento do sentido de comunidade marcado pelo ritmo de uma instituição que os prepara intelectual e espiritualmente para a missão a que se sentiram chamados por Deus.

Diogo Domingues Jesus, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro