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CRISTO E PESSOAS | Editorial Voz de Lamego | 6 de outubro

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Os primeiros dias de outubro estão a ser marcados, na nossa Diocese, pela abertura do Ano Pastoral, que se realizou no Seminário Maior de Lamego, no dia 3; como mês das Missões, iniciando-se o mês com a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeira das Missões; e de uma forma muito visível a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que reflete sobre a missão da Família no tempo atual.

O editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, sublinha a necessidade da Igreja ser missionária, colocando Jesus Cristo no centro, para optar claramente pelas pessoas, sobretudo as mais frágeis.

CRISTO E PESSOAS

A memória de Santa Teresinha, Padroeira das Missões, abriu-nos as portas do mês “missionário”, recordando-nos que a missão é de sempre e é obra de todos em favor de todas as criaturas. Por mais discreta que seja a vida dos baptizados, apesar dos seus limites e capacidades, todos são missionários.

Na sua mensagem, o Papa apela aos consagrados para não esmorecerem na sua atividade missionária, porque o seu testemunho contribuirá para a urgente tarefa de “repropor o ideal da missão com o seu centro em Jesus Cristo”. E ao recordar os 50 anos do Decreto Ad Gentes, o Papa sublinha a actualidade da missão, descrevendo-a como “uma paixão por Jesus Cristo e uma paixão pelas pessoas”.

A paixão pelas pessoas, a começar pelos mais desfavorecidos, deve presidir à acção missionária dos baptizados. Mas a articulação é fundamental. Fixar-se num amor a Cristo que não se traduza em gestos fraternos pode significar a existência de uma fé que não é fermento, visando apenas um autoconsolo que emociona, mas que não aproxima. Por outro lado, resumir a missão a gestos de solidariedade pode levar a Igreja a ser apresentada como uma organização assistencialista como tantas que há por aí (ONG).

É a paixão por Cristo que fundamenta a vontade de proximidade e de mudança; não para dominar ou controlar, mas para elevar todos na sua dignidade, propor-lhes um caminho e, acima de tudo, anunciar-lhes o grande amor que Deus lhes tem.

É em nome dessa paixão por Cristo e pelas pessoas que muitos aceitam comprometer-se radicalmente e partem ao encontro da populações e culturas tão distantes e tão diversas. A nossa admiração e estima por eles é grande e a nossa oração pela sua acção é contínua. Mas importa, também, imitar o seu exemplo.

in Voz de Lamego, ano 85/45, n.º 4332, 6 de outubro

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