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Paróquia de Alvarenga acolhe novo pároco: Pe. Jorge Henrique

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Na tarde outonal do último domingo de setembro, esta paróquia de Santa Cruz de Alvarenga movimentou-se e acorreu à Igreja Matriz para receber festivamente o seu novo pároco, Pe. Jorge Henrique Gomes Saraiva.

Chegou pelas cinco horas, acompanhado pelo Sr. Vigário Geral, Monsenhor Joaquim Dias Rebelo, e pelos colegas dos arciprestados de Cinfães e Castro Daire e também de Lamego. Da comitiva faziam parte familiares e amigos.

Tudo foi organizado à volta da Igreja e integrado na Missa Paroquial. A Igreja estava cheia de fiéis contentes pela chegada do seu novo pároco que, por isto mesmo – apesar de ser já nosso vizinho em Ester, Parada de Ester e Cabril – despertava muita curiosidade. Todos, em bicos de pés, por cima das cabeças dos circunstantes, queriam ver, com os próprios olhos, quem chegava. O coral abrilhantava a solenidade do cortejo, que subia pela Igreja, com o maior entusiasmo.

Na homilia, o Sr. Vigário Geral teve uma palavra de gratidão para o anterior pároco, Pe. José Miguel Loureiro de Almeida, e uma outra de apoio e confiança para o Pe. Jorge Henrique. Resumiu o seu percurso de vida numa versão de fé: sabe levar a água ao seu moinho. Nós, fiéis de Alvarenga e habituados como ele ao ambiente do rio Paiva, compreendemos melhor que ninguém: sabe orientar as almas até Deus. O lugar onde estávamos apontava para esta leitura de fé, que o celebrante confirmou.

E teve mais uma terceira palavra para a assembleia dos paroquianos, muito oportuna e como eco das leituras da missa: o Espírito de Deus sopra onde quer, quando quer e como quer, não por capricho gratuito, mas por Providência Amorosa. Procuremos aqui o constrangimento que obriga a diocese de Lamego a confiar quatro paróquias desta margem direita do rio Paiva a um único pároco. É uma pergunta ao jeito de uma resposta. Nós perguntamos e Deus responde ou Deus pergunta e nós respondemos? A conclusão é pertinente e atual e está na responsabilização pessoal e coletiva dos leigos.

Depois de lida pelo Sr. Arcipreste de Cinfães, Pe. Adriano Pereira, a Provisão canónica da nomeação, uma paroquiana saudou, à nossa maneira de Alvarenga, o nomeado, pedindo-lhe emprestadas as palavras do lema sacerdotal que é este: “Eis-me aqui, Senhor, podes enviar-me.” Saudou assim: Deus ouviu a sua oração e enviou-o até nós. A casa é sua! Entre em sua casa! Sinta-se bem nela! Tudo faremos para que assim aconteça!

Já no final da Missa, falou também o pároco e dirigiu palavra de agradecimento a todos e cada um dos grupos de familiares, colegas, amigos e paroquianos.

Esta é uma das quatro paróquias que serve, mas servi-la-á com a mesma disponibilidade e consideração que teria se só paroquiasse Santa Cruz de Alvarenga, não se dividindo, mas sonhando, pedindo e implorando de Deus o dom, o milagre e o mistério da ubiquidade.

Momento expressivo foi no adro, junto à porta da sacristia, por onde ìa saindo a comitiva. À curiosidade atencionada só para o pároco, seguiu-se uma espontânea manifestação de popularidade, com grupinhos, aqui e além, a cumprimentar, a trocar simpatia e cortesias, a falar, a perguntar por este e por aquele. Todos se envolveram num agradável ambiente cordial. Havia amigos e conhecidos para todos os conhecidos e amigos. E os que não se conheciam apresentavam-se, e logo nasciam interesses, trocas de sorrisos, velhos amigos que já eram mais que de simples circunstância.

Este ambiente transferiu-se para o salão paroquial e manteve-se por mais uns momentos, à volta de uma mesa alongada, coloridamente sortida de doces variados e bebidas finas, à maneira de um chamado Porto de Honra. Não tanto para comer e beber, mas par adoçar mais as palavras de circunstância, inspirar o convívio e honrar as nossas visitas. Só os menos simpáticos relógios – que se haviam infiltrado sem convite – vieram perturbar a serenidade e pôr fim à boa disposição.

Registamos a presença dos pais, irmãos e familiares do Sr. Pe. Jorge Henrique. Voltem muitas vezes, vivemos todos na margem direita do rio Paiva. É fácil chegar cá. O rio orienta bem e ensina o caminho.

R.M., in Voz de Lamego, ano 85/44, n.º 4331, 29 de setembro

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