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Archive for Setembro, 2015

Paróquia de Avões acolhe novo Pároco: Pe. Vítor Silva

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O padre Victor Silva é o novo Pároco da Paróquia de São João Baptista de Avões. O padre Victor Silva substitui o padre Joaquim Silvestre, que esteve à frente desta comunidade 48 anos.

A tomada de posse teve lugar na tarde de domingo, 20 de setembro, a partir das 17 horas, na Igreja Paroquial de São João Baptista de Avões. Toda a comunidade se juntou para dar as boas vindas ao seu novo Pároco, numa cerimónia presidida pelo Rev. Pe. João Carlos, Pró-Vigário Geral da Diocese. A cerimónia contou ainda com a participação do Pároco cessante, padre Joaquim Silvestre, e alguns padres amigos que quiseram manifestar a sua comunhão e proximidade com o padre Victor.

Depois da proclamação do Evangelho o Monsenhor José Guedes leu a Provisão com a qual o senhor Bispo, D. António Couto, nomeia o novo pároco. Na homilia, partindo do comentário às leituras dominicais, e do tema do Simpósio do Clero “Padre, Irmão e Pastor”, o Rev. Pe. João Carlos agradeceu ao antigo Pároco o seu trabalho pedindo também a toda a comunidade que ajude o Rev. Pe. Victor nos seus trabalhos e projetos pastorais naquela paróquia.

Despois da homilia, o Pe. Victor realizou a sua profissão de fé e juramento de fidelidade a Cristo e à Igreja. Recebeu a chave da igreja e do sacrário e, nuns breves momentos de joelhos, entregou a Deus a sua nova missão em terras do Douro.

No final da Missa foram lidas três mensagens de agradecimento ao anterior Pároco e de boas vindas ao senhor Pe. Victor que, na sua mensagem final, agradeceu todo o acolhimento e simpatia. Agradeceu ao grande número de antigos paroquianos do Arciprestado de Torre de Moncorvo que quiseram marcar presença, agradeceu a amizade e a oração. Manifestou a sua disponibilidade para trabalhar com todos, pedindo, também, a colaboração de toda a comunidade de São João Baptista de Avões.

Terminada a cerimónia, o novo Pároco deslocou-se ao Centro Paroquial, onde recebeu os cumprimentos dos seus novos paroquianos e foi servido um repasto de qualidade para todos os presentes, a acompanhar com vinho tinto do bom e do melhor para os adultos e sumos diversos para os mais novos.

Ao senhor Pe. Victor Silva desejamos as maiores felicidades nesta nova missão que Deus lhe confiou.

Pe. Marcos Alvim, in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

Paróquia de Feirão acolhe novo Pároco: Pe. Diogo Filipe

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Foi ao som do sino que dobrava e dos foguetes que eram lançados que, pouco antes das 11h00 do passado dia 20 de Setembro, o Sr. Pe. Diogo Pereira Filipe entrava na Igreja Paroquial de Feirão para assumir a nova missão que lhe foi confiada pelo Sr. D. António Couto, Bispo de Lamego.

Numa celebração “simples e familiar”, o Sr. Pe. João Carlos Morgado, Pró-Vigário Geral da Diocese deu posse ao novo Pároco, salientando, na homilia que proferiu, a imediata disponibilidade do Sr. Pe. Diogo em aceitar esta missão, que se soma aos vários encargos paroquiais e arciprestais que já desempenha. Entre as várias ideias da homilia, é de destacar o apelo a que toda a comunidade, juntamente com o novo Pároco, saiba encontrar caminhos de evangelização e de missão, para que a Paróquia seja um espaço de partilha, de corresponsabilidade e de oração.

Nas suas primeiras palavras como Pároco, o Sr. Pe. Diogo reiterou a sua disponibilidade em servir e agradeceu os foguetes com que o receberam, dedicando-os ao Sr. D. António Couto, Bispo da Diocese, já que foi Deus, por intermédio dele, que lhe confiou esta missão. Teve, ainda, palavras de especial carinho e afecto para o seu antecessor, Sr. Pe. Germano Cardoso e para todos os presentes.

J.P., in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

Paróquia de Alvarenga despede-se do seu pároco

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No passado Domingo, 13 de Setembro, Alvarenga viveu um dia diferente por ocasião da homenagem de despedida ao seu pároco, nos últimos dez anos, Pe. José Miguel Loureiro de Almeida.

Na Igreja, cheia de paroquianos, o carinho humano misturou-se com a Ação de Graças a Deus, numa Eucaristia bem participada. Todos concorreram, com entusiasmo, nos cânticos escolhidos para a circunstância única que se estava a viver.

Por feliz coincidência, a liturgia dominical calou ainda mais fundo na alma dos fiéis, ao aproximar do Evangelho a Cruz que Cristo pregou como razão de ser da sua vida e centro da sua doutrina.

De facto, esta paróquia ufana-se da titularidade da Santa Cruz, gostando de ser nomeada, em qualquer parte, como freguesia de Santa Cruz de Alvarenga. E o povo colocou sempre este título religioso nas suas associações mais representativas. Assim, Alvarenga teve este ano mais uma razão para começar a celebrar a Santa Cruz na véspera do calendário litúrgico.

A homenagem foi centralizada na Missa de Domingo, que o Sr. Pe. José Miguel, enquanto pároco, transformou na jóia da coroa da sua atividade pastoral. Houve para ele lembranças – representando a mais significativa o motivo da Santa Cruz – e houve palavras de reconhecimento da Catequese e também palavras de estimada consideração do Povo pelo trabalho que realizou, pela maneira como o fez e pela herança que deixa na arte e no património religioso de Alvarenga.

E o homenageado – em voz controladamente firme, a aguentar uma luta interna entre o auto-domínio e as emoções do momento – nas palavras, que dirigiu pela última vez ao povo, referenciou três pessoas bem quistas na terra e de boa memória para todos, ligando-os com simpatia à sua vinda para a paróquia há dez anos:

  • O atual Sr. Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, nosso vizinho da freguesia limítrofe de Tendais, em Cinfães;
  • Monsenhor Simão Morais Botelho, nosso conterrâneo, falecido nesta terra o ano passado;
  • E o seu irmão Dr. Rui Morais Botelho, também nosso conterrâneo e falecido nesta terra igualmente no ano passado: ambos os irmãos sentiram a sua companhia na vida e a saudade na morte.

Seguiu-se um convívio popular à sombra da Igreja, nos espaços da residência paroquial. Fora intenção dos organizadores que se inscrevesse o maior número de participantes: bastava ser amigo, ter um “obrigado!” para trocar, trazer a própria presença e fazer-se acompanhar de boa disposição.  E a expectativa não foi gorada. Juntaram-se muitas presenças, esgotaram-se os espaços e reinou ótimo ambiente.

À roda das mesas, e mais longe delas, todos se sentiram bem acolhidos pelos muitos voluntários que se esmeraram no serviço, sem indumentária de cerimónia, apenas revestidos de simpatia e sorrisos; não serviam travessas fumegantes e aromáticas de comidas exóticas, só a abundância da terra.

Uma tenda montada de emergência, na véspera, a todos protegeu de alguém que, sem inscrição nem convite, quis infiltrar-se: a D. Chuva do Boletim. Há dias rondava a festa com ameaças; e, ao meio dia, numa momentânea distração de São Pedro, postou-se à porta da tenda com a sua graça de frescura líquida. Não vinha protestar; e logo se deixou contagiar pela simpatia geral. Quem havia de dizer?… A meio da tarde, alegre e contente foi a primeira a sair, a cumprimentar o seu pároco pela última vez, deixando-lhe em segredo, para distribuir por quem ainda ficava mais um bocadinho, uma réstia de tarde amena e tranquila. Também ela colaborou, à sua maneira, com os organizadores. Por isso foi-lhe perdoada a quota de inscrição.

O homenageado aproveitou a circunstância para trocar palavras de gentileza e satisfação com os convivas, tornando assim a tarde ainda mais agradável com momentos, aqui e além, para uma e outra, e mais, fotografias.

Como sempre, nesta selfy coletiva, pároco e paróquia ficámos todos bem.

Bem haja, Sr. Pe. José Miguel! Muito obrigado! E volte sempre.

R.M., in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

Pe. Mário Ferreira Lages | 1936 – 2015

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Pe. Mário Ferreira Lages, natural da Paróquia do Touro, nasceu a 5 de março de 1936, e faleceu aos 79 anos de idade, no dia 23 de setembro de 2015.

Ordenado sacerdote a 8 de julho de 1958, viveu grande parte da sua vida dedicada ao ensino universitário, como professor da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

Pode ver-se a resenha biográfica nas páginas da UCP – Faculdade de Ciências Humanas: AQUI.

E, por outro lado, a homenagem da UCP em livro, DIAFANIAS DO MUNDO, editado em 2012, com o testemunho de D. José Policarpo (então Cardeal-Patriarca), D. Manuel Clemente (então Bispo do Porto), D. Jacinto Botelho (Bispo Emérito de Lamego).

O funeral realizar-se-á na tarde de sexta-feira, na Igreja Paroquial do Touro e presiderá à celebração o nosso Bispo, D. António Couto.

A Diocese de Lamego, sob o pastoreio de D. António, une-se em oração à família e aos amigos, na certeza da vida eterna.

Diocese de Lamego de luto: faleceu o Pe. Manuel João

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Foi encontrado sem vida, na manhã de quarta-feira, 23 de setembro, na Residência Paroquial do Vilarouco, o Pe. Manuel João Nogueira Amaral. Faleceu no final da tarde do dia 22 de setembro, resultado de asfixia, consequência de um ataque de epilepsia.

Natural de Penedono, nasceu a 14 de julho 1985 e foi ordenado sacerdote a 17 de julho de 2011.

Entretanto outras informações, nomeadamente sobre o funeral, serão dadas logo que haja novidades. O Corpo está a aguardar pela respetiva autópsia.

Era Pároco de Nossa Senhora do Rosário de Vale de Figueira a Velha; de Santa Catarina de Valongo dos Azeites; São Bartolomeu de Vilarouco; e Santíssimo Salvador de Pereiros.

A Diocese associa-se ao luto da família e das comunidades. Confiemo-lo a Deus, Pai de misericórdia.

FUNERAL e celebrações:

dia 24 de setembro | quinta-feira

17h00 – Missa na Paróquia do Vilarouco

Depois, o VELÓRIO FICARÁ NO QUARTEL DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

19h00 – Celebração de Santa Missa, presidida pelo Pároco

dia 25 de setembro | sexta-feira

10h00 – Levantamento do corpo no Quartel dos Bombeiros

– Missa exequial na Igreja de Penedono, presidida pelo Sr. Bispo de Lamego, D. António Couto.

(Reposição de notícia): Tomada de Posse do Pe. Manuel João

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No dia em que FALECEU o Pe. Manuel João repomos, em jeito de comunhão com as paróquias que lhe foram confiadas, o dia em que com alegria e esperança entrada nas paróquias que lhe foram então confiadas:

“O dia 18 de Setembro vai ficar na memória das comunidades de Vale de Figueira a Velha, Valongo dos Azeites e Vilarouco, pois hoje acolheram um novo Pároco: o P. Manuel João Nogueira Amaral.

Na parte da manhã, seja Vale de Figueira, seja Valongo dos Azeites acolheram com muita alegria o recém ordenado sacerdote, apresentado pelo Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral da Diocese.

Na parte da tarde, foi a vez de Vilarouco receber o novo Pároco. Na sua homilia, o Mons. Joaquim Dias Rebelo recordou o P. Samuel Teixeira da Silva, a quem Deus chamou para Si, no passado mês de Janeiro, de modo repentino e inesperado. Incentivou também a que todos recebessem com alegria o novo Pároco, procurando colaborar com ele nas actividades paroquiais.

Mereceu uma especial palavra de reconhecimento o Mons. Henrique Paulo, bem como os outros sacerdotes do Arciprestado de S. João da Pesqueira que, nos últimos meses, com generosidade e abnegação, asseguraram a assistência religiosa naquelas Paróquias.

Na tomada de posse, marcaram presença os Arciprestes de S. João da Pesqueira, Mêda e Penedono, para além de outros sacerdotes vizinhos e amigos do P. Manuel João. Também os seus pais e irmão estavam presentes.

Ao terminar a Eucaristia, o P. Manuel João agradeceu a todos as boas vindas com que o receberam e pediu que todos estivessem disponíveis para colaborar na propagaçãoo do Evangelho.

Já depois da Eucaristia, a Associação Cultural, Deportiva e Recreativa Flor d’Amendoeira quiseram brindar o novo Pároco e todos os presentes com algumas danças típicas daquela zona, bem como com uma mensagem de Boas vindas.”

in (antigo blogue) da Diocese de Lamego

FUNERAL e celebrações:

dia 24 de setembro | quinta-feira

17h00 – Missa na Paróquia do Vilarouco

Depois, o VELÓRIO FICARÁ NO QUARTEL DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

19h00 – Celebração de Santa Missa, presidida pelo Pároco

dia 25 de setembro | sexta-feira

10h00 – Levantamento do corpo no Quartel dos Bombeiros

– Missa exequial na Igreja de Penedono, presidida pelo Sr. Bispo de Lamego

À conversa com D. António Couto sobre a Visita Ad Limina

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Os bispos portugueses viveram, entre 07 e 12 deste mês, a “visita ad limina”, da qual se falou na edição anterior deste jornal e na qual participaram D. António Couto e D. Jacinto Botelho. No sentido de podermos levar aos nossos leitores algumas notas sobre este acontecimento eclesial, pedimos a colaboração do nosso bispo.

Senhor D. António, que balanço faz desta visita ad limina?

Para mim é sempre uma peregrinação aos túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, e também fazer sentir ao bispo de Roma, hoje o Papa Francisco, a nossa fidelidade e disponibilidade para acolher com amor e inteligência as suas intenções e ideias, rumos pastorais e modos de fazer. Os túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo foram, nos primeiros séculos da Igreja, os únicos grandes lugares de peregrinação de todos os cristãos. A visita ad limina Apostolorum tem de cumprir sempre esse objetivo. Fiquei com a ideia de que o fizemos muito depressa, muito a correr. Eu tive necessidade de lá voltar e de lá passar mais tempo. Pedro e Paulo são, como lembra a tradição antiga, os prôtóthronoi, os primeiros na cátedra da doutrina divina e salvífica. É preciso estar ali, junto deles, até estremecer alguma coisa em nós. A mesma atitude se deve reservar ao bispo de Roma. Tudo o resto, os restantes pontos da agenda, são mais ou menos úteis, são para preencher o ramalhete, mas estão longe de fazer estremecer. A visita ad limina Apostolorum que os bispos de Portugal realizaram recentemente teve um pouco de tudo isto. Para mim, ficou o que faz estremecer. No que vi e ouvi. O encontro com o bispo de Roma, o Papa Francisco, foi muito bom. As lições recebidas nos túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, no silêncio, na oração e na meditação, foram importantes. Restam depois, como diz bem Robert Musil, as iluminações. Mas estas nunca me seduziram.

 Que importância e consequências podem ter tais visitas na vida da diocese?

Na minha vida, e, portanto, no que de mim passar para a nossa Diocese, mais autenticidade, mais Evangelho, mais Jesus Cristo. Não trago nenhuma diretriz específica, nenhum recado ou receita, para o andamento pastoral da Diocese. Antes da Visita, é-nos pedido um relatório pormenorizado sobre a vida da Diocese. Aí, sim, fui obrigado a refletir sobre a realidade da nossa Diocese e os rumos pastorais seguidos e a seguir. Quero crer que o relatório foi lido e sublinhado, mas não tive disso nenhum eco concreto. O encontro com o Papa Francisco, esse sim, apontou perspetivas e maneiras de ser e de fazer, que me parecem oportunas e incisivas, e que registei para que o bispo, os sacerdotes, os consagrados e os fiéis leigos da nossa Diocese dediquem mais tempo e qualidade à oração, à pregação e escuta da Palavra de Deus, e ao testemunho de vida. Sim, o Papa disse-nos que muitas vezes o nosso testemunho anula a nossa pregação. Nada que nós não soubéssemos já, mas é sempre bom ouvi-lo outra vez e outra vez e outra vez… até estremecer.

Como caracterizaria o encontro com o Papa Francisco?

Rico. Belo. Sereno. Claro. Certeiro. Sem nada na manga. Sem nada a defender. Sem nada a atacar. Bem ao estilo que todos já lhe conhecemos. Mas com uma vontade imensa de fazer passar a pessoa de Jesus Cristo. E deixando transparecer um coração atento e paternal para com todos, sobretudo para com os que mais sofrem, também como já nos habituou. Não começou a fazer discursos ou advertências. Pôs-se à vontade e pôs-nos à vontade. Quis ouvir primeiro as nossas perguntas ou inquietações, a que ele ia depois amavelmente respondendo com palavras certeiras ou um simples aceno de cabeça.

Entre outros temas, O Santo Padre falou do acompanhamento aos mais novos, da interparoquialidade e de abertura. Nesse sentido, que caminhos percorrer entre nós?

Sim. Temos de pensar seriamente a forma como estamos a viver a fé e a transmitir a fé. Mas isso já ia nos relatórios das nossas Dioceses. O Papa confirmou que temos de rever os caminhos seguidos até aqui, na área da iniciação cristã (catequese) e de toda a formação (religião e moral católicas e formação de adultos). Impõe-se muito mais anúncio direto e simples do querigma cristão juntamente com o testemunho, e saber pôr as crianças, os jovens, as famílias numa verdadeira envolvência cristã. Claro: precisamos de sacerdotes que o sejam verdadeiramente, a tempo inteiro e coração inteiro. Há tanta coisa à nossa espera. Desde a oração, à formação, ao testemunho. Precisamos de verdadeiros líderes cristãos, que arrastem por contágio as pessoas desanimadas e cansadas. A «debandada» de que falou o Papa lembra os pássaros. E os sociólogos atentos, como Zygmunt Bauman de há muito que comparam a juventude aos pássaros. Foi assim que, à imitação dos pássaros, nasceu em 2006, o Twitter, que quase reproduz os sons emitidos pelos pássaros em bando (tweet, tweet…), uma forma de dizerem «estou aqui», no bando. Mais ou menos o que se verifica na juventude em bando, sempre com o telemóvel a emitir sinais. Pergunto: como captamos esses sinais? Como respondemos? O que temos feito para ir ao encontro dos jovens? O que estamos dispostos a fazer? Ou estamos contentes com o que temos e com o que fazemos? Há aqui um mundo de imaginação e de proximidade que temos de saber construir. O tema da interparoquialidade e da intereclesiadade impõe-se hoje, e sempre se impôs. É da própria natureza da Igreja. Sim, temos de aprender a partilhar muito mais uns com os outros. Ficamos mais ricos. E temos também de aprender a partilhar os nossos párocos e os ministérios laicais. É um enriquecimento.

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Como interpreta o aparecimento do recente “motu próprio” do Papa sobre a questão da nulidade dos matrimónios dias antes da Assembleia sinodal sobre a família?

Sem mexer na doutrina, e o Papa repetiu-o, e tem-no repetido. Mas o que pudermos fazer já para agilizar as coisas práticas, isso devemos fazer já. Há, de facto, assuntos, de prática pastoral, não doutrinária, que podemos simplificar, facilitar, agilizar, e tornar mais baratos ou mesmo sem custos para as pessoas que reunirem as condições necessárias. Sim, há ainda outra luta mais importante pela frente, de que ainda poucos se apercebem. É a indiferença e a insensibilidade, em que esses problemas de nulidade ou outros já nem se põem, em que tanto se nos dá como se nos deu; mas é sobretudo a equivalência, em que tudo é igual e tudo vale o mesmo. Esta é a verdadeira luta que teremos pela frente nos próximos anos. Sim, chegam tempos em que o bem é igual ao mal, a noite ao dia, a família aos bandos…

in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

Aniversário da Ordenação Episcopal de D. António Couto

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D. António José da Rocha Couto, foi ordenado Bispo no dia 23 de setembro de 2007, em Cucujães, pelo que nos unimos em oração e com amizade de Lhe desejamos uma pastoreio profícuo, para que através do Seu ministério a Igreja de Lamego se sinta enviada e faça da Casa do Pai Casa de Oração e de Misericórdia.

D. António José da Rocha Couto

Data Nascimento: 18 de abril de 1952.

Naturalidade: Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto

Ordenação Sacerdotal: 3 de dezembro de 1980, em Cucujães.

Nomeação episcopal: 6 de julho de 2007, para Bispo Auxiliar de Braga.

Ordenação Episcopal: 23 de setembro de 2007, no Seminário das Missões, Cucujães, Oliveira de Azeméis.

Nomeação para Bispo de Lamego: 19 de novembro de 2011.

Tomada de Posse: 29 de janeiro de 2012.

Blogue de D. António Couto: www.mesadepalavras.wordpress.com

PAIXÃO E PASTORAL | Editorial Voz de Lamego | 22 de setembro

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A edição desta semana da Voz de Lamego é preenchida com a Visita do Papa a Cuba, com as entradas dos novos Párocos, com a ressonância da Visita Ad Limina Apostolorum, com entrevista ao D. António Couto, e com muitas outras notícias e reflexões.

Estando próximo o início do Ano Pastoral (abertura no Seminário Maior, no próximo dia 3 de outrubro), o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, desafia-nos a refletir e a viver a pastoral com paixão, de quem se compromete com alegria, imitando a Paixão de Jesus pela humanidade.

PAIXÃO E PASTORAL 

No início de mais um ano pastoral, quando a realidade é lida à luz do evangelho e as acções a desenvolver são pensadas e programadas com o objectivo de cumprir a acção missionária da Igreja, o verbo “fazer”está muito presente.

Na verdade, quantas coisas fazemos ao longo do dia, de um ano ou de uma vida? O fazer ocupa-nos e também nos define. Porque, com esforço, dedicação, perseverança e até sacrifício, somos seres que “também se fazem”, entendendo por aqui o cuidado em crescer, avançar, aperfeiçoar-se… O nosso crescimento pode acompanhar e até resultar do que fazemos. Somos seres que se fazem enquanto fazem.

Mas a conversão pastoral, necessária para a contínua reforma eclesial constantemente referida e proposta pelo Papa Francisco, não pode limitar-se ao acto de “fazer”.

No caso da acção pastoral, que abrange todos os baptizados e de forma particular os que na comunidade são ministros ordenados ou desempenham algum ministério ou serviço, importa sublinhar que o “fazer” não pode estar isolado do “sofrer”! E esta foi uma nota escutada recentemente ao nosso bispo. Isto é, se nos limitarmos a fazer, o empenho esbate-se no agir; no caso da paixão, implica sofrer.

Ao falarmos da missão da Igreja, isto é importante. Se é apenas “ação pastoral” ficamos no âmbito do “fazer”, algo estranho e relativamente “indolor”. Mas se há paixão, isto implica “sofrer”, viver apaixonadamente, comprometer-se interiormente. Por isso, em vez de “ação pastoral” deveria experimentar-se e protagonizar-se a “paixão pastoral”. Sentir o que se faz é fundamental para ir mais longe e ultrapassar a rotina ou burocracia.

Por aqui se chega ao “cristão apaixonado”, muito mais que um “cristão praticante”, e se compreende a diferença entre o que apenas colabora e o que se compromete.

in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

ABERTURA DO ANO PASTORAL DA DIOCESE DE LAMEGO – 3 de outubro

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No próximo dia 3 de outubro de 2015, far-se-á a ABERTURA DO ANO PASTORAL 2015-2016 da Diocese de Lamego, no Seminário Maior de Lamego.
Entendeu-se que o Plano Pastoral da Diocese deveria ser apresentado no início de cada ano pastoral. Assim, tal como no último ano, também neste, teremos oportunidade de refletir sobre as linhas orientadoras, propostas pastorais, metas a atingir, durante o novo ano Pastoral, na ambiência do lema proposto por D. António Couto:

IDE E FAZEI DA CASA DE MEU PAI CASA DE ORAÇÃO E DE MISERICÓRDIA

Programa:
  9h30 – Acolhimento
  9h45 – Oração da Manhã
10h00 – Apresentação da Carta Pastoral de D. António Couto, pelo Próprio
11h00 – Pausa para o café
11h30 – Apresentação das linhas orientadoras do Plano Pastoral,
              pelo Coordenador da Pastoral da Diocese, Pe. José Melo (cônego)
12h15 – Troca de impressões
12h30 – Almoço e Encerramento
A ABERTURA do ANO PASTORAL tem como destinatários os SACERDOTES e os diferentes AGENTES PASTORAIS.
O almoço será servido pelo Seminário e terá um custo de € 5,00.
As inscrições devem ser feitas até dia 30 de setembro (quarta-feira), para a Cúria Diocesana ou para o Seminário Maior de Lamego.