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Paróquia de Alvarenga despede-se do seu pároco

Alvarenga 13 de Set 2015

No passado Domingo, 13 de Setembro, Alvarenga viveu um dia diferente por ocasião da homenagem de despedida ao seu pároco, nos últimos dez anos, Pe. José Miguel Loureiro de Almeida.

Na Igreja, cheia de paroquianos, o carinho humano misturou-se com a Ação de Graças a Deus, numa Eucaristia bem participada. Todos concorreram, com entusiasmo, nos cânticos escolhidos para a circunstância única que se estava a viver.

Por feliz coincidência, a liturgia dominical calou ainda mais fundo na alma dos fiéis, ao aproximar do Evangelho a Cruz que Cristo pregou como razão de ser da sua vida e centro da sua doutrina.

De facto, esta paróquia ufana-se da titularidade da Santa Cruz, gostando de ser nomeada, em qualquer parte, como freguesia de Santa Cruz de Alvarenga. E o povo colocou sempre este título religioso nas suas associações mais representativas. Assim, Alvarenga teve este ano mais uma razão para começar a celebrar a Santa Cruz na véspera do calendário litúrgico.

A homenagem foi centralizada na Missa de Domingo, que o Sr. Pe. José Miguel, enquanto pároco, transformou na jóia da coroa da sua atividade pastoral. Houve para ele lembranças – representando a mais significativa o motivo da Santa Cruz – e houve palavras de reconhecimento da Catequese e também palavras de estimada consideração do Povo pelo trabalho que realizou, pela maneira como o fez e pela herança que deixa na arte e no património religioso de Alvarenga.

E o homenageado – em voz controladamente firme, a aguentar uma luta interna entre o auto-domínio e as emoções do momento – nas palavras, que dirigiu pela última vez ao povo, referenciou três pessoas bem quistas na terra e de boa memória para todos, ligando-os com simpatia à sua vinda para a paróquia há dez anos:

  • O atual Sr. Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, nosso vizinho da freguesia limítrofe de Tendais, em Cinfães;
  • Monsenhor Simão Morais Botelho, nosso conterrâneo, falecido nesta terra o ano passado;
  • E o seu irmão Dr. Rui Morais Botelho, também nosso conterrâneo e falecido nesta terra igualmente no ano passado: ambos os irmãos sentiram a sua companhia na vida e a saudade na morte.

Seguiu-se um convívio popular à sombra da Igreja, nos espaços da residência paroquial. Fora intenção dos organizadores que se inscrevesse o maior número de participantes: bastava ser amigo, ter um “obrigado!” para trocar, trazer a própria presença e fazer-se acompanhar de boa disposição.  E a expectativa não foi gorada. Juntaram-se muitas presenças, esgotaram-se os espaços e reinou ótimo ambiente.

À roda das mesas, e mais longe delas, todos se sentiram bem acolhidos pelos muitos voluntários que se esmeraram no serviço, sem indumentária de cerimónia, apenas revestidos de simpatia e sorrisos; não serviam travessas fumegantes e aromáticas de comidas exóticas, só a abundância da terra.

Uma tenda montada de emergência, na véspera, a todos protegeu de alguém que, sem inscrição nem convite, quis infiltrar-se: a D. Chuva do Boletim. Há dias rondava a festa com ameaças; e, ao meio dia, numa momentânea distração de São Pedro, postou-se à porta da tenda com a sua graça de frescura líquida. Não vinha protestar; e logo se deixou contagiar pela simpatia geral. Quem havia de dizer?… A meio da tarde, alegre e contente foi a primeira a sair, a cumprimentar o seu pároco pela última vez, deixando-lhe em segredo, para distribuir por quem ainda ficava mais um bocadinho, uma réstia de tarde amena e tranquila. Também ela colaborou, à sua maneira, com os organizadores. Por isso foi-lhe perdoada a quota de inscrição.

O homenageado aproveitou a circunstância para trocar palavras de gentileza e satisfação com os convivas, tornando assim a tarde ainda mais agradável com momentos, aqui e além, para uma e outra, e mais, fotografias.

Como sempre, nesta selfy coletiva, pároco e paróquia ficámos todos bem.

Bem haja, Sr. Pe. José Miguel! Muito obrigado! E volte sempre.

R.M., in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

  1. Clara
    28/09/2015 às 15:25

    Sinto-me orgulhosa do meu querido primo Pe. Ze Miguel e embora não pertença a Paroquia de Alvarenga, sei que ele teria deixado uma marca muito profunda nos corações dos seus paroquianos.
    O coração do Pe. Ze Miguel e gigantesco em docura e humildade. A paz que ele irradia, e tao poderosa que não a podemos deixar de sentir, e tao necessária nos momentos tao turbulentos que vivemos presentemente.
    Apesar da distancia que nos separa, o testemunho de vida do Pe. Ze Miguel, enalteceu a minha vida. Com ele aprendi a reconhecer os valores primordiais da vida. A vivencia e o amor familiar, a humildade, o desprendimento dos bens materiais a paixão pela simplicidade.

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