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PAIXÃO E PASTORAL | Editorial Voz de Lamego | 22 de setembro

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A edição desta semana da Voz de Lamego é preenchida com a Visita do Papa a Cuba, com as entradas dos novos Párocos, com a ressonância da Visita Ad Limina Apostolorum, com entrevista ao D. António Couto, e com muitas outras notícias e reflexões.

Estando próximo o início do Ano Pastoral (abertura no Seminário Maior, no próximo dia 3 de outrubro), o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, desafia-nos a refletir e a viver a pastoral com paixão, de quem se compromete com alegria, imitando a Paixão de Jesus pela humanidade.

PAIXÃO E PASTORAL 

No início de mais um ano pastoral, quando a realidade é lida à luz do evangelho e as acções a desenvolver são pensadas e programadas com o objectivo de cumprir a acção missionária da Igreja, o verbo “fazer”está muito presente.

Na verdade, quantas coisas fazemos ao longo do dia, de um ano ou de uma vida? O fazer ocupa-nos e também nos define. Porque, com esforço, dedicação, perseverança e até sacrifício, somos seres que “também se fazem”, entendendo por aqui o cuidado em crescer, avançar, aperfeiçoar-se… O nosso crescimento pode acompanhar e até resultar do que fazemos. Somos seres que se fazem enquanto fazem.

Mas a conversão pastoral, necessária para a contínua reforma eclesial constantemente referida e proposta pelo Papa Francisco, não pode limitar-se ao acto de “fazer”.

No caso da acção pastoral, que abrange todos os baptizados e de forma particular os que na comunidade são ministros ordenados ou desempenham algum ministério ou serviço, importa sublinhar que o “fazer” não pode estar isolado do “sofrer”! E esta foi uma nota escutada recentemente ao nosso bispo. Isto é, se nos limitarmos a fazer, o empenho esbate-se no agir; no caso da paixão, implica sofrer.

Ao falarmos da missão da Igreja, isto é importante. Se é apenas “ação pastoral” ficamos no âmbito do “fazer”, algo estranho e relativamente “indolor”. Mas se há paixão, isto implica “sofrer”, viver apaixonadamente, comprometer-se interiormente. Por isso, em vez de “ação pastoral” deveria experimentar-se e protagonizar-se a “paixão pastoral”. Sentir o que se faz é fundamental para ir mais longe e ultrapassar a rotina ou burocracia.

Por aqui se chega ao “cristão apaixonado”, muito mais que um “cristão praticante”, e se compreende a diferença entre o que apenas colabora e o que se compromete.

in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

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